quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Tecidos antivirais para carros

 Tecnologia inovadora tem ação bactericida e antiviral

Os tecidos retém sujeira e vírus


             Um dos efeitos da pandemia do coronavírus na indústria automobilística é o aumento da preocupação das montadoras com a saúde das pessoas, principalmente em veículos de uso coletivo ou famílias grandes que usam o carro todo dia. Nesta linha de pensamento está o uso de materiais que combatem inimigos invisíveis, como bactérias, vírus e até gases nocivos, como os que saem do escapamento.

            Alguns veículos usam filtro de ar-condicionado com uma camada de carvão ativado, que segura o mau cheiro e parte da poeira, fungos e bactérias. Mas, por ser uma matéria-prima cara, o carvão ativado só é usado em veículos topo de linha. Mesmo assim, seu uso tem aumentado, devido à alta capacidade de absorção e desintoxicação. Essas caraterísticas fazem com que o carvão ativado seja usado em inúmeros produtos, incluindo pasta de dente e enxaguante bucal.

Por esta razão, os fabricantes estão buscando alternativas para o uso do material, como por exemplo, em tecidos e revestimentos de várias partes do veículo.



            Estudos estão sendo feitos para avaliar a eficácia do produto em revestimentos. Em alguns casos, a capa que recobre o tecido dos bancos do carro, feito em poliamida, conta com um fio de ação bactericida e antiviral, inclusive contra o coronavírus. Este fio possui poros onde é introduzida prata. Com isto o fio pode ser transformado em diferentes texturas e cores; até roupas já estão sendo fabricadas com esta tecnologia. Este tecido tem ação duradoura (mesmo após muitas lavadas) e as montadoras já estudam oferecer bancos feitos com este material. Também estão sendo desenvolvidos tecidos voltados para o transporte coletivo

 

Mais tecnologia

Em alguns veículos, sensores monitoram o nível de poluição das ruas por onde o automóvel está passando. Em caso de números altos, o sistema fecha automaticamente a entrada de ar e ativa a recirculação no interior do carro, impedindo a entrada de poluição e sujeira. Outra tecnologia que está sendo testada usa altas temperaturas para eliminar inimigos invisíveis que possam estar se escondendo no interior do seu carro. Tudo isso em nome da saúde das pessoas!

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Engenheiro florestal: especialista fundamental nos dias de hoje

 Profissional atua para promover produção sustentável


            Neste dia 12 de julho, é comemorado o dia do Engenheiro Florestal, profissional que promove o uso sustentável dos recursos naturais. Em tempos onde a questão ambiental e o crescimento econômico devem andar lado a lado para proporcionar um desenvolvimento sustentável, o papel do engenheiro florestal torna-se a cada dia mais importante.

            Profissional com larga experiência na área, Antônio Orlando da Luz Freire Neto trabalha no Instituto Florestal de Itapetininga, localizado no bairro do Barro Branco. Em entrevista ao Marconews, ele conta como é a profissão que exerce

“O engenheiro florestal é o profissional que promove o uso sustentável dos recursos naturais”, explica Orlando Freire.

Ele ressalta que “nesta época de aquecimento global e mudanças climáticas, (o engenheiro florestal) tem papel fundamental na captura de carbono emitido pela atividade humana, com o plantio e manutenção de áreas florestais naturais e florestas para fins econômicos”. Freire lembra que “as árvores, através de seu metabolismo, conseguem capturar o carbono emitido e presente na atmosfera e transformá-lo em madeira e produtos que não sejam madeira, de larga aplicação para benefício do homem”.

“Neste contexto, além de promoverem a conservação e a preservação de matas e florestas nativas, constroem e arquitetam maciços florestais com fins comerciais. Trabalham com o intuito de melhorar a produção e promover a produção sustentável de produtos florestais”, diz Orlando Freire sobre o papel do engenheiro florestal, acrescentando que estes profissionais “são responsáveis por estudar e interpretar ecossistemas florestais naturais, de modo a propor estratégias sustentáveis para a utilização racional destes recursos: produção de água, prospecção de fármacos, conservação de fauna e flora, turismo e lazer entre outras atividades”.

 

Pesquisas

Ainda de acordo com Freire, os engenheiros florestais “selecionam plantas potenciais, identificam e classificam espécies botânicas e analisam sua adaptação ao ambiente, promovendo sua multiplicação. Neste sentido, essencialmente, realizam pesquisas e experimentações, indo do melhoramento genético, formas de implantação e condução florestal; bem como seu uso sustentável”.

 

Papel importante

“Através das pesquisas florestais aliadas à legislação florestal, o Brasil tem importante papel no mercado internacional; é responsável por parte significativa da produção de celulose e papel de eucalipto. Recentemente, vem se formando como grande produtor de resina de pinus, ocupando a segunda posição no mercado mundial com tendências fortes de alcançar a primeira posição nesta matéria-prima; fonte de produtos utilizados largamente nas indústrias alimentícias, farmacêuticas, de tintas e solventes entre outras”, afirma Orlando Freire. Esta situação se deve, segundo ele “ao conhecimento, expertise das técnicas de produção e implantação florestal, bem como o fato das florestas serem plantadas. Tanto o eucalipto, como o pinus, têm papel de destaque no nosso município e região e isto alavanca o desenvolvimento regional. O pinus principalmente tem promovido significativas mudanças em municípios da nossa região: melhorando a qualidade de vida, arrecadação, geração de renda e postos de serviços e, principalmente fazendo surgir pequenos e microempresários voltados a exploração; isto significa melhoria dos Índices de desenvolvimento humano destas cidades”.

 

Mais atividades



Orlando Freire cita outras atividades inerentes ligadas à profissão de engenheiro florestal, com destaque para “a arborização de áreas urbanas, ruas, praças e jardins e avaliação dos impactos ambientais de atividades humanas”.

Na avaliação de Freire, “em função do trabalho deste profissional e dos objetivos e compromissos assumidos é possível conciliar a manutenção e aumento das áreas naturais bem como o desenvolvimento econômico como já discorremos. Mais que tudo, é possível assistir e presenciar o retorno de espécies da fauna regional como onças, tamanduás, lobos, aves e outras antes difíceis de serem notadas. É preciso também o comprometimento da sociedade para alcançar estes objetivos e aí outro papel que o engenheiro assume através da educação ambiental e programas específicos voltados principalmente aos escolares”.

 

Região

Freire aponta ainda a interação “com outras produções do agronegócio pelo consórcio com outras atividades: agricultura e pecuária. Nossa região é um importante polo na produção de mel, oriundos deste trabalho nas florestas de eucalipto e nas áreas naturais ao redor destes povoamentos”.

Finalizando. E danda uma dica para quem se interessar pela profissão, Orlando Freire explica que “as escolas de engenharia florestal estão distribuídas no país, especificamente próximo a Itapetininga podemos elencar a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz em Piracicaba; UNESP de Botucatu; UFSCar de Sorocaba e FAIT em Itapeva”.

Dia 12 de julho é destinado a comemoração do dia do engenheiro Florestal pois é dedicado a São João Gualberto que no início do século XI começou um trabalho de reflorestamento ao redor do mosteiro que dirigia.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Família homenageia pai e filho com expedição ecológica

 Filhos e netos de Venâncio Ayres Monteiro instalaram placa em trilha


Família Monteiro

            Filho de família tradicional de Itapetininga, o farmacêutico Venâncio Ayres Monteiro foi um dos profissionais mais conhecidos e queridos não apenas em Itapetininga, mas em várias cidades da Região, nas quais trabalhou e viveu. Ao longo da vida, teve aproximadamente 15 farmácias. Prático, fazia suas próprias fórmulas de remédio. Monteiro faleceu em 2013, aos 83 anos, vítima do Mal de Alzheimer.

            Carismático e dono de um grande coração, tratou e ajudou muita gente. Entre os anos 60, 70 e 80, muitos moradores de Itapetininga buscavam o auxílio com o seu Venâncio. E para quem tem dúvida: sim, ele é parente de Venâncio Ayres, patrono do centenário clube do mesmo nome. Republicano e abolicionista, Ayres deixou Itapetininga e se radicou no Rio Grande do Sul, onde hoje há a cidade de Venâncio Ayres, que recebeu este nome em homenagem ao advogado itapetiningano.

 

Homenagem

Venâncio Ayres Monteiro foi casado com Terezinha Silva Monteiro (atualmente com 92 anos) e teve cinco filhos: Elvira Aparecida Silva Monteiro, Benedito Henrique Monteiro Neto (Didi), Ana Elisa Monteiro, Marco Antonio Silva Monteiro e Antônio Cesar Silva Monteiro (Nenê).

            O patriarca era apaixonado pela natureza e passou essa paixão para os filhos. Há mais de 30 anos a família possui propriedade no Vale do Ribeira. Didi também compartilhava desse amor pela natureza e, até os anos 90, acompanhava o pai e os irmãos nos passeios pela mata. Ele faleceu em 2018, aos 64 anos, de enfarte. Desde então, a família vem planejando homenagear pai e filho, colocando uma placa na trilha que leva às terras da família. Devido à pandemia, o projeto foi adiado, mas, após um planejamento de três meses, finalmente foi realizado no último mês de junho. Saiba agora como foi essa aventura no relato de Marquinho Monteiro, filho de Venâncio e irmão de Didi.

 

Marconews - Como surgiu a ideia de uma expedição em família para homenagear seu pai e seu irmão?



Marco Monteiro - Logo após o falecimento do meu irmão Didi, meu irmão Nenê mandou fazer uma placa em inox para a homenagem, isso há mais de 2 anos, mas daí veio a pandemia e só agora conseguimos fazer a homenagem.



Marconews- Quantas pessoas participaram da expedição? Todas da família? Como foi o planejamento para esta aventura? Quantos dias durou a expedição?

Marco Monteiro

Marco Monteiro - Foram 4 participantes ao todo, se fosse toda família teria de ser um ônibus, foram eu e minha filha mais velha e meu irmão com sua filha mais velha, o planejamento estava sendo feito desde abril, quando decidimos e acertamos a data, após isso feito foram praticamente 3 meses acertando o que comprar e o que levar, mantimentos e equipamentos.

Marconews - Por que escolheram o Petar? No vídeo você aparece colocando uma placa em homenagem ao seu pai e irmão. Onde exatamente a placa foi colocada?

Marco Monteiro - Na Verdade não escolhemos o Petar, apenas faz parte de nosso caminho para chegar em nossas terras que temos há mais de 30 anos no sertão; por meu pai e irmão adorarem o local, onde muitos passeios fizemos juntos e no mesmo local, então foi lá que homenageamos os dois, a placa foi colocada no alto e no final da trilha, local onde acampamos e ficará como referência para próximas expedições.

Marconews - Fale um pouco de seu pai e de seu irmão. Seu pai foi figura de destaque em Itapetininga, mas as novas gerações não o conhecem. Quem foi Venâncio Ayres Monteiro?

Marco Monteiro - Meu pai foi um Farmacêutico muito conhecido em nossa cidade e região, era querido por muitos, ajudou muita gente, fazia suas próprias fórmulas de remédio, teve ao longo do tempo aproximadamente 15 farmácias: em Sete Barras, São Miguel, Gramadinho, Rechã e aqui em nossa cidade todas em épocas diferentes. Faleceu em julho de 2013 com 83 anos vítima do mal de Alzheimer.

Belas paisagens compõem a trilha


Meu irmão Didi foi o cara, amigo, irmão, companheiro, ajudava a todos mesmo sem poder, adorava estar com a gente nessas aventuras e fez muita falta nessa. Faleceu em setembro de 2018 com 64 anos, de enfarte

Marconews - Qual a sensação após realizar a expedição? Ela vai se tornar uma tradição?

Marco Monteiro - A sensação de missão cumprida, foi emocionante, isso porque tínhamos como missão atingir o lugar mais alto que conseguíssemos chegar, foram mais de 3 horas com bagagem pesando aproximadamente 25kg, caminhando sobre pedras e água, subindo a montanha no meio do sertão. Na verdade, essa expedição já é tradição em nossa família, pois a fazemos desde final dos anos 90 ainda com meu pai e o Didi, mas aproximadamente 5 anos atrás que resolvemos tornar frequente, pois além de gostarmos da aventura temos de cuidar do que é nosso.

Marconews - Agora fale um pouco de você

Meu nome é Marco Antônio Silva Monteiro, 58 anos, separado, 4 filhos, trabalho na área de segurança patrimonial, amante da vida, da paz, tento levar a vida dia a dia, sorrindo, feliz, agradeço a cada minuto vivido, sou simples e um amante da mãe natureza no qual tenho maior respeito e admiração. Aos interessados nessa aventura e informações entrar em contato comigo pelo cel15 99729-1706(Zap) agendamos grupos com 8 pessoas no máximo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Projeto quer destinar celulares apreendidos para escolas públicas

 Iniciativa é de professora itapetiningana e foi encaminhada ao Senado


            Inspirada em uma notícia de que o governo de Minas Gerais iria doar para alunos carentes os celulares apreendidos nos presídios estaduais, a professora itapetiningana Luciana Abreu (foto) encaminhou ao Senado Federal proposta para tornar esta iniciativa em lei nacional. O projeto precisa ter pelo menos 20 mil assinaturas, até setembro, para entrar em discussão.

            Por esta razão, Luciana tem pedido nas redes sociais para que amigos acessem o projeto e apoiem a ideia. O link é: Ideia Legislativa - Doação de celulares apreendidos nos presídios para os alunos das escolas públicas :: Portal e-Cidadania - Senado Federal .

            Ao atingir o apoio de 20 mil pessoas, a ideia se torna uma sugestão legislativa e pode ser debatida pelos senadores. O prazo se encerra no dia 14 de setembro.

            Nesta entrevista exclusiva ao Marconews, Luciana Abreu conta como surgiu a ideia e afirma: “é importante ter novos olhares sobre antigos problemas, a sociedade tem o poder de transformar vidas. O futuro com igualdade, equidade e soberania só é possível através do cuidado que temos com nossas crianças e jovens. Gratidão, se não conseguir, espero que alguém tenha um olhar sobre o assunto e possa proporcionar essa mudança. E que todos os alunos possam ter as mesmas possibilidades”.

            Segundo a professora, a ideia de doar os celulares apreendidos nos presídios para as escolas públicas, auxiliando os alunos mais carentes a terem acesso à pesquisa e tecnologia, “surgiu de um artigo no jornal que abordava justamente isso: os celulares apreendidos nos presídios de Minas Gerais seriam doados para os alunos carentes. Há internet nas escolas, contudo, com o cenário da pandemia, os alunos estão acompanhando as aulas em casa através do app do centro de mídias, além das aulas disponibilizadas pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação), toda a escola está transmitindo as aulas dos nossos professores pelo CMSP (Centro de Mídias de São Paulo), mas para tanto, é preciso um celular ou notebook, e há alunos que não possuem celulares ou há apenas um celular disponível na família, geralmente o dos pais, e, desta forma os alunos só tem acesso após a chegada dos pais do trabalho, e foi pensando neste público que decidi  propor essa ideia de Lei. Em uma reportagem do g1 de 2018, falava-se de 10 mil celulares apreendidos em São Paulo”.

            Luciana afirma que não contatou pessoalmente nenhum senador. “Propus diretamente no site do Senado, sim, o tempo é muito curto, e nós é que somos os responsáveis por angariar as assinaturas, por isso, conto com a ajuda dos amigos para divulgação, e tentar dar visibilidade para os alunos que necessitam de aparelhos para a inclusão digital”.

 

Quem é a autora

            Filha de professores, Luciana Abreu é Engenheira Química de formação pela Universidade de Ribeirão Preto, com licenciatura em Química pela Universidade Católica de Brasília e pós-graduação no Ensino de Química pela UNESP, foi tutora presencial do curso de Engenharia Ambiental da UFSCAR- UAB, professora efetiva da Secretaria da Educação, trabalhou na Diretoria de Ensino como PCNP de Química e hoje atua como Coordenadora Geral no PEI.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

A verdade e a ciência devem prevalecer

 Negacionismo já custou milhares de vidas

Não devemos subestimar este vírus


            Estamos quase no sétimo mês do ano e a pandemia da Covid-19, chamada de gripezinha por alguns, mostra que de gripezinha não tem nada. É uma doença grave que já ceifou milhares de vidas em nosso país. E não adianta espernear e dizer que ela pode ser prevenida por remédios, como a cloroquina ou outro do gênero. Ou que o isolamento e o uso da máscara não funcionam.

            Se assim fosse, o mundo inteiro estaria usando cloroquina não é mesmo? Até quem desdenhava da doença no início se rendeu ao óbvio: este é um problema grave de saúde mundial e deve ser combatido com a ciência e a verdade, não com ideias estapafúrdias de grandes conspirações ou de que a ciência não é o melhor caminho.

            O tempo, que é o senhor de todas as coisas, está mostrando que o vírus não negocia com ninguém, não tem ideologia ou preferência por este ou aquele, pobres ou ricos. O vírus aproveita toda e qualquer oportunidade para se espalhar! Afinal, este é seu propósito: espalhar-se e sobreviver.

            Claro que todos vamos morrer um dia, mas isso não significa que tenhamos de morrer antes da hora, por descuido nosso, ou incredulidade de outrem, que despreza o vírus até que ele venha bater à sua porta. Ou contamine algum ente querido.

            Pior que desdenhar a doença, é a falta de empatia com seu semelhante! Você pode até não apresentar sintomas da Covid-19, mas você pode transmitir o vírus para alguém que pode ser muito afetado ou até mesmo morrer em função desta doença. E precisamos pensar nisso! Qual pai gostaria de transmitir uma doença ao filho, podendo evitar? Que jovem gostaria de ver seus pais e irmãos adoecerem, após ele ter ido em uma balada e contrair o vírus, trazendo o mal para dentro de casa?

            Sim, precisamos trabalhar e procurar levar uma vida normal, dentro do possível. Mas este novo normal deve seguir novas regras de comportamento, como o uso de máscara, álcool gel e distanciamento social. A economia pode sofrer com o fechamento de alguns setores e com o isolamento social. Mas uma pessoa que segue os protocolos de segurança, pode superar esta fase difícil e voltar a consumir, a sair, quando tudo isso passar. Já quem se arrisca pode pagar um preço muito alto. E nunca se ouviu falar de mortos que voltassem a comprar em supermercados ou frequentar bares! Até porque, ninguém ficaria em um local se, de repente, um zumbi aparecesse para tomar uma cerveja!

            Seguir a ciência ainda é o melhor caminho. E os governos têm por obrigação buscar meios de ajudar toda a população, principalmente a parcela mais necessitada, a superar este momento difícil. Governo do povo, para o povo e pelo povo! Sabemos que isto é um ideal quase impossível de ser alcançado, mas antes um governo sensato, que um governo obscurantista. Ao final, a história julgará a todos!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Fisioterapia auxilia na recuperação pós-covid

 Procedimento não possui contraindicações

Fisioterapeuta Ana Rachid


            A fisioterapia pode ajudar no tratamento para a recuperação de pacientes que contraíram a Covid-19, tanto na forma leve quanto na forma mais grave. A informação é da fisioterapeuta Ana Flávia Rachid de Medeiros (Crefito – 2111-66). Desde o início da pandemia, ela atende até cinco pacientes novos por mês, “com resultados surpreendentes”. Com consultório em Alambari, ela também recebe pacientes de outras cidades. Saiba mais nesta entrevista exclusiva ao blog Marconews.

 

Marconews - Em quais casos a fisioterapia é recomendada para tratamento pós-covid? Existe alguma situação em que ela não é recomendada?

Ana Flávia Rachid - A fisioterapia é recomendada para a grande maioria dos pacientes pós-Covid 19, desde aquele paciente que desenvolveu a doença da maneira leve até aquele paciente que desenvolveu a doença de maneira grave e permaneceu internado em unidades de terapia intensiva. O importante para saber se há necessidade da Reabilitação com a fisioterapia pós COVID-19 é entender se aquele paciente desenvolveu sequelas, como dispneia (falta de ar), fadiga (cansaço), tosse intermitente, dores articulares e fraqueza. Não há contraindicações da Reabilitação, o importante é entender qual a necessidade do paciente e ai realizar a reabilitação adequada, de forma individualizada.

Marconews - Quantos pacientes você já atendeu? São todos de Alambari ou de outras cidades?

Ana Flávia - Desde o início da pandemia, já atendi diversos pacientes pós Covid-19, a cada mês recebo em torno de 4 a 5 pacientes novos, a grande maioria de Itapetininga.

Marconews - Como tem sido os resultados do tratamento? A recuperação é completa?

Ana Flávia - Os resultados têm sido surpreendentes, cada vez mais a ciência vem nos trazendo métodos eficazes de reabilitação e o tempo de recuperação depende do quadro clínico do paciente, alguns se recuperam em semanas, outros têm uma recuperação mais lenta, podendo levar 4 a 6 meses de cuidados.  A grande maioria tem recuperação completa, com um protocolo bem montado o paciente voltará a sua rotina diária, trabalho e atividades de lazer.

Marconews - A fisioterapia é usada em conjunto com outros tratamentos? Quais?

Ana Flávia - Sim, para uma melhor recuperação de nossos pacientes há uma grande importância de um acompanhamento multidisciplinar, isso dependerá da severidade da doença. Pacientes mais graves precisam de acompanhamento com fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, enfermeiros.

Marconews - Há quanto tempo você realiza este tipo de tratamento? Como surgiu a ideia de atender pacientes pós-Covid?

Ana Flávia - Desde 2015, após minha pós-graduação em Reabilitação Cardiopulmonar no Hospital Israelita Albert Einstein venho trabalhando com pacientes idosos e com problemas cardíacos e pulmonares. A ideia da Reabilitação pós-Covid-19, veio com o pico da pandemia, onde busquei me aprimorar e estudar sobre a doença, para poder levar um melhor tratamento aos meus pacientes.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Imprensa livre é fundamental na democracia

 Liberdade de informação consolida regime democrático


            Neste dia 7 de junho, é comemorado o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Em tempos conturbados como os que vivemos atualmente, uma imprensa livre, independente e responsável é fundamental para fiscalizar e denunciar os desmandos de autoridades públicas em qualquer esfera de governo.

            Ao expor as mazelas da sociedade, o jornalismo livre e profissional certamente contribui para que estes problemas sejam denunciados, debatidos pela própria sociedade e, na medida do possível, soluções sejam buscadas.

            Ninguém gosta de ver seus pecados estampando a primeira página dos jornais ou o feed de notícias de uma rede social. O ser humano gosta de ver o outro se dando mal, mas quando se trata de seus defeitos pessoais....Ah, estes estão trancados não a sete chaves, mas a 70 chaves, no mínimo.

            Não são apenas as pessoas que mantém segredos que não gostam de ser revelados! Países e governos também procuram ocultar seus desmandos, suas falcatruas e seus erros.

            Não gostar de uma imprensa livre é o ponto comum entre as ditaduras, mas esta situação também acontece em democracias, por mais sólidas que elas sejam.

            Vejam por exemplo o caso Watergate, que levou à renúncia, em 1974, o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, acusado de espionar o comitê do Partido Democrata, instalado no edifício Watergate, que acabou dando nome ao escândalo.

            A renúncia de Nixon (que era do partido Republicano) foi o ponto alto do escândalo, investigado pelos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein desde 1972, quando houve a invasão e assalto à sede do partido Democrata. A ação na verdade pretendia fotografar documentos e instalar escutas ilegais no local.

            Graças a uma fonte confiável, chamada de Garganta Profunda, os jornalistas conseguiram estabelecer as ligações entre os invasores e a Casa Branca (sede do governo americano) comprovando que Nixon sabia da tentativa de espionar o partido rival.

            O trabalho dos jornalistas do Washington Post (jornal que apoiou os dois profissionais) rendeu um filme: Todos os homens do Presidente, no qual a história é contada com maestria. E mostra a pressão que o jornal sofreu, bem como os repórteres.

            Este é o melhor exemplo da importância de uma imprensa livre, corajosa e independente. E de como isto é importante para uma sociedade livre e que respeite o estado democrático de direito. Uma imprensa livre pode não resolver os problemas da sociedade, mas é essencial para que estes problemas sejam denunciados, discutidos e enfrentados, sempre buscando soluções que visem minimizar o sofrimento das parcelas mais necessitadas e excluídas dessa mesma sociedade que se diz impoluta, quase sem mácula. Sabemos que isto não é verdade e a imprensa livre cumpre seu papel ao pôr o dedo na ferida, doa a quem doer. Viva a liberdade de imprensa!