quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Tatuí completa 196 anos e consolida sua vocação na área cultural

 Cidade lidera ranking de responsabilidade social entre os municípios de médio porte


            Uma cidade de porte médio que mantém características de cidades pequenas, aliando qualidade de vida com crescimento econômico e uma vida cultural reconhecida inclusive fora do país, principalmente quando o assunto é música.

            Assim é a cidade de Tatuí, que comemora idade nova neste dia 11 de agosto. Conhecida por sediar o maior conservatório de música da América Latina (o Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos), a cidade também é famosa por seus doces caseiros, atividade que preserva a culinária local e contribui também para movimentar a economia e pela receptividade de sua gente, que faz com que Tatuí seja conhecida também como Cidade Ternura.

            Tatuí se destacou ainda no século XIX devido ao engajamento político e o pioneirismo na luta pela abolição dos escravos. A preocupação com o bem-estar das pessoas é uma característica enraizada na vida do município. Não é à toa que Tatuí é a primeira no ranking de responsabilidade social, entre as cidades de porte médio no Brasil, segundo levantamento feito pela revista Isto É, divulgado no final do mês de junho.

Com pouco mais de 120 mil habitantes e instalada estrategicamente ao lado da rodovia Castello Branco, Tatuí também abrigou a primeira fábrica de ferro da América Latina, ainda no início do século XIX: a Usina de São João de Ipanema.  Em quase dois séculos de história, a cidade se consolida como um importante polo regional, atraindo investimentos em diversas áreas, mas o investimento em qualidade de vida e responsabilidade social é o principal diferencial da cidade. Veja matéria completa na edição deste mês da revista Hadar.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Itapetininga: postos de saúde aplicam 4ª dose contra a covid-19

 Rede municipal fará vacinação a partir das 13 horas



            A prefeitura de Itapetininga informa que acontece nesta quarta-feira (29), a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 na rede de postos de saúde do município. O atendimento acontece entre 13 e 16 horas e o público-alvo são pessoas com mais de 40 anos que tomaram a terceira dose até o dia 1º de março. A vacinação acontece no sistema Drive Thru e a pé.

            Para se imunizar, a pessoa deve apresentar comprovante da terceira dose e comprovante de endereço, documento com foto e número do CPF.

            Segundo dados do Consórcio de Veículos de Imprensa, obtidos junto às secretarias estaduais de saúde, até a manha desta quarta, Itapetininga contabilizava 596 óbitos por causa da covid-19 e 18.157 casos da doença.

            Em todo o Brasil, já são mais de 670 mil mortes e 32 milhões de casos conhecidos. A média móvel de mortes é de 209 óbitos.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

Audi Q3 Sportback passa a ser montado no Brasil

 Modelo custa em torno de R$ 340 mil na versão mais top

O Q3 tem a grade no estilo colmeia

            Importado da Hungria no começo do segundo semestre deste ano, o Audi Q3 Sportback é um SUV cupê que será montado no Brasil a partir do mês de julho.

            Modelo mais vendido da Audi em 2021(na versão RS, a mais potente, com 400 cv e preço acima dos R$ 500 mil), o Q3 chega ao país em uma versão mais acessível, idêntica ao modelo húngaro.

            No Sportback, o teto com caimento mais acentuado faz o SUV compacto parecer mais delgado do que o Q3 convencional. Na dianteira, o carro apresenta a exclusiva grade dianteira em forma de colmeia. O modelo também aboliu o cromado, oferecendo um aspecto mais esportivo na dianteira.

            A versão S Line vem com motor 2.0 TFSI e tração integral, o que garante um bom desempenho esportivo. A esportividade também está presente no desenho da traseira e dos para-lamas, que formam um spoiler com a tampa traseira, que atua junto com o aerofólio do teto. O para-choque traseiro tem desenho exclusivo, com saídas de ar, além de “esconder” a saída do escapamento. Porta-malas continua com a mesma capacidade do Q3 convencional: 530 L. o acionamento da tampa é elétrico.




            O modelo ainda não é elétrico (nem híbrido), mas marca uma mudança no segmento, abandonando a motorização 1.4 e oferecendo só a 2.0 TFSI, com 231 cavalos. O cambio é automático de oito velocidades. E faróis de LED (foto).

            O Q3 Sportback é oferecido em duas versões: a Performance (básica) de pouco mais de R$ 315 mil, e a Performance Black, que tem rodas aro 19, teto solar elétrico e opcionais como piloto automático adaptativo e um sistema de som de 680 w, entre outros itens, pela bagatela de R$ 339 mil.

            Com 2,68m d entre-eixos, o Sportback oferece bom espaço interno. O banco traseiro ainda pode ser deslocado 13 cm, aumentando o espaço para as pernas.

            Sendo um Audi, o carro proporciona muito prazer ao dirigir, com um comportamento que garante respostas rápidas e segurança, com vocação para enfrentar as condições das estradas brasileiras.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

República: uma conquista com mais de 130 anos

 Democracia e república andam juntas e não podem ser ameaçadas

País comemora hoje proclamação da República


 

            Neste 15 de novembro de 2021, completam-se 132 anos da Proclamação da República em nosso país. Um evento marcante, que decretou o fim da monarquia brasileira e colocou o Brasil no rumo da democracia republicana, ao lado das principais nações do planeta.

            Mas não é fácil consolidar um regime democrático em um país onde existem tantas e tão profundas desigualdades sociais, que parecem remeter à Europa Medieval. Construir uma nação que ofereça oportunidades, direitos e justiça de maneira equilibrada para seus habitantes não é uma tarefa que se execute da noite para o dia.

            Não é porque a elite decidiu o fim do regime imperial, que a república e a democracia caíram do céu e se consolidaram plenamente já nos primeiros anos da chamada Velha República. Até porque, a Proclamação da República não ocorreu porque a elite brasileira queria um país melhor para todos, mas sim porque essa elite estava insatisfeita com o imperador Dom Pedro II. Afinal, foi sob o seu reinado, por exemplo, que a escravatura foi abolida; também durante este reinado aconteceu a Guerra do Paraguai. Foi a partir deste conflito que os militares brasileiros começaram a exigir aumento salarial e uma maior participação política.

            A confluência de interesses entre a elite escravagista e os militares insatisfeitos tinha como objetivo assumir o poder. Mas para isso, era preciso derrubar a monarquia. E foi isto que aconteceu em 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca proclamou a república.

            Para alguns historiadores, o marechal (que estava doente na ocasião) foi manipulado pelos políticos, que o fizeram acreditar que só queriam derrubar o gabinete do Visconde de Ouro Preto (Afonso Celso de Assis Figueiredo), composto por vários ministros e quem, de fato, decidia os rumos da política no país. Como se pode notar, a república brasileira teve início para atender aos interesses de um pequeno grupo da sociedade.

            Hoje, passados mais de 130 anos da Proclamação da República, ainda há muito para se fazer para que este país se torne uma nação melhor. Uma parcela da elite brasileira continua pensando e agindo exatamente como século 19. E a nossa democracia, que vem se consolidando desde a Constituição de 1988, raras vezes foi tão atacada como atualmente.

Vivemos um tempo de grande desenvolvimento tecnológico. Mas e as relações humanas? Como estamos vendo o nosso semelhante? Como um ser humano que merece respeito e dignidade, ou como um inimigo? Um obstáculo desagradável sobre o qual não hesitarei em passar por cima, como um rolo compressor, para atingir meu objetivo? Nossa sociedade está mesmo interessada em criar uma nação com oportunidades e justiça para todos? Ou vivemos como na idade Média, quando havia os senhores feudais e os vassalos? Que país deixaremos para as futuras gerações? Reflitamos sobre isso.

sábado, 30 de outubro de 2021

Clima extremo pode afetar produção de alimentos?

 Mudanças climáticas são aceleradas pela ação humana

Ilha de lixo localizada no Oceaano Pacífico

 

            Nos últimos anos, mudanças climáticas extremas, provocadas pelo aquecimento global (que por sua vez é acelerado pela ação do homem) têm feito os cientistas se debruçarem sobre o assunto, alertando sobretudo para os perigos de o planeta enfrentar um futuro sombrio. O assunto é tão importante que foi abordado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro último. Ele destacou a necessidade da humanidade se unir para “combater as mudanças climáticas”, e ainda deu um puxão de orelha no mundo. “esta geração se comporta como adolescentes. É preciso amadurecer”.

            O alerta de Johnson, que no passado chegou a duvidar do aquecimento global e das mudanças climáticas, mostra como este tema está ligado à própria existência da raça humana. Temperaturas extremas, secas, desmatamentos, incêndios florestais que consomem grandes extensões de mata e até cidades, chuvas torrenciais. Tudo isso foi registrado no planeta em 2021. E é claro que tudo isso afeta a vida na Terra. Por isso, cientistas e lideranças afirmam que algo precisa ser feito desde já.

            Neste domingo, 31, começa a COP 26, em Glasgow, na Escócia. O evento, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), reunirá as maiores potências mundiais para discutir as mudanças climáticas. Até o próximo dia 12 de novembro, serão discutidos assuntos como: financiamento e compensações por perdas (assuntos que interessam principalmente aos países pobres) e a implementação efetiva do Acordo de Paris, sobre transações internacionais de carbono e o regramento do novo Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável, que deverá nortear os rumos da economia mundial.

            Autoridades de todo o planeta alertam que as mudanças estão próximas de um patamar irreversível e que ações precisam ser adotadas desde já ou a própria existência da espécie humana estará ameaçada.

 

Alimentação

            A produção de alimentos, por exemplo, que depende sobremaneira do clima, pode ser afetada pelas mudanças climáticas extremas. No caso do Brasil, especialistas ouvidos pela reportagem descartam a hipótese de desabastecimento, mas apontam para uma mudança no perfil de consumo de alimentos, em razão da alta de alguns produtos. Eles alertam ainda que os pequenos produtores são os mais afetados pelas mudanças, já que dependem muito da água, por exemplo, e o país está passando por uma grave crise hídrica. Mas os profissionais apontam caminhos para superar o problema e conciliar produção com preservação ambiental e gerar renda para as famílias no campo.

            Para o Engenheiro florestal Fábio Spina França e o pesquisador Orlando Freire, do Instituto Florestal em Itapetininga, “as mudanças climáticas têm e terão influência direta na produção de alimentos, quer seja através da redução e da distribuição das chuvas ao longo do ano, quer seja no aumento da temperatura média. Estas variações, afetam o ciclo fisiológico das plantas interferindo diretamente na sua produção e produtividade da cultura”, afirmam os especialistas.

Sobre a possibilidade de haver desabastecimento, França é taxativo: “não acredito no desabastecimento de alimentos. Deveremos ter sim redução na oferta, que levará a mudança no perfil de alimentos consumidos e da redução de desperdícios ao longo da cadeia produtiva, de distribuição (CEASA e, supermercados) e do consumidor final”.

Embora descarte o desabastecimento, França ressalta que os preços dos produtos podem subir no mercado interno e isto se deve, em parte, ao fato do Brasil exportar boa parte de sua produção.

“É a lei da oferta e da demanda”, explica o engenheiro, “a exportação é excelente para o país, gerando divisas. Porém, com a geração de divisas deveria ter redução dos impostos pagos em todos os produtos, principalmente com a gasolina e diesel, que impactam no custo da produção e distribuição de alimentos; e redução nos impostos sobre alimentos”, diz Fábio França, acrescentando: “e por que temos que ter essa carga absurda de impostos? Para compensar a ineficiência do Estado?”.

 

Desmatamento e queimadas

Área de queimada em Itapetininga


Sobre a questão do desmatamento (que ultrapassou os 10 mil km2 em 2020) e das queimadas, que no final de setembro atingiam quatro estados e o Distrito Federal, destruindo milhares de hectares de mata, França explicou que “há desmatamento que é permitido e o desmatamento criminoso. O agricultor sabe que precisa de água para produzir alimentos, carne etc. O que precisamos é coibir o desmatamento ilegal, aquele que não respeita os limites estabelecidos para preservação ambiental e que são feitos criminosamente". 

Completando o pensando do colega, Orlando Freire diz que “as queimadas são outro problema a ser analisado. Existe o incêndio natural. Veja, por exemplo, a formação florestal denominada cerrado, as árvores possuem modificações adaptativas, como a casca mais grossa, pois ocorre o fogo espontâneo, devido ao calor, falta de água e plantas secas. Outro incêndio é aquele que, numa situação de extrema seca, o fogo passa a gerar suas próprias condições de propagação e se torna em uma situação devastadora. Os governos deveriam ter um sistema nacional de combate a incêndios, com aviões, helicópteros e equipes capacitadas e treinadas para combater qualquer incêndio no começo. Veja que o combate ao fogo em áreas declivosas é extremamente difícil por causa da topografia e de não existir estradas que cheguem próximo ao local de incêndio, todo esse atraso para início do combate é favorável para aumento da área queimada e de suas consequências negativas para avifauna e a vegetação natural”.

Segundo os especialistas, existem caminhos para que os produtores rurais consigam produzir sem degradar a natureza. Mas o primeiro passo é distinguir os pequenos agricultores dos médios e grandes. “Precisamos aqui distinguir o pequeno, médio e grande produtor rural, pois o perfil de degradação em cada um dos casos é diferenciado”, explica Fábio França, acrescentando que “apesar de existirem esses diferentes tipos de produtores, o objetivo é o mesmo: obter lucro em sua propriedade”.

“Os pequenos agricultores são os mais frágeis socialmente, buscando sobreviver do que a terra lhes fornece. Usam métodos antigos de produção; poucos aprimoram suas técnicas, quer seja devido à resistência a novos conhecimentos e técnicas, ou ao fato de terem pouco capital de giro para implementar aumento de sua produção”, ressalta Orlando Freire.

Para o engenheiro Fabio Spina França, “com toda certeza, é possível conciliar a produção com o meio ambiente. É a combinação harmônica desses dois elementos que geram riqueza e sustentabilidade. A temática atual é a neutralização de carbono na produção de bens de consumo, seja qual for este bem, e esta tendência ganha força principalmente no setor dos agronegócios”, afirma França.

De acordo com esta fonte, entre as atividades do setor agropecuário, “uma das mais impactantes é a pecuária, pois o metano, gás que é liberado durante o processo digestivo dos animais é um dos principais causadores do efeito estufa, responsável pelas mudanças que vem sendo sentidas no clima”.

Para amenizar este problema, Fábio França cita como exemplo “os sistemas de produção em consórcio, onde se produz árvores e pecuária, por exemplo, que têm se mostrado eficazes pra conseguir a neutralização. Outra tendência já consolidada é o plantio direto nas palhadas da cultura anterior. Não se faz o revolvimento do solo tradicional com arados e grades. Está prática, tem sido responsável principalmente pela conservação do solo, sem perdas excessivas de solo e de umidade, condições suficientes para o estabelecimento das novas culturas, aumentando significativamente a produtividade, principalmente as que puxam a balança comercial brasileira; isto é constatado anualmente pela quebra sucessiva dos recordes de produção agropecuária”, afirmou o engenheiro

Segundo o pesquisador Orlando Freire, os pequenos agricultores são os mais afetados pelas mudanças no clima, “porque são mais frágeis socialmente e tecnicamente”.

 

Iniciativas

            O pesquisador afirma que “qualquer pessoa sobrevive produzindo dinheiro. Então, o produtor rural adotando medidas de proteção ambiental, deve e necessita receber por esse serviço. Na propriedade rural. o meio ambiente faz parte de um todo maior, porém não é um bem público. Tem ainda, o repasse de verbas do estado a título do ICMS verde, que beneficiam os municípios que preservam e conservam suas áreas naturais e nestes casos, vários municípios da nossa região são beneficiados, principalmente os da região de Casa Bonito e Itapeva, e os do vale do Ribeira”, diz Freire.

 

Leia matéria completa na revista Hadar (www.revistahadar.com.br)

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

A imigrante sérvia que fugiu do Nazismo e veio para o Brasil

Livro conta a história de Nevenka Paunovic



            Uma jornada pela vida e pela liberdade. Assim pode ser definida a história da imigrante sérvia Nevenka Paumovic, que deixou sua terra para escapar dos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, e chegou ao Brasil, onde constituiu família e viveu em paz.

            Para contar a trajetória de Nevenka e relembraar os 80 anos da invasão nazista na Sérvia, o delegado aposentado Jorge Paumovic, filho de Nevenka, lança nesta quinta-feira, dia 28, às 19:30 no Teatro do SESI, o livro O Danúbio Vermelho.

            A obra também propõe uma reflexão sobre as raízes das famílias e os impactos da guerra em nossas vidas. Haverá ainda um debate com o autor, mediado pelos jornalistas Carla Monteiro, Fábio Arruda Miranda e Guto Nunes, bem como a exposição de objetos pessoais de Nevenka Paunovic durante seu período de refugiada. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas.

 

Protocolos

Por conta da pandemia do COVID 19 serão seguidos todos os protocolos de segurança e será obrigatória a reserva prévia do ingresso para a entrada, bem como a utilização de máscara durante todo o evento. O teatro do SESI de Itapetininga está localizado na Avenida Padre Antônio Brunetti, 1.360.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Sesi recebe exposição de arte popular

 Mostra acontece no Sesi até 11 de dezembro

Esculturas da mostra


 

            A cultura popular brasileira e suas diferentes manifestações é o tema central de exposição que acontece na unidade do Sesi de Itapetininga. A mostra foi aberta oficialmente na sexta-feira, 22, e pode ser visitada até o dia 11 de dezembro. A entrada é gratuita.

            A exposição Criar, Fazer, Viver, tem por objetivo, segundo a curadora Vera Cardim, “mostrar um pequeno panorama da cultura brasileira e sua diversidade; o que a gente chama de cultura brasileira tem várias facetas, e o que nos une é também essa diversidade, estas facetas, esse contatos”, afirmou Vera. Ela destaca que muitos trabalhos mantêm “suas características de grupos distintos e muito específicos, e outros já apresentam aquela mistura; a intenção é mostrar como nós temos uma produção cultural dos povos indígenas, da arte e cultura cabocla e da cultura popular, que não fica devendo em nada ao mercado da arte”, comentou a curadora.

            Embora não haja nenhuma obra especifica da comunidade quilombola nesta mostra, a curadora afirma que “com certeza temos peças aqui ligadas à cultura quilombola”. Vera Cardim ressalta ainda que “quando você pensa em cultura popular, a mistura da matriz afro está muito presente”.

 

Transformação

            Vera Cardim afirma que “a cultura (popular) nunca desaparece como um todo; ela pode se transformar”. De acordo com a curadora, “a cultura pode ser preservada através de sua divulgação, como uma exposição, por exemplo”. Vera também afirma que existem manifestações de cultura popular também nas grandes cidades, com festas como a do Divino Espírito Santo. “Se você for em uma igreja de bairro, as festas estão lá acontecendo”.

            “As expressões populares estão sempre em um campo de disputa com os grandes meios de comunicação. E quando falamos nos grandes meios, pensamos no mercado, que impõe uma produção distante da cultura popular, mas eu acredito que ela (cultura popular) persiste e de tempos em tempos temos de promover este contato, principalmente para as crianças e jovens, para que conheçam a história que tem a ver com seus antepassados”, afirma Vera. Ela ainda se surpreendeu ao saber que que o folclorista e historiador Rossini Tavares de Lima, um dos criadores do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, vinculado ao Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e do Museu de Artes e Técnicas Populares Mário de Andrade, é nascido em Itapetininga. A curadora disse "ser possível que parte (das peças da mostra) tenha sido colhida diretamente por ele, Rossini, mas não tenho como afirmar".

 

Obras

            A exposição Criar, Fazer, Viver, traz para o Espaço Galeria, no Sesi, 53 obras de arte indígena, peças da cultura caipira e cabocla, e de tradições de matrizes africanas. A mostra é uma oportunidade de ampliar o acesso do público a` cultura popular e ao repertório visual tradicional de regiões distintas do país. Os bens culturais expostos – em tela, papel, barro ou madeira – documentam poéticas das mais variadas, confirmando a diversidade de referências e a potência instintiva do povo brasileiro”, ressalta a curadora Vera Cardim.

As criações selecionadas fazem parte do acervo do Museu das Culturas Brasileiras, pertencente ao Departamento de Museus da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, instituição referência em pesquisa e difusão do patrimônio cultural, material e imaterial, do povo brasileiro.

SERVIÇO: 
Exposição Criar, Fazer, Viver

LOCAL: Sesi Itapetininga – Av. Padre Antônio Brunetti, 1360 – V. Rio Branco

PERÍODO: de 22 de outubro a 11 de dezembro de 2021

HORÁRIO: terça a sábado, das 9h às 20h

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

INFORMAÇÕES: (15) 3275-7952