quarta-feira, 17 de junho de 2020

Saiba como ficar elegante neste inverno

Sustentabilidade será um dos destaques da temporada

Enfrente o frio com charme e elegância

            A moda outono inverno 2020 deverá ter na sustentabilidade e na proteção ao Meio Ambiente um dos destaques da estação. Os outros destaques são: a qualidade do produto e o custo. Afinal, o mundo está vivendo uma grave crise e proteger a natureza, evitando o desperdício de rios de dinheiro, é uma medida louvável e o planeta agradece. O inverno no Brasil começa no próximo sábado, dia 20, e vai até 22 de setembro.
            Segundo o site Beleza e Moda, “os consumidores querem menos coisas e coisas melhores na sua moda. Eles querem coisas que duram, que podem até se tornar uma herança. E querem coisas que protegem o mundo”.
Veja agora as principais tendências da moda outono inverno 2020, para que você possa ficar antenada com o que há de mais moderno no mundo da moda.
Cores

As cores do outono e inverno realmente mudaram este ano. As cores pastel não estarão mais em alta, mas as cores retas e coloridas e as cores contrastantes estão a caminho. As tendências têm tons de rosa que podem ser misturados com cores neutras como azul, vermelho, amarelo e verde.
Para os homens, o azul e o vermelho são as principais apostas. As cores correspondentes não só estarão em alta, mas os padrões são escolhas inteligentes. O vestuário exterior, como casacos, também é importante para as roupas masculinas, pois elas realmente devem corresponder às combinações do estilo interno.

Tecidos
Os tecidos são sempre o ponto chave na direção das tendências de qualquer estação. O que vestimos deve ser saudável, sustentável, alegre e moderno. Então, o que vemos nas passarelas é muito importante para nos inspirar e, assim como no estilo mulher-homem, devemos ter as mesmas tendências para esta estação.
Em 2020, as tendências de tecido outono-inverno são brilhantes e coloridas. Neoprene revestido, camisas macias, cetim, veludo e o vinil dos anos 90 estarão a bordo para as mulheres. Também veremos os jeans novamente, mas este ano as roupas de brim serão de cores vibrantes, combinando com o espírito da era da rebeldia e um sentimento nostálgico.
Para os homens temos os jeans escuros, neoprene e mistura de cores como detalhes. Os tecidos devem ser adaptados às tendências dos anos 90, para que todo o espírito seja mantido. O estilo é muito importante, pois as tendências precisam estar no palco.

Os anos 90 em alta

Os nostálgicos anos 90 foram um período de transição diferente. O espírito era rebelde com o cabelo, o estilo e as maneiras. Esta tendência deve se repetir no outono / inverno 2020. Listras nas calças, listras coloridas, babados em camadas com grandes pontos estarão nas peças de outono/inverno. Mantas usadas como casacos, jeans remendados e botões desbotados também são uma aposta. Os tecidos terão padrões gráficos e salpicos de cores vivas com desenhos enormes ou palavras divertidas sobre camisetas e moletons.

Estilo Bougie
A história da tendência Bougie, como o próprio nome indica, abrange a burguesia, mas agora com uma nova reviravolta. Alguns acham que o visual burguês é um retrocesso e conservador. Mas, os especialistas em moda não pensam assim, para eles o estilo é chique e moderno.
O estilo é uma adoção de símbolos de status para todas as pessoas, é democrática, e está influenciando as roupas de rua. Aqui, o visual pode ser descrito como clássicos bem-educados dos anos 70 para uma nova geração, com um interesse fundamental no trabalho com roupas “adequadas”.
Nos tecidos e detalhes, temos o cetim e chiffons de seda, malhas de intarsia, tecidos de alta costura, veludo cotelê, xadrez e manta de fios-tintura, lã pura ou mescla, couro, tosquia, lã. E apesar de ser um estilo que preza a elegância, também temos a presença de estampas, elementos de logotipo, estampas e lenços de malha, estampas de répteis, geométricas, estampas em corrente, animais e diamantes.

Florais góticos e estampas

Florais são geralmente reservados para a primavera verão. Mas, no outono/inverno 2020 as flores são destaque na passarela, associadas ao estilo gótico/grunge, com florais de fundo escuro e tecidos mais pesados. Como sempre, o coro preto está em alta, mas se você quiser dar um passo à frente neste outono/inverno 2020, escolha uma peça de couro colorido.
Estampas de animais e estampas mistas são tendências da moda outono / outono inverno 2020. Muitas estão aqui para ficar e prontas para vestir, com lojas cheias de variações e todos os estilos diferentes. Uma das principais Tendências da Moda Outono Inverno 2020 é apostar em estampas de animais e estampas mistas, que misturam mais de uma temática.

Penas compõem o look
Quando se trata de vestir peças de roupas com penas, nem todo mundo pode ser Lady Gaga em um Valentino, mas toda garota deve ter um pouco dessa tendência em seu armário. Designers como Christian Cowan, Calvin Klein e Michael Kors tornaram isso possível e trouxeram esta tendência para o outono/inverno 2020.

A hora dos felpudos

Casacos peludos e felpudos são tendências da moda outono / inverno 2020. Parkas e casacos longos são ótimos para o inverno, mas quando você realmente quer se sentir como um milhão de dólares, nada supera um luxuoso casaco de pele falsa. E nunca é tarde para entrar nessa tendência. As ofertas desta temporada estão melhores do que nunca, com marcas lançando casacos peludos em cores vibrantes, como rosa e cobalto. Se o pelo colorido não faz o seu estilo, você pode facilmente encontrar uma alternativa de roupa marrom ou preta. Os casacos são tão aconchegantes que você pode até se envolver e se sentir abraçada. Mas, lembrando que como uma das Principais Tendências da Moda Outono Inverno 2020 é a sustentabilidade, os casacões peludos da estação devem ser todos em pele fake.

Fonte: Site Beleza e Moda

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Em tempos de pandemia, festa de Corpus Christi terá missas on line

As igrejas não terão a presença de fiéis; ruas não serão decoradas



A pandemia do novo coronavírus mudou até a maneira como a comunidade católica celebra a Festa de Corpus Christi, que acontece nesta quinta-feira, 11 de junho.
Em nota publicada na sua página oficial em uma rede social, a diocese de Itapetininga, que abrange 41 paróquias, 405 comunidades e 14 municípios do Sudoeste Paulista, com uma população estimada em 450 mil pessoas, informa que a festividade será diferente de anos anteriores.
“Devido a pandemia, não haverá tapetes e nem a participação dos fiéis nas Igrejas. As missas em toda nossa Diocese serão transmitidas via internet, conforme o Decreto Diocesano publicado em 29 de maio”.
A nota segue informando que o “o Bispo Dom Gorgônio, presidirá a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, às 9h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Catedral. Outras informações no site: www.diocesedeitapetininga.org,br “.
Ainda de acordo com a diocese, em Tatuí, “para celebrar essa grande festa do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor Jesus Cristo, os padres estarão reunidos  em uma só Missa, diretamente do Santuário Nossa Senhora da Conceição, a partir das 9h, com transmissão ao vivo pelo Facebook e também pelo Youtube do Santuário. A programação da Solenidade de Corpus  Christi das demais Paróquias de nossa Diocese,  você pode conferir através das redes sociais de cada Paróquia, como os horários de cada celebração  e quais ruas que o Santíssimo Sacramento irá percorrer”.

Carro aberto e doações
Este ano, as ruas decoradas serão apenas uma lembrança

Segundo a diocese, “a Santa Missa sem a participação dos fiéis e com transmissão via internet, condiz ao Decreto Diocesano publicado em 29 de maio, onde também orienta que cada Paróquia após a celebração, em carro aberto, percorra as ruas da cidade com o Santíssimo Sacramento para rezar e abençoar as famílias. Pede-se também, que um outro veículo acompanhe todo trajeto para recolher os donativos (roupas ou alimentos), para a Campanha de Solidariedade em atendimento às famílias necessitadas”.

O que é a celebração
            A diocese informa ainda que, nesta quinta, “a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue”.

Origem
De acordo com a diocese de Itapetininga, “a celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças”.

O que abre e fecha
            A prefeitura de Itapetininga divulgou nota sobre os serviços que funcionam neste feriado.

Coleta de lixo: Funciona normalmente
Corpo de Bombeiros: Serviços ininterruptos
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu): Funciona normalmente
Pronto-Socorro: Funciona normalmente
Órgãos públicos municipais: Não haverá expediente na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). Volta na segunda-feira (15).
Farmácia Municipal (Unidade Dispensadora de Medicamentos): Não haverá expediente na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). Volta na segunda-feira (15).
Escolas Municipais: estão com aulas suspensas de acordo com o Decreto do Governo do Estado de São Paulo.
Agendamento de Oxigênio Medicinal: Não haverá expediente na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). O agendamento de oxigênio retorna na segunda (15).
Agendamento de Transporte para hospitais da região: não funcionará na quinta-feira (11) e sexta-feira (12). Retorna na segunda-feira (15).
Postos de Saúde: Não funcionarão na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). Retornam na segunda-feira (15).
Policlínica na Av. Nisshimbo do Brasil: Não funciona nesta quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). Retorna na segunda-feira (15).
Hospital de Campanha: Funciona normalmente.
Serviço 0800 para orientações sobre o Coronavírus: não funciona na quinta-feira (11) e na sexta-feira (12). Neste período e no fim de semana as ligações deverão ser feitas à Guarda Civil Municipal pelo 199 ou à Polícia Militar pelo 190.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Desmatamento cresce na Amazônia

Em 2019, área desmatada foi de quase dois mil campos de futebol

O fogo é usado para desmatar áreas

            O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado no dia 5 de junho. Foi criado por ocasião da Conferência de Estocolmo, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972.
            Mas, enquanto no resto do mundo as emissões de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis tiveram redução expressiva, devido principalmente ao isolamento social como forma de desacelerar a pandemia do novo coronavírus, no Brasil acontece o contrário: o desmatamento vem aumentando desde 2019, principalmente na região Amazônica. E isto contribui para o aumento na emissão de gases.
            O desmatamento das matas brasileiras afeta principalmente a Amazônia, que perdeu por dia, em média, 2.110 hectares de florestas em 2019, segundo documento divulgado no final de maio pelo projeto MapBiomas, que reúne especialistas em várias áreas, desde o uso da terra até o sensoriamento remoto, entre outras.
            Segundo o projeto, a área desmatada na Amazônia é “equivalente a 1,9 mil campos de futebol com medidas da Fifa. O bioma foi o mais devastado do país, representando 63% dos 3.339 hectares derrubados por dia no Brasil. “Somando todos os biomas, apenas 0,5% da área de desmatamento detectada em 2019 está dentro da legalidade”, de acordo com Relatório Anual de Desmatamento, organizado pelo projeto MapBiomas

Destaques
Ainda de acordo com o relatório, em 2019, foram desmatados em média 3.339 ha por dia ou 139 ha por hora no Brasil. Amazônia e Cerrado somam 96,7% da área desmatada em 2019. Além disso, a Amazônia perdeu em média 2.110 hectares por dia ou 87,92 ha por hora; o Cerrado perdeu em média 1.119,6 hectares por dia ou 46,65 ha por hora; apenas 0,2% do total de alertas e 0,5% da área de desmatamento detectada em 2019 estão dentro da legalidade; 15,6% do desmatamento em 2019 ocorreu em terras indígenas e unidades de conservação.
A velocidade média máxima de desmatamento para um único evento de desmatamento foi alcançada em uma área de 1.148 hectares no município de Jaborandi (BA). Ela foi desmatada entre os dias 8 e 27 de maio de 2019, alcançando uma média de 60 ha por dia O relatório destaca que os dados de desmatamento do MapBiomas devem ser usados com cautela se comparados aos dados oficiais de desmatamento (como o do sistema Prodes, responsável pela detecção oficial de desmate no Brasil). O Sistema Prodes Amazônia, por exemplo, emite alerta para áreas devastadas acima de 6,25 hectares. O Prodes Cerrado emite alerta para áreas acima de 1 hectare. O Atlas Mata Atlântica, 3 hectares. Já o MapBiomas monitora área de 0,3 hectare.

Alertas batem recorde
Segundo o projeto, dados oficiais do governo indicam que, em 2020, os sinais de degradação do meio ambiente seguem em alta. “Os alertas de desmatamento na Amazônia bateram recorde no primeiro trimestre de 2020”, afirma o documento, baseado em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ainda de acordo com o projeto MapBiomas, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020 foram emitidos alertas para 796,08 km² da Amazônia, aumento de 51,45% em relação ao mesmo período de 2019, quando houve alerta para 525,63 km². Em 2018 foram 685,48 km²; em 2017 foram 233,64 km² e em 2016 foram 643,83 km².
Os alertas de desmatamento servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais de desmatamento são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgados anualmente.

Fala do ministro
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou na reunião ministerial do dia 22 de abril, que o governo deveria aproveitar o momento em que o foco da sociedade e da mídia está voltada para o novo coronavírus para mudar regras que podem ser questionadas na Justiça, conforme vídeo divulgado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.
Segundo Salles, seria hora de fazer uma “baciada” de mudanças nas regras ligadas à proteção ambiental e à área de agricultura e evitar críticas e processos na Justiça. "Tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm papel regulatório aqui, para simplificar. Não precisamos de Congresso", disse o ministro do Meio Ambiente.
            Depois da divulgação do vídeo, o ministro se justificou em uma rede social. “Sempre defendi desburocratizar e simplificar normas, em todas as áreas, com bom senso e tudo dentro da lei. O emaranhado de regras irracionais atrapalha investimentos, a geração de empregos e, portanto, o desenvolvimento sustentável no Brasil”, disse Salles.

Avanço no desmatamento e a emissão de gases
As emissões de gases de efeito estufa devem subir entre 10% e 20% no Brasil em 2020 em comparação com 2018, último ano de dados disponíveis. A análise feita pelo Observatório do Clima coloca o país na contramão de outras nações. A expectativa é de que a recessão causada pela pandemia de Covid-19 leve a uma queda de 6% na emissão destes gases no planeta neste ano.
A razão para que o Brasil contrarie a tendência mundial é o forte aumento no desmatamento da Amazônia, segundo nota técnica do Sistema de Estimativas de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima divulgada na segunda quinzena de maio.
De acordo com o documento, as emissões decorrentes do desmatamento serão 29% maiores em 2020 considerando a média dos últimos cinco anos nos meses de maio a julho. Esse aumento deve compensar a queda de emissões nos setores de energia e na produção industrial.
A organização estima que se o desmatamento em maio, junho e julho for semelhante ao do ano passado neste mesmo período, as emissões na Amazônia podem ser 51% maiores do que em 2018 – o desmatamento é calculado entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.
O setor de transportes, afetado pela pandemia, principalmente nos transportes aéreo e no individual de passageiros, teve queda baixa de 1% nas emissões – o consumo de diesel no transporte de cargas teve aumento.

Situação preocupante
            Para o engenheiro ambiental José Maurício Del Fiol Neto, o avanço do desmatamento na Amazônia é uma situação “muito preocupante, principalmente por se tratar de desmatamento irregular, ou seja, sem avaliação dos órgãos ambientais, autorização e posterior compensação ambiental, dessa totalidade de área desmatada, grande parte está dentro de terras indígenas ou de áreas de proteção ambiental o que é outro fator agravante.”.
            O engenheiro acredita que há relação entre este aumento expressivo e a política ambiental do atual governo. “Há relação sim, os principais órgãos e entidades ambientais confirmam essa relação, através da área desmatada”.
            Del Fiol observa que a fala do ministro Ricardo Salles na reunião de 22 de abril “foi muito infeliz nesse comentário, sendo que apesar do foco maior da mídia ser o coronavírus, a imprensa exerce papel muito importante na parte ambiental, com certeza mudanças nas regras ambientais não vão passar despercebidas e serão repercutidas largamente pela imprensa e ONGS”.

Mudanças
            Del Fiol avalia que a pandemia deve provocar mudanças no comportamento da sociedade, inclusive na relação com o Meio Ambiente. “Acredito que já está ocorrendo: nesse momento as pessoas estão com mais tempo para refletir e fazer autocriticas sobre em quais aspectos podem melhorar e isso acaba incluindo comportamentos ambientais mais sustentáveis”.

Leia matéria completa na revista Hadar (www.revistahadar.com.br) 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Gasolina sem petróleo é alternativa ao combustível fóssil

Água e dióxido de carbono são utilizados na fabricação

Gasolina sintética será o futuro?

            John Rockfeller, primeiro bilionário da história, fez sua fortuna com a exploração do petróleo. Se fosse vivo, ele estaria muito preocupado com as pesquisas que visam substituir o assim chamado ouro negro por combustíveis sintéticos que empregam água e dióxido de carbono em sua fabricação e têm a vantagem de neutralizarem os efeitos negativos de sua queima.
            Empresas do setor energético e automotivo estão investindo em pesquisas (que já estão avançadas) para desenvolver um produto que dê uma vida mais longa ao motor a combustão.
Alguns países europeus anunciaram recentemente planos para banir os motores movidos a combustíveis fósseis em um futuro não muito distante. Não há dúvida de que o movimento rumo ao transporte mais limpo, com limites cada vez mais rígidos quanto às emissões de poluentes, passa pela eletrificação. Porém, essa não é a única alternativa no horizonte.
Montadoras e outras empresas relacionadas à mobilidade acreditam que o motor a combustão interna tem ainda, literalmente, muito combustível para queimar. Porém, esse combustível precisa ser sustentável, produzido a partir de fontes renováveis. No Brasil, temos o etanol. A cana-de-açúcar com a qual ele é fabricado compensa as emissões de CO2 por meio da fotossíntese - que converte o gás causador do efeito estufa em oxigênio.
Os combustíveis sintéticos, cujo desenvolvimento tem avançado sobretudo na Alemanha, são outra alternativa: são produzidos sem petróleo, utilizando como matéria-prima água e o próprio dióxido de carbono disponível na atmosfera.
O assunto pode parecer longínquo e ficção científica, mas empresas como a McLaren, umas das grandes equipes da Fórumla-1 e fabricante de superesportivos exclusivíssimos, têm se debruçado sobre o tema. As alemãs Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia, que também está nos planos da McLaren para seus carros esportivos, segundo a publicação britânica "Autocar".

Zero carbono
            Técnicos apontam que os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de "neutralizarem" o carbono resultante de sua queima, além de aproveitarem a infraestrutura de abastecimento.
Também conhecidos como e-fuel, podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores atuais que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.
Segundo especialistas, o combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e desde então as pesquisas têm evoluído. Porém, sua extração ainda é muito cara na comparação com o petróleo, que ainda é muito mais fácil e barato de obter e refinar.
Passados mais de 70 anos do final da guerra, a pressão pela busca de matrizes energéticas limpas parece dar um novo impulso para os combustíveis sintéticos.
É o caso da Audi, que nomeou seu produto como e-benzina. A montadora diz que o líquido emite menos poluentes e permite taxas maiores de compressão, para maior performance. E performance, como se sabe, é uma das características marcantes dos carros da montadora.

Hidrogênio
A fabricação do e-fuel começa em um processo físico-químico chamado de hidrólise, que retira o hidrogênio da água para posterior combinação com o CO2. O gás resultante depois é utilizado para produzir cadeias de hidrocarbonetos que vão se tornar combustível líquido.
Um dos principais desafios para a produção do combustível, segundo técnicos, é a grande quantidade de energia elétrica necessária para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve preferencialmente ser de origem limpa como: solar, eólica ou de hidrelétricas. O hidrogênio, que também pode ser extraído do gás natural, é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética - apesar dos desafios para obtê-lo.
Além de servir para sintetizar combustível líquido, o hidrogênio também é visto como alternativa às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas célula de combustível, incorporadas a automóveis, o gás é utilizado para gerar a eletricidade necessária para a propulsão das rodas.  Modelos como o Toyota Mirai, comercializado no Japão, já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.
Parece que o futuro está bem mais próximo do que se imagina, não é mesmo? Se estivesse vivo, talvez Rockfeller não estivesse tão preocupado com o fim dos combustíveis fósseis; ele provavelmente estaria envolvido nas pesquisas sobre as novas formas de combustíveis! Afinal, ele era um visionário e, na sua época, percebeu logo a importância que petróleo teria no futuro e fundou a Standard Oil, a primeira gigante do setor energético.

Fonte: UOL