quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos morre em acidente de avião


Candidato à Presidência vivia melhor momento de sua carreira política

 

            Em um país onde tradicionalmente há escassez de novas lideranças políticas que se apresentem como alternativa para o eleitor saturado dos discursos da esquerda radical e da direita conservadora, a morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República pelo PSB, ocorrida neste último dia 13 de agosto, deixou uma lacuna que Campos tentava preencher, conquistando seu próprio espaço.
            Um dia antes do fatídico acidente com o avião que transportava o candidato do Rio de Janeiro até a cidade paulista de Santos, onde daria uma palestra, Campos foi entrevistado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.
Fumaça marca o lugar onde caiu
o avião Cessna que levava o candidato
            Durante 15 minutos, ele respondeu às questões levantadas pelos apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta. O candidato não se furtou a responder nenhuma pergunta, incluindo questões delicadas, como seu empenho na eleição de sua mãe, a então deputada federal Ana Arraes, para o cargo vitalício de Conselheira do Tribunal de Contas da União. Ou mesmo a indicação de dois primos para o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
            Eduardo Campos mostrou-se sereno e disposto a ser firmar como uma alternativa para o eleitor; uma nova liderança nacional, com propostas viáveis. Campos começou a carreia política ainda estudante, sendo filho e neto de políticos; seu avô, Miguel Arraes, governou Pernambuco duas vezes, uma delas com o apoio do Partido Comunista do Brasil, o que o obrigou a exilar-se fora do Brasil durante a ditadura militar. Arraes só voltou ao Brasil após a promulgação da Lei da Anistia, no fim dos anos 70. Ele morreu em 2005, coincidentemente no dia 13 de agosto.
            Mesmo com uma influência tão carismática como a do seu avô, Campos sempre se esforçou para ter luz própria. E tinha bom trânsito em várias esferas da política. Basta ver a repercussão de sua morte.
            Durante entrevista ao JN, o candidato rebateu as afirmações de que possuía promessas divergentes, como aumentar os investimentos na saúde e educação e, ao mesmo tempo, reduzir a inflação para 4% em 2016 e 3% até 2019. E garantiu que conseguiria cumprir todas as promessas, que na sua avaliação, se resumiam a uma só: melhorar a qualidade de vida do brasileiro.
            “A sociedade brasileira tem apresentado na internet, nas ruas, uma nova pauta, que é a pauta da educação, da melhoria da assistência da saúde, que está um horror no país, a violência que cresce nos quatro cantos do país. Nós temos que dar conta de melhorar a qualidade de vida nas cidades onde a mobilidade também é um grave problema. E tudo isso em quatro anos.  Nós estamos fazendo um programa de governo, ouvindo técnicos, a universidade, gente que já participou de governo. E é possível, sim. Nós estamos fazendo conta, tem orçamento. Eu imagino que muitas vezes as pessoas dizem assim: ‘Houve uma reunião do Copom hoje e aumentou 0,5% os juros’. E ninguém pergunta da onde vem esse dinheiro. E 0,5% na Taxa Selic significa 14 bi. O passe livre, que é um compromisso nosso com os estudantes, custa menos do que isso. Então, nós estamos fazendo contas para, com planejamento, em quatro anos trazer inflação para o centro da meta, fazer o Brasil voltar a crescer, que esse é outro grave problema, o Brasil parou. E o crescimento também vai abrir espaço fiscal. Tudo isso com responsabilidade na condução macroeconômica. Banco Central com independência, Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal, gente séria e competente governando. Fazendo a união dos competentes, dos bons, o Brasil pode ir muito mais longe”, afirmou Campos.
A tragédia aconteceu no bairro do Boqueirão, em Santos
Ainda segundo o candidato, “a inflação não pode ser combatida só com a taxa de juros, como vem sendo feita no país. É preciso ter coordenação entre a política macroeconômica monetária e a política fiscal, mas é preciso também ter regras seguras. As regras que mudam todo dia no Brasil muitas vezes fazem com que o preço do dinheiro suba, o chamado Custo Brasil. A falta de logística que encarece o produto que vem do mundo rural, da própria indústria, a falta de ferrovia, de rodovia, que o Jornal Nacional mostra tantas vezes aqui, de portos, encarece o país. Então, o Brasil precisa enfrentar a inflação, porque ela está corroendo o salário. As pessoas estão percebendo. Os aposentados, os assalariados, os que vivem por conta própria do seu esforço percebem. O compromisso um com o centro da meta da inflação e a retomada do crescimento”.
Pouco antes de encerrar a entrevista, Eduardo Campos avaliou que 2014 “está sendo um ano difícil, porque a gente vai ter um crescimento de -1%. O Brasil está perdendo”.
Em sua manifestação final, Eduardo Campos resumiu em um minuto e meio porque queria ser presidente da República: “Eu queria ter a oportunidade de falar com você de todo Brasil. Eu governei o estado de Pernambuco por duas vezes. Fui reeleito com 83% dos votos e deixei o governo com mais de 90% de aprovação. Governei com pouco, porque governei um estado do Nordeste brasileiro com muita pobreza, e botei o foco naqueles que mais precisam. Então, aprendi a fazer mais com menos. Agora, ao lado da Marina Silva, eu quero representar a sua indignação, o seu sonho, o seu desejo de ter um Brasil melhor. Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar, de fazer diferente, de reunir uma agenda. É essa agenda que nos reúne, a agenda da escola em tempo integral para todos os brasileiros, a agenda do passe livre, a agenda de mais recursos para a saúde, a agenda do enfrentamento do crack, da violência...O Brasil tem jeito. Vamos juntos. Eu peço teu voto”.
Eduardo Campos tinha 49 anos, completados no último dia 10 de agosto, e deixa esposa e cinco filhos. Além do candidato, também morreram no acidente dois assessores, o cinegrafista e o fotógrafo oficiais da campanha, o piloto e o co-piloto. As causas do acidente serão investigadas.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Frio volta e deve continuar nos próximos dias


Temperatura deve ficar entre a mínima de 10°C e máxima de 25°C

 
Um céu quase sem nuvens e a expectativa
de que a estiagem continue até sábado, pelo menos

A terça-feira amanheceu fria em Itapetininga e Região, com os termômetros marcando 10°C de temperatura mínima e a máxima não passando de 18°C. Mesmo com o sol aparecendo na parte da tarde, os fortes ventos deixam a sensação de ainda mais frio. A noite desta terça deve ser nebulosa, segundo o site ClimaTempo. Não há previsão de chuva para os próximos dias.
Amanhã, quarta-feira, a temperatura sobe um pouco e chega a 23°C, mas a mínima permanece nos 10°C; a quinta também amanhece fria (10°C) mas durante o dia a temperatura sobe para 24°C.
Na sexta e no sábado, os termômetros devem marcar em torno de 13°C e 25°C (sexta-feira), com a temperatura caindo um pouco no sábado, com mínima de 11°C e máxima de 23°C. Se você estava achando que o inverno já estava dizendo adeus, lembre-se que a estação vai até 23 de setembro no Hemisfério Sul.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Uma revolução chamada i3


BMW apresenta modelo desenvolvido
totalmente sob o conceito de sustentabilidade

 

Com a proposta de revolucionar conceitos da indústria automobilística, a alemã BMW desenvolveu o i3, modelo elétrico desenvolvido inteiramente dentro do conceito de sustentabilidade. O carro chega ao Brasil no final deste ano e deve chamar a atenção primeiramente pelo visual, completamente diferente de outros modelos da marca e mesmo entre veículos de outras montadoras instaladas no país. Além do i3, a BMW deve trazer ao Brasil um modelo híbrido, topo de linha: o i8, sedã esportivo que chega a 250 km/h. O visual do carrão também impressiona e o modelo deve chegar em 2015. Embora não tão radical quanto o i3, o i8 também é politicamente correto.
Mas voltando ao i3, o site WebMotors testou um modelo em Los Angeles, nos Estados Unidos. O estilo único e inovador do carro é a primeira coisa que chama a atenção. Segundo o WebMotors, o design inovador baseia-se na proposta da fábrica de criar uma nova linha de produtos sustentáveis e não simplesmente adaptar um modelo já existente.
O compacto desembarca no Brasil até o final do ano, por cerca de R$ 180 mil. Nos Estados Unidos, parte de US$ 41.350, ou cerca de R$ 97 mil em conversão direta, de acordo com o site. Ou seja, aqui em nosso país será um carro para poucos.
Mesmo rodando em Los Angeles, o carro chama a atenção pelo seu visual inovador: o conjunto de faróis e lanternas de led o tornam facilmente reconhecido. Há diversas opções de cores, mas teto, capô e tampa do porta-malas serão sempre na cor preta.
 
Carbono e plástico
Toda sua carcaça é construída em fibra de carbono, enquanto a parte externa e visível da carroceria é de termoplástico. O porte é próximo de um Mini Cooper, mas com teto mais alto. São 4 m de comprimento, 1,78 m de largura e 1,58 m de altura. O i3 vem com rodas aro 19 de série, mas existe a possibilidade de rodas opcionais de 20 polegadas com apenas 5 polegadas de largura na frente e 5,5 na traseira (de baixa resistência de rolagem), calçadas com pneus 155/60 na frente e 175/55 atrás. Resta saber se as rodas e os pneus com este perfil suportarão bem as estradas e ruas brasileiras.
Embora seja tão descolado e inovador, o i3 mantém uma característica da BMW respeitada e cultuada pelos fãs da marca, a tração traseira. Quem também vai atrás é o motor, localizado abaixo do assoalho do porta-malas de 260 litros. O número é bom se tratando de um carro urbano que geralmente será usado por uma ou duas pessoas.  Há ainda um compartimento complementar na dianteira, onde fica o adaptador para carrega-lo em tomadas convencionais, como as de casa.
A revolução do i3 se estende pelo cockipit. Tudo foi pensado pela BMW nos mínimos detalhes, a começar pelo material utilizado, em sua grande parte, reciclado. Os bancos são revestidos praticamente por inteiro com poliéster reciclado. Há ainda fibras naturais, plástico reciclado e até garrafas PET utilizadas nos acabamentos. A madeira é de Eucalipto, proveniente de florestas com gestão responsável.
O visual é do tipo clean, com linhas bem discretas e um toque de inovação. Há bastante espaço para as pernas, já que o painel não segue em sua parte central rumo ao assoalho. Isso por conta do câmbio estar localizado atrás do volante de dois raios, como uma espécie de alavanca. Ele traz apenas as posições D, R e P para seguir em frente, da ré e parar, respectivamente.
Chama atenção também a central multimídia completíssima, com direito a tela de nada menos do que 10,2 polegadas com qualidade HD inclusive na câmera de ré. Isso sem falar no moderno sistema de navegação, que faz busca por tudo que se pode imaginar, inclusive por pontos de recargas em cidades como Los Angeles.

O sistema de alto- falantes fica por conta da conceituadíssima marca Harman Kardon, enquanto o acesso ao i3 é feito por meio de quatro portas, sendo as traseiras do tipo suicidas, só podendo ser utilizadas com as dianteiras abertas. Quem viaja atrás também desfruta de um bom espaço, sobretudo pela cabeça. Ponto positivo para o teto alto do i3.
 
Acelerador e freio juntos
A grande novidade na condução do carro, segundo o WebMotors, é que o carro praticamente para sozinho, já que ele começa a frear assim que o motorista tira o pé do acelerador. Isso porque o pedal do acelerador funciona também como freio. Sim, é isso mesmo que você leu. É que o modo de funcionamento é semelhante ao de um autorama ou uma moto aquática. Basta tirar o pé do acelerador, para que o carro inicie o trabalho de frenagem. Ou seja, é preciso aprender a dosar o pé no acelerador. A idéia é tã inovadora que leva tempo para se acostumar. Mas o compacto conta com um pedal de freio, que só é utilizado nas frenagens mais bruscas. Segundo o site, em um circuito urbano, com trânsito lento e velocidade cada vez menor, é possível andar com o i3 sem pisar no freio. Mas caso o motorista precise acelerar, os 170 cavalos do motor respondem na hora, garantindo o desempenho esportivo.
A autonomia do i3 é de 100 milhas, ou 160 km, quando está com a carga da bateria completamente cheia. Em uma tomada pública, esse número é atingido em apenas 4 horas. Se for carregado em casa, o tempo para obter a carga completa é de 8 horas. O comportamento do i3 é muito parecido com o de um Mini Cooper S, inclusive na agressividade com que ele acelera. Por conta desse sistema de acelerador, é preciso pisar fundo para que ele responda. Mas basta entende-lo para ver como acelera bem este elétrico. E só para lembrar: o Mini Cooper também é da BMW.
As arrancadas são rápidas e o tamanho faz com que ele seja bastante ágil na cidade grande. As lembranças do Mini não param nas aceleradas mais bruscas — o compacto vai de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos —, mas também no comportamento  da suspensão. Ela dá algumas batidas secas ou trancos quando o BMW encontra buracos pela frente. Mas ela garante um carro bastante estável e firme também.
Toda a revolução do i3 poderá ser vista ao vivo no próximo salão do automóvel, em outubro.
 
I8
            Com previsão de chegada ao Brasil em 2015, e já vendido na Europa por R$ 370 mil, o BMW i8 (foto) é a aposta da empresa no segmento de híbridos, veículos que usam dois motores, um elétrico e outro a combustão, unindo desempenho com preocupação ambiental em um modelo topo de linha.
            Para sair da imobilidade, o cupê alemão usa o motor elétrico, que se destaca pelo silêncio. A partir dos 60 km/h entra em ação o motor a combustível. Um sistema inteligente identifica a situação, incluindo a maneira que o motorista conduz o carro, e desliga um motor e liga o outro. Ao rodar com o veículo, as baterias, localizadas no centro do automóvel, embaixo do console central, são recarregadas quando o motorista tira o pé do acelerador e quando ele usa o freio. Para dar equilíbrio ao carro, o i8 possui o motor elétrico na frente e o a combustão atrás. O motor elétrico mostrou-se ideal para uso urbano, em percursos diários de até 30 quilômetros.
 
Desempenho
            Para quem gosta de uma condução mais esportiva, o motor 1.5 turbo oferece mais de 360 vc de potência, fazendo com que o carro chegue fácil aos 250 km/h de final. No modo esportivo, o cambio automático de seis marchas proporciona trocas mais rápidas, com opção de uso de alavancas atrás do volante. A tração integral auxilia na estabilidade.
            O motorista pode ainda escolher por uma tocada mais esportiva utilizando o motor elétrico, com autonomia de 37 km, bem abaixo dos 500 km que o uso combinado dos motores proporciona. Usando os dois propulsores combinados, o i8 faz até 47 km com um litro de combustível.
As baterias elétricas podem ser recarregadas em até 2h30, na tomada de casa, em postos adequados ou totens disponibilizados pelo fabricante. Com design único, que une beleza e boa aerodinâmica, o i8 certamente chama a atenção por onde passa, o que deve ser motivo de preocupação para os donos de Porsche 911 e Audi R8, concorrentes diretos do modelo,

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aquecedor de manopla ajuda a espantar o frio


Aparelho pode ser encontrado na internet a partir de R$ 29

 
Alguns modelos podem ser instalados
na base do espelho retrovisor
            Quem utiliza moto no dia a dia sabe que é preciso se proteger do vento e do frio, principalmente no inverno. Até mesmo que usa a motocicleta apenas para viagens de lazer, nos finais de semana, precisa se proteger do frio. Braços, pernas, mãos e pés devem ser bem agasalhados.
            Frequentemente mais expostas às intempéries, as mãos merecem um cuidado especial, já que muitas vezes as luvas não são suficientes para aquecer do frio. O aquecedor elétrico de manopla é uma boa opção para que suas mãos e dedos não congelem no inverno.
            O aparelho pode ser encontrado em anúncios on line a preços que variam de R$ 29 a R$ 867, nos modelos top de linha. Segundo os anunciantes, alguns aquecedores podem ser acoplados em todos os modelos de motocicleta e até em triciclos. A escolha vai do gosto (e do bolso) do consumidor. Mas atenção: é recomendável consultar um técnico ou um mecânico de confiança para definir qual modelo se ajusta à sua moto
            O primeiro passo é saber se sua moto usa o sistema de 12 volts, pois geralmente os aquecedores usam este sistema. Em alguns casos, o aparelho vem com cabo e interruptor Liga/Desliga; o aquecedor pode ser instalado direto na bateria, mas é preciso retirar o cabo da bateria primeiro, recolocando-o após a instalação. O sistema também pode ser conectado via cabo, se o motociclista preferir. A dica aqui é instalar nos cabos dos faróis, impedindo que haja um superaquecimento, caso o sistema fique ligado durante muito tempo com a moto desligada.
            Em alguns modelos, as placas térmicas (as plaquinhas conectadas aos cabos) são colocadas sobre a manopla, pois as mesmas são autocolantes. Em seguida, você deve posicionar as capinhas termo retráteis (as pretinhas que envolvem as manoplas) sobre as placas térmicas.
            Outros modelos, também adesivos, podem ser colocados por cima ou por baixo das manoplas, sem alterar a estrutura da mesma. Outra dica importante é a instalação de um fusível, evitando a ocorrência de sobrecarga no sistema.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Pets também precisam de cuidados no inverno


Saiba manter a saúde do seu bichinho nestes dias frios

 
Assim como as pessoas, os bichos
precisam de carinho e proteção
            Com o inverno ainda longe de acabar (vai até o dia 23 de setembro no Hemisfério Sul), e com os dias cada vez mais frios, as pessoas buscam se proteger como podem. Roupas pesadas, grossas, e alimentos mais calóricos são instrumentos usados no combate ao frio. Mas e os animais? Como podemos proteger nossos bichinhos de estimação do frio intenso?
            O Marconews ouviu a veterinária Maialú Bertelli Canal, do Grupo Polivet-Itapetininga, sobre os cuidados que os donos de animais precisam ter nessa época do ano. Veja agora algumas dicas que podem ajudar os bichos a enfrentar o frio.
 
Marconews - Quais os cuidados que os donos de animais devem ter no inverno?
Maialú Canal - Assim como os humanos, os animais também sentem frio. É sempre importante mantê-los em ambiente confortável, ventilado, porém sem correntes de ar, e longe da friagem e do vento. Os pequenininhos, como cães de raças menores e pets exóticos devem ser mantidos sempre próximos e devemos observar que estejam confortáveis. A atenção ao frio pode ser comparada à atenção que um bebê novo deve receber.
 
Marconews - A alimentação precisa ser reforçada? E as vacinas?
Maialú Canal - Uma alimentação balanceada é importante em todas as épocas do ano. Não é necessário aumentar a alimentação se o animal come uma ração de qualidade e na quantia certa. Da mesma forma, a maioria das vacinas aplicadas nos pacientes são anuais, portanto não precisam ser reforçadas em especial por causa do frio.
 
Marconews - Alguns animais sentem mais frio do que outros? Pássaros requerem maiores cuidados?
Maialú Canal - Os animais menores sofrem mais com o frio. Como tem menor massa em relação à área do corpo, quanto menor e mais leve o animal, mais facilidade terá de perder temperatura. Desta forma, cachorrinhos muito pequenos e outros pequeninos, realmente sentem mais frio. Os pássaros, em especial, realmente apresentam uma sensibilidade maior ainda. Deve-se atentar para mantê-los fora do vento e da friagem, esses animaizinhos são muito sensíveis a doenças respiratórias.
 
Marconews - Muitos donos agasalham seus cães e gatos. Isto ajuda?
Maialú Canal - Cães de raças formadas em ambientes mais frios, como o Husky Siberiano, são mais peludos. Isso é um exemplo de que, sim, agasalhar os bichinhos ajuda muito. Alguns cachorrinhos não gostam muito de roupinhas, mas acabam se acostumando, o problema chega na hora de agasalhar os gatinhos. De forma geral, eles aceitam muito mal colocar roupinhas. Os de pêlo longo, como os persas, não exigem tanto um agasalho, mas os de pelos curtos podem sofrer um pouco mais. Nesses casos, pode ser mais interessante mantê-los dentro de casa, com acesso a caminhas quentes e muita coberta.
 
Marconews - Quais as doenças mais comuns no inverno?
Maialú Canal - Assim como nos humanos, é comum nessa época as doenças respiratórias e doenças transmitidas pelo ar, já que o frio predispõe a essas doenças, e a manutenção dos animais em locais fechados facilita a transmissão. Coloco dois destaques aqui, uma de menor importância, que é a Bordetella canis, uma bactéria que causa tosse seca em cães. Seu maior problema, quando sozinha, é que causa muita tosse e isso é incomodo. A preocupação começa, pois abre espaço para infecções secundárias e facilita a instauração de pneumonias. A segunda doença, também acomete cães, e é muito mais severa, que é a cinomose. Esta doença pode ser facilmente evitada com um protocolo de vacinação ideal. As vacinas devem ser feitas em médico veterinário, e o cachorrinho deve ser preparado antes da vacinação. Esta doença causa pneumonia, infecções oculares e de pele, e acomete também o sistema nervoso. Frequentemente é fatal.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Reportagem aborda impacto da Copa do Mundo no comércio


Queda nas vendas já vinha ocorrendo
            A revista Hadar (www.revistahadar.com.br) traz em sua edição de agosto reportagem sobre o impacto da Copa do Mundo no comércio regional. Para muitos, a Copa representou baixo faturamento no comércio, que em algumas cidades registrou queda de quase 30% nas vendas durante o período. Alguns empresários, porém, não sentiram muito os efeitos do fechamento das lojas e houve até quem se destacasse em seu segmento, como é o caso de uma rede de lojas de materiais de construção, sediada em Tatuí, que está em 17º lugar em vendas no setor, em todo o Estado de São Paulo, segundo pesquisa de publicação especializada.
            Apesar do impacto que o evento trouxe ao comércio, representantes do setor ressaltam que a Copa do Mundo não pode ser considerada a única responsável pela diminuição das vendas, pois esta é uma tendência que vem se acentuando este ano, pois o consumidor já está comprometido com muitas dívidas.
            Segundo dados da Associação Comercial de Tietê, por exemplo, nos primeiros 20 dias do mês de julho, houve um aumento na inadimplência de 30,47% em comparação ao mesmo período do ano passado, são mais de 8.000 pessoas registradas só no serviço de proteção ao crédito (SCPC) de Tietê, o que corresponde a um valor de mais de R$ 3 milhões. “Já no primeiro semestre deste ano as vendas apresentaram uma queda de 13,82% ou seja, a inadimplência esta muito alta, os consumidores estão comprometidos com dividas parceladas; seja no cartão de crédito ou crediário e também os bancos estão segurando mais a concessão de crédito, estão sendo mais criteriosos”, ressaltou Júlio Coan, gerente administrativo da entidade.
Para ele, é injusto culpar apenas a copa pela queda nas vendas: “teve sim uma parcela de culpa, mas é pequena, a situação neste ano já vinha se encaminhando para um baixo crescimento e talvez tenha uma leve recuperação nas vendas do final de ano. Neste momento é importante principalmente o varejo usar a criatividade para aumentar as vendas, seja através de liquidações ou campanhas e também o mais importante de tudo: utilizar as ferramentas de proteção ao crédito, neste atual conjuntura econômica é de extrema importância a analise de crédito para a realização da venda”, finalizou Júlio Coan.
 
Pouco emprego
            Em artigo publicado no site da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, avalia a realidade da geração de emprego após a Copa.
            Para ele, as estimativas em torno do evento, que variaram entre um milhão e mais de três milhões de empregos a longo prazo, conforme fontes do governo, foram exacerbadas.
            Citando especialistas, Pastore avalia que a Copa “deve ter ficado em torno de 185 mil, na maioria, temporários e ligados às atividades de turismo, alimentação, transporte, produção e vendas de bens alusivos ao evento - camisetas, bandeiras, flâmulas e adereços”. Um número bem mais modesto e realista do que as previsões oficiais.
            A queda na geração de novos empregos é uma realidade que vem se consolidando desde o começo do ano, de acordo com Pastore. “Nesse sentido, lamento dizer que no campo do emprego o Brasil vai tão mal quanto no campo do futebol. Nos primeiros cinco meses de 2014, a geração de novos postos de trabalho formal foi 32% menor do que em 2013 e 46% menor que em 2012. Isso indica a debilidade da nossa economia para gerar empregos, tudo agravado pela inflação, pelo custo Brasil, a baixa produtividade e a complexidade da CLT, que continuam tão perversos quanto antes da Copa. Quem sabe, passada a Copa, o Brasil decida remover esses entraves para os brasileiros poderem trabalhar e viver melhor”, afirmou o executivo.
 
Turistas aprovam evento
Mas tristezas à parte, e apesar dos inúmeros problemas enfrentados durante a preparação para o torneio, o Brasil causou ótima impressão nos turistas estrangeiros que por aqui passaram. Segundo pesquisa do Instituto DataFolha, 83% dos entrevistados consideraram a organização da Copa ótima ou boa e 95% dos estrangeiros ouvidos pela pesquisa aprovaram a hospitalidade do povo brasileiro. Neste aspecto, a Copa no Brasil foi um grande sucesso e mostrou ao mundo um país que tem problemas sim (qual nação não tem?), mas que está amadurecendo e tentando seguir o caminho certo para ocupar um lugar de destaque no cenário mundial.
            O sucesso do evento, neste aspecto, deve ter sido um balde de água fria nos derrotistas e pessimistas, que apostavam em tumultos, protestos e que a imagem do Brasil fosse manchada. Há ainda os que reclamam que perderam dinheiro com a Copa, pois tiveram de fechar o comércio mais cedo e em algumas cidades foi feriado. Bem, os três milhões de turistas que vagaram pelo país em junho e julho certamente gastaram dinheiro: precisaram comer, morar, talvez alugar um carro e até comprar roupas e lembranças. Então, algum setor lucrou e lucrou bastante com a copa. E se houve prejuízo, o empresário ainda tem o resto do ano para faturar. Talvez seja melhor pensar em estratégia de venda, no lugar de reclamar de um evento que já passou. Até porque temos outro grande evento esportivo em 2016: as Olímpiadas do Rio de Janeiro.
            Muito se falou dos gastos com a Copa, estimados em R$ 26 bilhões segundo dados do governo. Pode parecer muito dinheiro (e realmente é uma soma considerável), mas não chega a 5% do que os brasileiros já pagaram em impostos, até o dia 24 de julho. Segundo dados do site impostômetro (www.impostometro.com.br) até esta data, o governo contabiliza a impressionante cifra de mais de R$ 922 bilhões em impostos pagos (dinheiro suficiente para construir mais de 65 milhões de salas de aula, por exemplo). Ou seja, em menos de oito meses, quase um trilhão de reais arrecadados.
            Com os cofres cheios, parece que o problema do Governo Federal não é a falta de dinheiro, mas o mau uso do mesmo, com gastos mal planejados e muitas vezes desnecessários. O importante é que a infraestrutura ficará e poderá ser usada pela população ainda por muitos anos, assim como as obras de mobilidade urbana.
            Ainda assim, há aqueles que sempre criticarão algo. O Brasil não é perfeito, mas depende do povo, da sociedade brasileira para mudar. Talvez os pessimistas devessem conversar com um dos mais de 2,2 mil turistas estrangeiros ouvidos pelo DataFolha, pois a maioria aprovou o transporte aéreo (76%) e a segurança (82%).
            E os números da Copa não param por aí, mais de três milhões de brasileiros viajaram pelo país durante o evento, que teve média de 53 mil torcedores por jogo, que tiraram mais de 38 milhões de selfies nos estádios, até as oitavas de final. E falando em público, a final entre Alemanha e Argentina teve mais de um bilhão de telespectadores, incluindo os astronautas que estão na estação espacial internacional.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Impostos aumentam no segundo semestre


Governo ainda não decidiu se IPI dos carros volta com valor total; outros aumentos estão previstos

 
            Em anúncio feito no começo deste mês de junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou a volta do IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados – dos automóveis para julho, mas ressaltou que a intensidade desta volta ainda não foi estabelecida. De acordo com a programação oficial do próprio governo, a alíquota "cheia" do IPI, que vigorava antes do início das desonerações, deve ser retomada, mas até o fechamento desta matéria ainda não havia nada definido.
            Segundo o ministro, o impacto do retorno do imposto levará em consideração a situação do mercado. O certo é que terá aumento, mas ainda não se sabe de quanto.
            A situação gera controvérsia dentro do próprio governo, pois a Receita Federal já está na expectativa do retorno completo das alíquotas. Isso significa que os descontos no imposto dados pelo governo para o setor automotivo poderiam terminar.
 
Alíquotas do IPI
Pela programação do governo, anunciada no início do ano, a alíquota do IPI para os carros populares (1.0) permanece em 3% até 30 de junho, quando o governo então analisa se haverá um novo aumento, para 7% – alíquota que vigorava antes de a equipe econômica determinar a redução do IPI, no início de 2012. Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI subiu de 7% no fim do ano passado para 9% no início de 2014, e pode retornar ao patamar de 11% em julho, dependendo da análise do governo. Já para os veículos com o mesmo motor, mas movidos apenas a gasolina, a alíquota subiu de 8% para 10% em janeiro e pode avançar para 13% em julho.
Veículos utilitários também tiveram alta no IPI, que passou de 2% – em vigor até o fim de 2013 – para 3% em 1° de janeiro. A partir de julho, o imposto para essa categoria pode subir para 8%. No caso dos utilitários usados para transporte de carga, a variação foi dos mesmos 3% no início do ano e, em julho, se houver alta, o IPI pode avançar para 4%.
 
Dificuldade para aumentar tributos
Em 2014, ano marcado por eleições presidenciais, o governo já desistiu de aumentar os impostos sobre cosméticos, que estava sendo estudado anteriormente, e também decidiu adiar para setembro a entrada em vigor do aumento dos impostos sobre bebidas frias (cervejas, refrigerantes, refrescos, isotônicos e energéticos), que será feito de forma escalonada (parcelada). Também poderá ter um pouco mais de dificuldade para aumentar o IPI dos carros, previsto para julho, diante de dificuldades de vendas enfrentadas pelo setor.
O brasileiro deve colocar mais a mão
no bolso no segundo semestre
O governo mexeu no IPI dos veículos em maio de 2012, quando as montadoras estavam com estoques acima da média. O objetivo foi estimular as vendas e evitar demissões. Inicialmente, o imposto foi zerado para carros 1.0, e as alíquotas dos demais foram reduzidas. O desconto no IPI fez a indústria automobilística bater recordes nos meses seguintes. Em janeiro de 2013, o imposto começou a ser recomposto.
Este ano, o governo precisa de recursos para fechar as contas, em razão de mais gastos com o programa Bolsa Família e com energia. A União está injetando R$ 4 bilhões no setor elétrico para cobrir custos extras das distribuidoras após um uso mais intenso das usinas termelétricas, que produzem energia mais cara, e com a compra de energia no mercado à vista, onde o preço atingiu patamar recorde. Além disso, promoveu um reajuste no Bolsa Família, com impacto de R$ 1,7 bilhão no Orçamento federal.
 
Fonte: G1