sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Obras dos ginásios ainda não começaram


Previsão é de que licitação seja publicada neste sábado
O Mato toma conta da frente do ginásio
            Passados quase 30 dias após entrevista do secretário de Esportes, Osmar Thibes do Canto Júnior, pouca coisa mudou no ginásio Mário Carlos Martins, cuja obra de reforma está paralisada há mais de dois anos.
            O Marconews esteve na última quinta no ginásio e constatou que a situação continua praticamente a mesma, com o mato tomando conta de quase toda a fachada do prédio. O blog entrou em contato com o secretário, que informou que a licitação para as obras do ginásio Ayrton Senna (Vila Barth) e Mário Carlos (na área central) devem sair nos próximos dias.
            “Do Ayrton Senna sairá publicado neste final de semana, assim espero, bem como da iluminação do ginásio. No Mario Carlos o prefeito aprovou o projeto nesta semana, portanto esperamos a publicação na semana que vem. Após definição da empresa vencedora para realizar a obra, o início fica entre 15 até 30 dias”, explicou Thibes.
Há cerca de um mês, ele informou que as obras seriam concluídas ainda no primeiro semestre deste ano. Os recursos, em torno de R$ 1 milhão, já estão previstos no orçamento da Secretaria de Esportes.
            Thibes lembrou que as obras do Mário Carlos estão paradas desde a administração anterior (2012) porque a empresa vencedora da licitação abandonou a obra “e a segunda colocada não quis fazer pelo mesmo valor”, contou o secretário. Ainda segundo esta fonte, a gestão passada teria tentado passar a responsabilidade da obra para a Secretaria da Educação, “mas isso não vingou. O ginásio é um equipamento esportivo. A responsabilidade é nossa! Por isso o prefeito determinou a retomada das obras”, disse Osmar Júnior, que está à frente da pasta desde julho de 2014.
 
Sujeira nas ruas

Rua João Lupion Filho
Não é só nas proximidades do ginásio Mário Carlos que o mato avança sobre a calçada. Uma moradora da rua João Lupion Filho publicou foto em uma rede social mostrando que o mato toma conta de parte da calçada da rua, que fica próxima à Igreja de Santa Terezinha e atrás do campo da Associação Atlética, na área central da cidade.
            Por outro lado, após matéria publicada neste blog, em novembro do ano passado, mostrando que o mato tomava conta da calçada em um trecho da rua Expedicionários, o local foi limpo, como mostra foto tirada recentemente. Veja as fotos abaixo: a calçada limpa e como era em novembro passado.


 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Oficina para novos atores de teatro começa em fevereiro


Projeto é gratuito e inscrições seguem até o dia 7 do próximo mês
A Cia Teatral Segundo Ato, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo oferecerá gratuitamente, a partir do dia 19 de fevereiro, uma oficina para novos atores. Os encontros terão início na segunda quinzena do mês e seguirão, todas as terças e quintas, até o mês de julho, no Auditório Abílio Victor. O horário é das 18h30 às 20h. Podem participar pessoas acima de 10 anos e a oficina é gratuita. Os interessados podem se inscrever até o dia sete de fevereiro, pelo email oficiniadenovosdeatores@gmail.com ou pessoalmente na Secretaria de Cultura, que fica à Rua Saldanha Marinho, 107, Centro. Telefone 3272-3401.
Os encontros serão ministrados pelo ator e bailarino Lucas Bonini, que iniciou sua carreira de artista aos 15, em 2005, com o Grupo Teatral Tapanaraca e com o Grupo de Dança Phoenix. Ao longo dos 10 anos de carreira, participou de vários festivais e mostras pelo Estado. Conquistou muitos prêmios, sendo o mais importante o de Melhor Espetáculo de Teatro pelo Mapa Cultural Paulista em 2012. É produtor em vários projetos culturais e membro do Conselho Municipal de Política Cultural de Itapetininga.

Matéria atualizada dia 30/1 às 10h33

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cidade pode perder convênio de mais de R$ 2 milhões


Recursos poderiam beneficiar mais de 500 famílias de baixa renda

 
Bairro Pescaria: um dos que seriam
beneficiados com a implantação do convênio
            Por falta de licitação, convênio firmado em julho de 2014 entre a prefeitura de Itapetininga e a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado, corre o risco de ter os recursos devolvidos.
            A informação foi passada na última semana pelo deputado estadual Edson Giriboni (PV). Segundo o deputado, o convênio é sobre o programa Água é Vida, criado quando ele estava à frente da Secretaria. O parlamentar alerta que o convênio possui recursos da ordem de R$ 2.133.000,00, que seriam utilizados para a instalação de unidades sanitárias (fossas) em bairros distantes da área urbana, de difícil acesso e de população de baixa renda. “A prefeitura poderia ter feito a licitação já em agosto, mas não fez”, afirmou Giriboni. Ressaltando que a falta de licitação pode levar a perder o dinheiro. Ainda de acordo com Giriboni, 501 famílias poderiam ser beneficiadas em nove bairros da zona rural do município.
            Segundo ele, há 26 anos a situação de diversos bairros da Região, e do vale do Ribeira, é a mesma: as comunidades sofrem com a falta de saneamento (esgoto).
 
O que é o programa
            Criado em novembro de 2011 pelo Governo do Estado, o Água é Vida tem o nome oficial de Programa Estadual de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário para Pequenas Comunidades Isoladas. Na primeira etapa, o programa tinha como foco 81 comunidades de 30 municípios das regiões do Alto Paranapanema e do Vale do Ribeira.
            Os recursos são repassados às Prefeituras pelo Estado, conforme anunciado pelo governador Geraldo Alckmin no lançamento do programa. "A Sabesp vai levar, por sua conta, água tratada, de qualidade, para essas comunidades rurais. E nós vamos, através de recursos do Tesouro, passando para as prefeituras coletar os esgotos", declarou Alckmin.
 
Região
Na região do Alto Paranapanema, os municípios contemplados são: Angatuba, Barão de Antonina, Campina de Monte Alegre, Capão Bonito, Coronel Macedo, Guareí, Itaberá, Itapetininga, Itapeva, Itaporanga, Nova Campina, Pilar do Sul, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande, Riversul, São Miguel Arcanjo, Sarapuí, Taquarituba.  Mais recentemente, o município de Alambari também firmou convênio com o Estado para a implantação do programa em quatro bairros do município, atingindo mais de 100 famílias.
Deputado Edson Giriboni (PV)
“Desde quando fui vice-prefeito, em 1989, as comunidades rurais mais distantes sofrem com a falta de saneamento”, explicou o deputado. A ideia do programa é instalar unidades sanitárias individuais nas propriedades, beneficiando as famílias. O lodo resultado do processo de tratamento do esgoto é recolhido pela Sabesp, a quem cabe também o levantamento dos bairros onde não há saneamento e a viabilidade de ser implantado o programa na comunidade. Após ser recolhido, o lodo é transportado à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Como o custo de implantação de uma estação na zona rural é alto, o programa visa levar uma alternativa para tratamento de esgoto nas comunidades mais distantes. A reportagem apurou que 501 famílias de baixa renda (cerca de duas mil pessoas) poderiam ser beneficiadas pela implantação do programa no município de Itapetininga, nos seguintes bairros: Areião (30 famílias), Morro Vermelho (33), Várzea (29), São Roque (94), Pescaria (76),, Canta Galo (38), Porto Velho (26), Rio Acima (151) e Ita Recreio (24).
 
Prefeitura não comenta falta de licitação
            A reportagem entrou em contato com a Sabesp e a Prefeitura de Itapetininga, para saber os motivos que impedem aa implantação do programa no município.
            Em e-mail encaminhado à redação, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura afirmou que não comentaria os motivos pelos quais a licitação não foi realizada até o momento.
            Sobre a parte da administração municipal na celebração do convênio, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente informou que “a participação do município se dá de diversas formas, dentre elas, licitar e contratar as obras, serviços de infraestrutura, instalações operacionais ou de equipamentos, destinados à execução do objeto da avença, indicando a prioridade de atendimento das localidades de pequeno porte, predominantemente ocupadas por população de baixa renda; credenciar e indicar 01 responsável técnico pelas obras e serviços, bem como um Gestor Municipal do Convênio e das licitações decorrentes deste programa”. A secretaria confirmou ainda que serão nove os bairros beneficiados e que a Sabesp caberá coletar os resíduos. Não há perigo de contaminação do lençol freático, segundo a secretaria.
            A assessoria da Sabesp, por sua vez, informou que encaminhou o assunto à Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento. Um técnico da secretaria informou que o prazo inicial para a realização da licitação é de três meses. Portanto, a prefeitura não cumpriu o prazo. O técnico contou que a administração municipal é cobrada regularmente para que faça a licitação. Segundo ele, a informação é de que isto deve ocorrer no próximo mês de fevereiro.
            O técnico explicou que o risco de perder a verba existe, já que a prefeitura não realizou o procedimento previsto e o governo estadual pode precisar do dinheiro e exigir a devolução, pois a licitação não foi feita até o momento. No entanto, ele ressalta que o prazo de encerramento do convênio é janeiro de 2017.
 
Texto: Marco Antônio (colaboração: Orestes Carossi Filho)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Curso de Bombeiro Mirim termina nesta sexta

Objetivo é passar orientações e noção de prevenção de acidentes
 
Crianças participam de atividades no quartel
O Curso de Bombeiro Mirim promovido pelo 4º Sub Grupamento do Bombeiro Militar de São Paulo, sediado em Itapetininga, encerra-se nesta sexta-feira, com uma visita à Fazenda do Estado, no bairro do Barro Branco.
Durante duas semanas, cerca de 70 crianças participaram do curso, realizado pela corporação com o objetivo de passar às crianças como é a rotina dos bombeiros e noções de prevenção de acidentes e de como se salvar de um afogamento. Os participante também desenvolveram diversas atividades físicas e recreativas.
“Queremos que as crianças sejam disseminadoras de nossas orientações e ajudem seus pais”, comentou o tenente Adriano Brito, comandante interino do grupamento.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Fundo Social e Banda Lira firmam convênio


Dalva Di Fiori, primeira-dama do município, será a madrinha da corporação

 
Nêta Bueno, ao centro, com
integrantes das Boazinhas e da Banda Lira
Pouca gente sabe quem é Maria Antonieta Bueno Vieira de Camargo e certamente um número ainda menor de pessoas conhece a forte atuação social que está mulher possui. Mas é provável que muitas famílias tenham sido ajudadas pelo trabalho de Maria Antonieta, ainda que ela seja uma ilustre desconhecida.
Mas se falamos Nêta Bueno, a história é outra. Socialite e apresentadora de TV, ela desenvolve um trabalho de cunho social em Itapetininga há mais de 14 anos.
Sempre dinâmica, ela agora se prepara para ajudar a tradicional Banda Lira de Itapetininga, assumindo o cargo de presidente da corporação. Para o sucesso desta empreitada, ela conta com uma parceria de peso: “a Madrinha será a Dalva Di Fiori (primeira-dama do município) eu serei a Presidente da Banda Lira. O projeto desta nova Diretoria é ampliar o mercado de trabalho para os músicos, proporcionando-lhes a continuidade da Banda”, afirma Nêta.
O Marconews apurou que um convênio deve ser firmado entre o Fundo Social de Solidariedade do município e a Banda lira, além da Banda Municipal. A iniciativa visa resgatar as duas instituições, que passam por crise.

            “A Banda Lira (foto) fez várias apresentações durante o Natal. As pessoas de Itapetininga estão interessadas em nos ajudar. Agora no fim de janeiro que iremos nos estruturar melhor. Estamos com algumas ideias para dar mais FORÇA e VIDA a nossa Banda Lira”, afirmou Nêta Bueno. Segundo ela, haverá uma reunião ainda este mês para definir ações do trabalho a ser realizado.
 
Ação Social
            Além de apresentadora de Tv, Nêta está a frente de inúmeras ações sociais e hoje é referência quando o assunto é ajudar a quem precisa, realizando um trabalho voluntário à frente de um grupo de senhoras conhecido como Boazinhas.
Uma iniciativa que começou há 14 anos, com 25 mulheres, todas amigas de Nêta, que durante um ano se reuniram mensalmente na casa da apresentadora, pensando, estruturando e concretizando várias ações sociais, que beneficiaram diversas instituições e pessoas na cidade.
Um trabalho que ela faz questão de frisar que não poderia ser feito sem o apoio do marido, o promotor de justiça aposentado João Calil Vieira de Camargo e da filha, Silvia, “O apoio da minha família foi e é fundamental para este trabalho, pois o meu marido Calil, deixou que eu abrisse as portas de nossa casa para todo acontecimento realizado pelo Grupo durante estes 14 anos. Ele e minha filha, Silvia, me apoiam e me prestigiam em TUDO que desejo fazer para ajudar o próximo”, conta Nêta. Para ela, “o papel da mulher hoje no mundo é muito importante. Não desmerecendo os homens, eu acho que nós, mulheres, temos condições de assumir qualquer trabalho, pois somos especiais em nossas atitudes; agimos mais com o coração do que com a razão”.
O trabalho social é uma atividade que ela conhece bem de perto, pois desde criança Nêta e os irmãos tiveram nos pais, que já atuavam na área, um exemplo. “Atuo na Área Social, voluntariamente, porque me realizo como ser humano. Desde de criança eu e meus irmãos tivemos este exemplo dentro de casa, pois nossos pais: Carlos de Almeida Bueno e Rosa Lotfi de Almeida Bueno, muito religiosos, já ajudavam o Próximo”.
 
Crescimento
            Nêta fala sobre a maior dificuldade enfrentada no começo do grupo Boazinhas, que completou 14 anos de atividades no dia 25 de julho de 2014: “A principal dificuldade que passei foi que comecei com apenas 25 amigas, a quem chamo de fundadoras. Ficamos durante um ano nos reunindo. Durante este ano muitas amigas queriam entrar. Então elas brincavam comigo dizendo: Estou triste com você, pra você eu não sou BOAZINHA, pois você não me convidou para entrar no seu Grupo”, lembra Nêta, rindo. Após um ano, havia 150 mulheres querendo entrar no grupo Boazinhas, “Minha única dificuldade é que elas não tinham paciência para esperar e precisei fazê-las entender que estávamos vendo se ia dar certo nosso Grupo, o nosso trabalho Social”. Ela ressalta que o grupo surgiu da “vontade de fazer o bem e ajudar as instituições da cidade”.
Finalizando, Nêta Bueno afirma que se sente realizada, mas observa que “ainda tenho mais missões para realizar, por isso todas as noites agradeço e peço a DEUS que Ele continue protegendo e abençoando a minha vida”.
 
Texto: Marco Antônio
Fotos: Arquivo Pessoal

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A arte de personalizar clássicos


Segmento foca em modelos dos anos 70

 
Dodge Challenger customizado
            Se você ainda não ouviu falar, preste atenção: Pro-touring é o segmento que customiza (personaliza) carros clássicos dos anos 60 e 70, mantendo um look meio retrô, mas abusando da tecnologia e da potência dos motores, geralmente com oito cilindros em V. Ou mesmo usando motores V10 com 1000 cavalos de potência.
            Afinal, as décadas de 60 e 70 ficaram conhecidas com a Era dos Muscle Cars (Carros Músculos) em uma referência à grande potência desses motores, que se tornaram marca registrada de alguns modelos americanos. Carros com grande poder para fritar pneus e uma sede que os tornava beberrões. Mas isso não era um problema até meados dos anos 70, antes da crise do petróleo.
            Mas como o americano (assim como o brasileiro) é um apaixonado por carros, principalmente os clássicos, logo surgiu esse movimento de restauração/personalização desses carrões.
            A ideia é fazer uma reestilização por fora, mas apimentar o motor, de preferencia usando o conjunto propulsor de um modelo mais novo. Novas grades, rodas maiores (aro 18 ou mais) e o uso de materiais como fibra de carbono permitem que o carro tenha um visual mais arrojado, porém mantendo a identidade.
Corvette Stingray 1971
            Claro que a tecnologia moderna está presente em tudo, principalmente em detalhes como o uso da fibra de carbono, de bancos esportivos e, ainda bem, de freios apropriados para frear um carro com mais de 900 cavalos de potência.
            Você pode imaginar que uma brincadeira dessas é para poucos endinheirados...E você está certo! Personalizar um carrão desses não sai barato. Segundo alguns profissionais, somente um para-choque pode sair por mais de R$ 37 mil.
            Como não poderia deixar de ser, o segmento é forte nos EUA, onde um evento anual reúne preparadores, customizadores e colecionadores, exibindo o que há de melhor no Pro-touring. Para quem gosta, é um espetáculo para os olhos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Número de afogamentos na Região está entre os maiores do Estado


Somente na última semana, houve dois casos; Verão é período crítico

 
Tenente Adriano Brito mostra equipamento
usado pelos bombeiros em casos de afogamento
A Região de Sorocaba e Itapetininga, atendida pelo 15º Grupamento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, está entre as que mais registram casos de afogamento em águas internas, como são chamados rios, lagos, açudes e piscinas.
Com a chegada do Verão, período considerado crítico, aumenta a procura por lugares onde as pessoas possam nadar e se refrescar. Consequentemente, as estatísticas envolvendo casos de afogamento aumentam.
“Nós temos uma grande rede hidrográfica e a Região é vasta”, comenta o tenente Adriano Augusto Freitas de Brito, comandante interino do 4º Sub-Grupamento da corporação, sediado em Itapetininga e abrangendo uma área de 10 cidades, contando com a sub-sede na cidade de Capão Bonito.
O oficial ressalta que o período considerado crítico, que inclui as férias de verão, está começando. “Até o momento os dados estão dentro do que foi verificado em anos anteriores, mas há anos em que há um pico neste tipo de ocorrência”.
O problema é que a área de atendimento da unidade tem registrado um volume grande de afogamentos, perdendo apenas para a Capital. Para Brito, o tamanho da região, a grande quantidade de chácaras com piscinas, ou que dão fundos para rios ou possuem açudes e lagos contribui para esta situação.
“Proporcionalmente, a nossa área só tem menos afogamentos do que a Capital. Mas é bom que se diga que a maioria dos afogamentos atualmente acontece no que chamamos de águas interiores, como açudes, lagos e piscinas. No litoral, isso acontece menos devido a um maior trabalho de prevenção e o aparelhamento do Estado; e o mar assusta mais também”, observou Brito.
Manter a calma e chamar o bombeiro, evitar lagos, açudes e rios e ter cuidado inclusive em piscinas. Estas são algumas dicas que o Corpo de Bombeiros do Estado procura passar à população. Outro fator de risco é o excesso de consumo de álcool, o que potencializa o perigo de um afogamento.
“Se em piscinas, onde o ambiente é controlado e tem boa visibilidade, o risco é grande de se afogar, imagine em um lago onde a pessoa não sabe a profundidade, se há algo no fundo que possa prendê-la ou machuca-la, como um pedaço de cerca ou de madeira pontiaguda. Não podemos esquecer que um açude é uma região alagada e pode ter objetos no fundo. Além disso, o consumo de álcool exagerado afeta a coordenação da pessoa”, afirmou Brito, acrescentando que mesmo bons nadadores de piscina podem se afogar ao mergulhar em lagos.
 
Mais cuidados
            Saltar de lugares altos, como pontes e pedras, também é perigoso. “A pessoa pode ter um traumatismo, seguido de um afogamento pós-trauma”, observou o bombeiro.
            Brito ressalta, entretanto, que é difícil evitar que as pessoas nadem em açudes e similares. “Há poucas opções de lazer. Por isso, se for nadar, não consuma bebida alcoólica, pois açudes e lagos são imprevisíveis, não há controle e segurança”. Mesmo em clubes que possuem piscina, estes devem zelar pela segurança dos usuários, proporcionando equipamentos e a presença de um salva-vidas.
            No caso de você presenciar um afogamento, a orientação do tenente é “lançar material flutuante, se estiver próximo da pessoa, ou algo para ela se agarrar e depois puxá-la, como um pneu com uma corda”, disse Brito, lembrando que o bombeiro deve ser acionado imediatamente. O socorro também dever feito com cuidado. “Se você estiver em um barco, não se aproxime muito, pois no desespero a pessoa pode virar o barco. O correto é dar o remo para ela segurar até se acalmar e depois puxar para o barco”.
            O oficial ressalta que os bombeiros possuem treinamento para fazer o salvamento. “Muitas vezes, na ânsia de salvar um amigo ou parente, quem vai socorrer acaba se afogando também e a tragédia é ainda maior. Já atendemos ocorrência em que quatro irmãos se afogaram em sequencia, um tentando salvar o outro. Mesmo que a pessoa tenha porte físico, tem de estar acostumada com a água para poder se desvencilhar do outro e retirá-lo da água em segurança”.
            Brito contou que todo o bombeiro recebe treinamento para salvar alguém que está se afogando. Nos casos fatais, chamados de nível seis os bombeiros recebem um treinamento especial de 45 dias para aprender a mergulhar e procurar o corpo, que por vezes está longe do lugar onde afundou, levado pela correnteza. “É bom que as pessoas saibam o quão perigoso é nadar em rios e lagos, pois o bombeiro treina para fazer este trabalho, arriscando-se a ter uma doença descompressiva (devido ao uso de ar comprimido) que pode prejudica-lo no futuro”.
 
Equipamento
Máscara com comunicador subaquático
            Além do kit básico de mergulho, que inclui roupa, máscara e um cilindro de oxigênio que garante uma autonomia de mergulho de uma hora aproximadamente, o grupamento possui uma moderna máscara que possibilita a comunicação via rádio entre o mergulhador e a equipe que está na superfície, com alcance de 50 metros, tanto de distância quanto de profundidade. “Este é um equipamento novo e somente São Paulo e Ribeirão Preto possuem, além de Itapetininga”, contou o tenente Brito. Segundo ele, a máscara custa R$ 30 mil e foi dada ao bombeiro por uma empresa.
            Outro equipamento que está sendo preparado pela corporação é um tanque de mergulho, onde os bombeiros treinarão. Mesmo com todo o treinamento e tecnologia, orientação e prevenção são as principais armas contra os afogamentos. “Há um ditado que diz: água no umbigo, sinal de perigo”, finaliza o oficial.
 
Casos recentes
            O Verão nem bem começou e dois casos de afogamentos já foram regisrados na Região. O corpo de um homem foi resgatado na tarde de sábado (10) em um açude de Itapetininga(SP). De acordo com os bombeiros, a vítima se afogou enquanto brincava na água com um grupo de amigos.
O acidente ocorreu na estrada Jurandir Pinto, no bairro São Camilo. Quando a vítima desapareceu na água, os amigos ainda tentaram fazer buscas enquanto os bombeiros eram chamados, mas sem sucesso. Os mergulhadores levaram aproximadamente uma hora para encontrar o rapaz. O corpo estava a uma profundida de aproximadamente cinco metros. O local é citado pelo tenente Brito como um dos mais arriscados, assim como o Vale San Fernando.
 Outo caso de afogamento aconteceu em Itaberá, no dia 12, quando um homem se afogou em uma cachoeira. O corpo foi encontrado após 45 minutos de buscas. O homem era casado e tinha uma filha de dois anos.
 
Bombeiro mirim
Cerca de 70 crianças participam do curso de Bombeiro Mirim, realizado pela corporação com o objetivo de passar às crianças como é a rotina dos bombeiros e noções de prevenção de acidentes e de como se salvar de um afogamento. O curso vai até a próxima sexta e será encerrado com uma visita à Fazenda do Estado.
“Queremos que as crianças sejam disseminadoras de nossas orientações e ajudem seus pais”, comentou o tenente Adriano Brito.
 
Texto: Marco Antônio
Fotos: Mike Adas/Jornal Correio