segunda-feira, 19 de outubro de 2020

“O grande desafio é afinar a máquina pública”, diz Vinicius Mori

 Candidato a prefeito pelo PSOL fala sobre seus planos

Vinicius Mori


 

            O engenheiro, professor e ambientalista Vinícius Mori Válio afirma, em entrevista ao blog, que caso seja eleito prefeito pretende realizar reformas administrativas para melhorar a eficiência da máquina municipal, além de buscar parcerias para incentivar a produção agrícola local, com foco no pequeno e médio produtor. Seu vice é o professor Dirceu Campos. Veja agora os principais trechos da entrevista.

 

Marconews - O senhor não acha que a figura do político está desgastada nos últimos anos? O que fazer para reverter essa imagem? O senhor não teme que essa imagem negativa o prejudique?

Vinicius Mori - A democracia brasileira vive uma crise de representatividade, com forte distanciamento entre o poder público e a sociedade, pois falta transparência, acesso à informação e meios para que a população seja ouvida e participe das decisões da cidade. Para reverter os problemas da democracia precisamos de mais democracia. Acredito que essa imagem negativa pese mais sobre meus concorrentes, que têm longa vida pública e estão mais atrelados a esses problemas, eu sou o contraponto e a novidade dessa eleição.

Marconews - Na sua opinião, quais os principais desafios que o próximo prefeito de Itapetininga deve enfrentar?

Vinicius Mori - O grande desafio é afinar a máquina pública, o orçamento é curto e a demanda por serviços passa por uma eficiência melhor dos recursos financeiros, físicos e humanos. São necessárias grandes reformas administrativas de curto e médio prazo, no sentido de flexibilizar e maximizar os resultados na gestão de recursos humanos aliado a uma melhoria nas condições de trabalho dos servidores.

Marconews - A pandemia do coronavírus deve afetar profundamente a economia em todo o mundo. Como fazer para superar este obstáculo? A cidade está preparada para enfrentar um cenário novo na área de economia?

Vinicius Mori - O pior da Pandemia deve vir no próximo ano, pois o Governo Federal não tem um projeto para retirar a economia da estagnação que já vivíamos antes do coronavírus, portanto a cidade deve sentir muito e, se não fosse o auxílio emergencial garantido pela Câmara dos Deputados, que injetou milhares de reais na nossa cidade, a situação estaria ainda mais grave. Como Prefeito já temos pensado num pacote de medidas emergenciais, para conter o avanço da crise, primeiro identificando locais de desperdício de dinheiro público e depois reinvestindo esses recursos na economia local, através de obras e construções que são necessárias, então a gente gira a roda da economia e melhora a prestação de serviços públicos.

Marconews - O orçamento do município em 2019 foi de quase R$ 460 milhões. E em 2020, R$ 496,8 milhões. O senhor pretende aumentar este valor? Como?

Vinicius Mori - Esse valor só é possível de ser aumentado em médio e longo prazo através de um projeto de desenvolvimento das nossas produções agrícolas que podem ser transformadas aqui mesmo no município. Nos primeiros meses de governo vamos buscar parcerias com Universidades, Secretarias Estaduais e na própria iniciativa privada para fortalecer esse setor que é pouco explorado e tem muito potencial de desenvolvimento e geração de emprego e renda.

Marconews - Como o senhor vê a cidade em termos de infraestrutura? Há algo a ser feito ou melhorado? E na área social?

Vinicius Mori - Nossa infraestrutura é uma pedra no nosso desenvolvimento. Se estivéssemos em uma margem de crescimento exponencial certamente hoje teríamos grandes gargalos a começar do nosso trânsito, mas também teríamos problemas de fornecimento de energia elétrica. Como Itapetininga cresce devagar e sem muito planejamento esses são problemas adormecidos que em algum momento vão acordar.

Marconews - Quais são os seus planos para gerar emprego e renda?

Vinicius Mori - Em um país em que o rentismo se sobrepõe a um projeto de país, estamos exportando nossos empregos e em plena reversão neocolonial, ou seja, produzimos matéria prima e compramos de fora os produtos industrializados, como prefeito tenho pouco a fazer para mudar essa trajetória, mas como disse antes podemos mudar o jogo na nossa produção agrícola, sobretudo do pequeno e médio produtor. Então vamos incentivar e buscar parecerias para dar as condições necessárias que surjam pequenas e médias indústrias de transformação em Itapetininga.

Marconews - Como o senhor vê o Brasil hoje? O país tem jeito?

Vinicius Mori - O Brasil tem jeito, que não é o do Bolsonaro, que tenta entregar nossa soberania ao Trump, mas o nosso povo que é trabalhador vai virar esse jogo, estamos no meio de uma crise e não dá para ver o fim dela nesse momento, mas sairemos muito melhores, com desejo por mais democracia e representatividade. Tem coisas boas acontecendo no meio de tanta podridão.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Queimadas: o flagelo do meio ambiente

País bate recordes em desmatamento e focos de incêndio



 

            A cena é dantesca, digna de um filme sobre o fim dos tempos. Paredões de chamas se erguem do chão em várias partes do país, principalmente no Pantanal, na Amazônia e em outras áreas onde a seca marca presença há meses.

            Animais morrendo carbonizados, outros tentando escapar, mas muito feridos, diversas lavouras perdidas, devastação do meio ambiente e enormes colunas de cinza e fumaça que viajam por milhares de quilômetros e atingem estados como Santa Catarina (onde causou um fenômeno conhecido como Chuva Preta) e São Paulo. Até outros países estão sendo atingidos pela fumaça gerada pelas queimadas no Pantanal, como Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai.

            Um desastre ecológico de proporções bíblicas e que, certamente, irá afetar o Brasil em diversos aspectos, que vão desde a questão ambiental propriamente dita até a saúde das pessoas, inclusive de quem mora a milhares de quilômetros de lá, como nós. A economia também pode (e certamente será) afetada por este verdadeiro crime contra a natureza. Além da perda de muitas culturas (e até cabeças de gado) investidores estrangeiros podem sair do Brasil graças à nossa atual política ambiental, que parece não enxergar o óbvio e ter foco em buscar (outros) culpados, ao invés de arregaçar as mangas e realmente fazer uma política ambiental que faça o Brasil voltar a ser respeitado em todo o mundo. Ou seja, praticamente todos os setores do país sentirão, mais cedo ou mais tarde, os efeitos deste crime, que tem por trás um único culpado: o próprio homem. Estudos indicam que o Pantanal (maior planície alagável do mundo), pode levar até 50 anos para se recuperar das inúmeras queimadas que sofreu – e ainda está sofrendo – em 2020.

 

Triste recorde

            A área do Pantanal apresentou em agosto e setembro sucessivas altas no número de focos de incêndio, em comparação ao mesmo período de 2019 a informação é do portal G1, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).

            Segundo o portal, até o dia 23 de setembro, o Pantanal registrava o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998: foram 6.048 pontos de queimadas registrados no bioma desde o dia 1º de setembro até quarta-feira (23), o dado mais recente. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando houve 5.993 focos de incêndio no bioma. Veja matéria completa na edição deste mês da revista Hadar (www.revistahadar.com.br).

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

“Vamos criar na cidade práticas de economia solidária”, diz Fuad Isaac

 Candidato diz que poder público deve fomentar esperança




            Candidato do Partido dos Trabalhos (PT) a prefeito de Itapetininga, Fuad Abrão Isaac (foto) diz que hoje se sente preparado para chefiar o Executivo local, contando com a experiência de mais de 30 anos de vida pública e quatro mandatos como vereador, tendo inclusive sendo presidente da Câmara. Formado em economia, lecionou por mais de 20 anos na Associação de Ensino de Itapetininga (AEI) e na FAIT (Itapeva). Atualmente é comerciante na área de alimentos. Sua vice é a Dra. Calu Malavazzi. Veja agora as respostas do candidato.

 

Marconews - O senhor é candidato a prefeito? Por que tomou esta decisão?

Fuad Isaac - Estou há muitos anos militando na política. Fui quatro vezes vereador, presidente da Câmara e secretário de Cultura da cidade. Sempre fui convidado a ser candidato ao cargo de prefeito e sempre relutei. Sentia que ainda não estava preparado para essa função. Neste momento acredito que posso contribuir para a cidade, com mais experiência e visão geral do que pode ser necessário.

Marconews - O senhor não acha que a figura do político está desgastada nos últimos anos? O que fazer para reverter essa imagem? O senhor não teme que essa imagem negativa o prejudique?

Fuad Isaac - A grande mídia, setores da sociedade e uma parcela significativa dos políticos fizeram com que isso se concretizasse, mas não se pode colocar todo mundo numa vala comum. Eu tenho 30 anos de vida pública sem máculas, e é necessário mostrar isso para a população. Queremos apresentar uma proposta de gestão solidária, onde o poder público deve ser o fomentador da esperança em tempos tão difíceis.

Marconews - Na sua opinião, quais os principais desafios que o próximo prefeito de Itapetininga deve enfrentar?

Fuad Isaac – Acredito que o principal desafio será preparar a cidade para uma nova realidade. Certamente haverá um novo normal após a pandemia. O grande desafio, sem dúvida nenhuma, será fazer a cidade retomar o crescimento, gerar empregos e renda, sem perder as características de cidade do interior e respeitando o Meio Ambiente.

Marconews - A pandemia do coronavírus deve afetar profundamente a economia em todo o mundo. Como fazer para superar este obstáculo? A cidade está preparada para enfrentar um cenário novo na área de economia?

Fuad isaac - Nos países europeus uma nova versão do estado de bem-estar-social já está em prática. Ou seja, há uma necessidade de intervenção estatal na economia para este cenário de recessão. No Brasil, o Governo Federal de forma letárgica aplica esta tendência. Neste sentido, Itapetininga precisa fortalecer um tripé: comércio formal, capacitar aqueles que estão de fora do mercado de trabalho e práticas de economia solidária. Em resumo, no primeiro item temos que criar políticas públicas que impulsionem o consumo no comércio local para garantir empregos e girar a economia formal. Concomitante, formar profissionais que hoje estão fora do mercado, mas que podem como profissionais liberais aumentar a renda, e por último - dentro de uma gestão solidária - trabalhar com financiamentos e editais em parceria com a inciativa privada que consolidem a governança econômica e o desenvolvimento social para gerar renda e empregos e então contribuir para o produzir, vender, comprar e focar no que é preciso para viver de forma inclusiva e justa.

Marconews -O orçamento do município em 2019 foi de quase R$ 460 milhões. E em 2020, R$ 496,8 milhões. O senhor pretende aumentar este valor? Como?

Fuad Isaac – A questão é como planejar e executar a previsão de receita e a fixação de custo do município em 2021. Isso deve ser feito pela atual gestão. No primeiro ano, o prefeito trabalha com o orçamento do governo anterior, neste sentido não posso aumentar este valor, apenas manter os compromissos assumidos pelos antecessores que estiverem dentro de uma normalidade técnica e econômica e remanejar a previsão da sobra no que tange investimentos.

Marconews - Como o senhor vê a cidade em termos de infraestrutura? Há algo a ser feito ou melhorado? E na área social?

Fuad Isaac - É evidente que Itapetininga tem melhorado a infraestrutura do município nas últimas décadas. Este é um trabalho que vem sendo feito já há algum tempo e não apenas nesta gestão. E eu, particularmente, gosto de pensar que colaborei com estas melhorias, graças à minha atuação junto ao Legislativo. Claro que ainda há muito por fazer, sobretudo na área social, como por exemplo reforçar o Programa de Saúde da Família (PSF), pois 70% da população não é atendida. Também vamos criar hortas comunitárias e adotar o orçamento participativo, coleta seletiva de lixo com criação de usina de biorefinaria para produzir energia e combustível do lixo, criar Incubadoras de micro empreendedores (produção e venda). Também quero resgatar programas, tornar as escolas municipais com período integral para educação extra curricular.

Marconews - Quais são os seus planos para gerar emprego e renda?

Fuad Isaac – Parte de nossas ideias eu já expus acima. Mas posso dizer que este é um dos grandes desafios para os próximos anos e vamos precisar da união de todos (Executivo, Legislativo e sociedade civil) para enfrentar este desafio.

Marconews - Como o senhor vê o Brasil hoje? O país tem jeito?

Fuad Isaac – o país vive um dos momentos mais delicados de sua história, com retrocessos em muitas áreas (vejam a nossa atual política ambiental) e o avanço da direita radical. Embora não acredite que nossa democracia esteja em risco, é importante que a sociedade brasileira como um todo esteja atenta ao atual quadro político e social do país, refutando qualquer iniciativa antidemocrática.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Reconhecimento facial facilita a vida do motorista

 

Sistema também aumenta a segurança, alertando condutor sobre cansaço

O sistema lê e interpreta as expressões do rosto

 

            O sistema de reconhecimento facial, presente em alguns veículos topo de linha, serve para, entre outras coisas, alertar quando o motorista apresenta sinais de cansaço e sono. Nestes casos, o sistema pode emitir um alerta sonoro, fazer vibrar o banco do motorista ou piscar luzes no painel, ou mesmo manda uma mensagem no painel, avisando que está na hora do descanso. Ou do cafezinho, conforme o ícone que aparece no painel.

            Com o avanço da tecnologia, o sistema consegue detectar sinais de cansaço se o motorista, por exemplo, tira o pé do acelerador ou se abaixa a mão do volante ou, também, se invade a faixa da rodovia.

Painel mostra as variações de
humor do condutor do veículo

Uma câmera com lente infravermelha, capaz de “ler” o rosto da pessoa, mesmo se ela estiver de óculos, grava as feições (ou marcas) do rosto do motorista. Com base nestes dados, o sistema, em alguns carros, pode ajustar espelhos, bancos e até a temperatura do ar-condicionado de acordo com as preferencias do motorista. Para identificar sinais de cansaço, até o intervalo das piscadas é calculado. Também é emitido um alerta no caso do condutor começar a mexer no celular enquanto dirige ou se ele desvia o olhar para ficar prestando atenção na tela multimídia.

            O sistema identifica até o humor da pessoa, se está triste, com raiva ou feliz. Tudo através das medidas e proporções do rosto. Toda essa tecnologia tem como objetivo melhorar aa segurança no trânsito, reduzindo as possibilidades de acidentes provocados por motoristas sonolentos ou distraídos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Artista realiza sonho de gravar músicas de seus ídolos

 Ator e autor teatral Rogério Sardela manda bem também como cantor




 

Realizar um sonho acalentado há muito tempo é, sem dúvida nenhuma, motivo de satisfação e realização pessoal para qualquer pessoa. Imagine então aguardar quase 30 anos para realizar o sonho de gravar grandes sucessos musicais de seus ídolos, além de composições próprias e parcerias com artistas profissionais.

Pois este é o sonho que o ator, autor e jornalista Rogério Sardela (foto) está prestes a concretizar, aos 46 anos. O repertório já está escolhido e ele já iniciou os trabalhos em estúdios. O artista frequentemente posta nas redes sociais vídeos de algumas canções.

Para realizar esta empreitada, além do estímulo de familiares e amigos, Sardela conta com o apoio de Gabino Correa: cantor, compositor e produtor. “Ele é pai da cantora Julia Graciela, que em 1980 fez grande sucesso no Brasil com a música Anúncio de Jornal”, conta Rogério Sardela. Segundo ele, Gabino, além de produtor, foi divulgador da gravadora PolyGram (atual Universal Music). “Ele compôs várias canções em parceria com Antonio Marcos”, acrescenta o artista itapetiningano.

Sardela informou ainda ter feito uma proposta à cantora Lilian Knapp (da Jovem Guarda) para fazerem uma música juntos. “Como Mantenho amizade com ela, a Lilian topou fazer”.

 

Planos pós pandemia

            Sardela revela que já tem planos para uma série de apresentações para o futuro pós-pandemia. “Inclusive já tenho convites para a Casa Kennedy (Itapetininga), e as cidades de São Miguel Arcanjo e Buri, entre outras. Entre os ídolos cujas canções serão interpretadas estão: Gilson (Casinha Branca), Roberto Carlos, Gabino Correa, e Kátia”. Está programada também uma apresentação no Clube Recreativo Itapetiningano, no Espaço Door.

            Ele faz questão de frisar que “se levou quase 30 amos é porque neste tempo me dediquei a outras áreas, mas tudo veio no momento certo”.

 

História

Mas engana-se quem pensa que ele é novo no ramo. Sardela lembra que tudo começou em 1992, antes mesmo de ingressar no teatro e na imprensa, em 1993 e 1995 respectivamente. “Eu sempre gostei de cantar. Aliás, sempre dublava outros artistas, mas queria ir além”, lembra, contando que naquele ano comprou um disco de vinil de karaokê e começou a ensaiar algumas canções. “Não é como hoje em dia, que encontramos playbacks de todos os gêneros na Internet”, observa Sardela.

 

Inesquecível



Rogério Sardela, que sempre gostou de músicas populares e sertanejas românticas, não esquece da primeira vez em que se apresentou publicamente. “Foi na SP Sul TV, no programa Show da Criança, da Paula Guarnieri”, comenta o cantor, relembrando que naquela época o gênero sertanejo estava em alta e havia a moda do cabelo comprido, das roupas com franjas e que com ele não foi diferente. “A participação no programa da Paula confirmou meu desejo em querer cantar”, menciona Sardela, revelando que a partir de então surgiram convites para participar de saraus culturais, festas populares beneficentes “e até mesmo em comícios”.

Ele lembra com carinho de apresentações realizadas também em 1994, incluindo a Expo-Agro e várias vezes no programa Gente como Agente, apresentado pelo colunista Ivan Barsanti e pela psicóloga Regina Soares, também pela SP Sul TV. “Tudo aconteceu muito rápido e praticamente ao mesmo tempo, a música, o teatro e a imprensa, então a primeira acabou não tendo a atenção que eu gostaria, mas nunca esquecida”, enfatiza o artista, que da experiência como entrevistador com artistas conhecidos, alguns nomes acabaram se tornando amigos pessoais, como as cantoras Kátia, a já saudosa Claudinha Telles, Lilian, Julia Graciela e até mesmo a ex-chacrete Rita Cadillac, além do cantor, compositor e produtor Gabino Correa, autor de inúmeros sucessos, como Por que Chora a Tarde, gravado por Antonio Marcos, Lonas Azuis, entre muitas outras. De Kátia, a afilhada artística de Roberto Carlos, Rogério ganhou uma música, aliás, artista esta que sem dúvida foi sua maior referência musical, ao lado de José Augusto, Roupa Nova, Joanna, Fábio Jr., Gilson, Gian & Giovani, entre outros.

 

Gravações



Num momento em que os eventos culturais com público presente estão parados, Rogério Sardela (na foto ao lado, no estúdio) aproveitou para tornar realidade um antigo sonho: gravar músicas. “Regravei canções conhecidas para mostrar a amigos de perto e de longe, além de produtores culturais e profissionais da música”, comenta o cantor, revelando que a repercussão tem sido positiva e que o próximo passo será gravar composições próprias. Entre algumas canções que Rogério Sardela regravou, Outra Vez (Isolda), Casinha Branca (Gilson/Joran), Lua e Flor (Osvaldo Montenegro) e Eu Busco Uma Estrela e O Grande Amor da Minha Vida (Convite de Casamento), estas duas últimas, sucessos de Gian & Giovani.

Ele também está planejando uma live solidária, que deve ser realizada até o final do ano. Com quase meio século de vida, casado, com filhos e netos, Rogério é o exemplo de que nunca devemos abandonar nossos sonhos e que sempre podemos iniciar novos projetos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

“O que me motiva é saber que posso fazer mais pela população”, afirma Milton Nery

 Vereador é pré-candidato a prefeito de Itapetininga



 

            Eleito pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) o vereador Milton Nery Neto, 48 anos, (foto) é pré-candidato à prefeitura de Itapetininga, nas eleições de novembro próximo.

            Em entrevista ao blog Marconews, ele fala sobre suas expectativas e os desafios que esperam o futuro chefe do Executivo local, principalmente na área econômica, afetada pela pandemia da Covid-19. Veja agora os principais trecos da entrevista, que abre a série com os pré-candidatos. A entrevista foi feita antes da convenção partidária que confirmou o nome de Nery como candidato a prefeito, tendo como candidata a vice a médica Maria Lucia Haidar.

Marconews - O senhor é realmente pré-candidato a prefeito? Por que tomou esta decisão?

Milton Nery - Sim sou pré-candidato a prefeito de Itapetininga, o que me motiva é saber que posso fazer mais e melhor para população de Itapetininga, vivo a realidade das pessoas, ando de ônibus circular e muito pelas calçadas da cidade onde me revelam uma realidade diferente daquelas que nos são apresentadas pelos números públicos.

Marconews - O senhor não acha que a figura do político está desgastada nos últimos anos? O que fazer para reverter essa imagem? O senhor não teme que essa imagem negativa o prejudique?

Milton Nery - A população não quer falar sobre política, mas a política é necessária para construção de ambientes positivos para o bem comum. O que temos que fazer é estruturar o poder público com pessoas que somem para as melhorias que a população espera, não adianta você administrar para somente uma classe, temos que administrar dando voz a população, escutando as associações de bairros e direcionar o devido valor aos conselhos municipais. A equipe certa, com as pessoas certas, faz a diferença.

Marconews - Na sua opinião, quais os principais desafios que o próximo prefeito de Itapetininga deve enfrentar?

Milton Nery - Creio que teremos vários desafios a serem enfrentados devido ao reflexo que a pandemia que deixará por algum tempo desafios  principalmente na economia local, mas iniciando com uma boa equipe de trabalho e administrando melhor os recursos do município teremos um futuro favorável para todos.

Marconews - A pandemia do coronavírus deve afetar profundamente a economia em todo o mundo. Como fazer para superar este obstáculo? A cidade está preparada para enfrentar um cenário novo na área de economia?

Milton Nery - Primeiro devemos ser realistas, sem promessas absurdas, sem cenários de novela, devemos sim escolher uma equipe de trabalho presente na cidade e que vá corresponder com as expectativas do povo, também devemos olhar para os pequenos empresários que estão sofrendo até então, são geradores de empregos e movimentam a cidade. Um plano bem elaborado para auxiliar as microempresas, os produtores familiares, as microempresas de transporte escolar, são categorias que já deveriam ter tido um auxilio municipal, não podemos fechar os olhos as nossas empresas geradoras de renda para tantas famílias.

Marconews - O orçamento do município em 2019 foi de quase R$ 460 milhões. E em 2020, R$ 496,8 milhões. O senhor pretende aumentar este valor? Como?

Milton Nery - Nesse momento estamos passando por tempos difíceis para todos, primeiro devemos atentar aos nossos gastos com folha de pagamento, recursos a serem captados, devemos acompanhar a realidade do munícipe para que possamos superar juntos esse período de incertezas.

Marconews - Como o senhor vê a cidade em termos de infraestrutura? Há algo a ser feito ou melhorado? E na área social?

Milton Nery - Itapetininga precisa ser vista como uma metrópole, para isso precisamos saber como estão nossos recursos naturais, temos água suficiente para novos empreendimentos, temos como fornecer energia elétrica acima do fornecido hoje, como está nosso atendimento público de Saúde. São perguntas que devem ser respondidas e urgentemente, vejo a cidade com um enorme potencial, mas problemas que persistem. Na área social precisamos estender as mãos para quem realmente precisa; cultura e esporte como agentes inclusivos.

Marconews - Quais são os seus planos para gerar emprego e renda?

Milton Nery - Motivar o agronegócio com a expansão da agroindústria, fortalecer a agricultura familiar.

Marconews - Como o senhor vê o Brasil hoje? O país tem jeito?

Milton Nery - O Brasil é um país rico. Hoje é um país com potencial para expansão no setor de tecnologia. Precisamos de políticas sérias visando todo potencial.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Home office se consolida na pandemia

 Cerca de 52% dos trabalhadores já aderiram ao novo modelo



 

            Com o avanço da tecnologia, das mídias sociais e de plataformas de mídia, trabalhar em casa, uma atividade que há duas décadas parecia ser para poucos privilegiados, hoje se mostra uma tendência do mercado de trabalho que tem tudo para ficar.

            A pandemia da Covid-19 praticamente obrigou empresas e funcionários a adotarem novas posturas e modelos de trabalho. Distanciamento social, uso de máscaras e higienização constante de mãos, objetos e locais de trabalho passaram a ser rotina.

            Por isso, o trabalho remoto (home office) tornou-se uma necessidade para corporações e trabalhadores; uma ferramenta que possibilitou a manutenção de empregos, contribuiu para tirar as pessoas das ruas e ajudou empresas a continuarem trabalhando e atendendo seus clientes.

            Se, por um lado, a pandemia é uma tragédia que vitimou mais de 120 mil brasileiros, por outro lado nos levou a questionar e repensar nosso modo de vida, mais pessoas trabalhando em casa significa menos gente no transito das grandes cidades, no transporte coletivo, menos automóveis nas ruas, menos poluição e menos estresse. O meio ambiente e a qualidade de vida agradecem.

            Claro que muitas coisas precisam ser ajustadas nesta nova realidade: leis trabalhistas precisam ser atualizadas; as pessoas, mesmo estando em casa, precisam se organizar e definir horários de trabalho e de lazer, como se estivessem no escritório. Especialistas ressaltam que, pelo fato de estar sempre conectado, o funcionário pode se sentir obrigado a estar à disposição da empresa 24 horas por dia, o que, claro, não é nada saudável e pode levar a exaustão.

            O fato é que o trabalho remoto chegou para ficar e a sociedade (em todo o mundo) precisa se adaptar a esta nova realidade, buscando a melhor solução e o equilíbrio para todos.

 

Adesão ao home office

            Pesquisas apontam que a adesão ao modelo de trabalho remoto (home office) vem subindo desde o início da pandemia. Entre os trabalhadores das classes A e B, o índice de adesão é de mais de 50%, já entre os trabalhadores classe C, este percentual cai para 29%. A informação é de pesquisa realizada em julho pelo Datafolha, a pedido do C6 Bank.

Em outro levantamento, de acordo a revista Isto é, 41% dos funcionários de empresas que podiam trabalhar em home office, aderiram a este modelo, segundo estudo elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), citado pela revista. O levantamento coletou, em abril, dados de 139 pequenas, médias e grandes empresas que atuam em todo o Brasil.

O percentual de companhias que adotou o teletrabalho durante a quarentena foi maior no ramo de serviços hospitalares (53%) e na indústria (47%). Entre as grandes empresas, o índice das que colocaram os funcionários em regime de home office ficou em 55% e em 31%, entre as pequenas. Um terço do total das empresas (33%) disse que adotou um sistema parcial de trabalho em casa, valendo apenas em alguns dias da semana. No setor de comércio e serviços, 57,5% dos empregados passaram para o teletrabalho, nas pequenas empresas o percentual ficou em 52%.

 

Dificuldades

O estudo aponta que 67% das companhias relataram dificuldades em implantar o sistema de home office. A familiaridade com as ferramentas de comunicação foi apontada como obstáculo por 34% das empresas, assim como o comportamento dos funcionários ao acessarem os ambientes virtuais (34%). A atuação das áreas de tecnologia da informação foi um ponto levantado como dificuldade por 28% das empresas.

Poucas empresas ofereceram suporte material aos funcionários para implantação do teletrabalho: 9% ajudaram nos custos de internet e 7%, nos custos com telefone.

Fonte: revista Isto é julho de 2020

 

Pesquisa DataFolha

Já na pesquisa do DataFolha, realizada no começo de julho, aa pedido do C6 Bank, 52% dos trabalhadores aderiram ao home office durante a pandemia da Covid-19. Este percentual é predominante entre as classes A e B.

Por outro lado, no que compete à classe C, o índice tem uma queda expressiva, para somente, 29% dos profissionais que puderam executar as funções de casa. Nas classes D e E, a taxa é ainda menor, inferior a 26%.  O balanço excede os percentuais relativos à População Economicamente Ativa (PEA) brasileira.

Segundo o DataFolha, 1.503 pessoas foram ouvidas, via telefone, em todas as regiões do Brasil entre os dias 6 e 10 de julho. A margem de erro é de apenas três pontos percentuais. O levantamento aponta o trabalho em casa como uma das principais “medidas adotadas durante a pandemia, no intuito de aumentar os índices de isolamento social e diminuir a disseminação e contágio da Covid-19. Por outro lado, a execução das atividades realizadas pelo setor de serviços é bem limitada perante a economia brasileira, limitando significativamente, as possibilidades de trabalho à distância”.

 

Produtividade maior


Para o tecnólogo em construção e estudante de engenharia civil Gabriel Duarte Nogueira (foto), o home office veio mesmo para ficar. “E algumas situações, o rendimento no trabalho aumentou”, explica o estudante, que desde março trabalha no sistema remoto (home office). “Seguindo as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), o escritório achou mais conveniente o trabalho à distância. No caso dele, o trabalho é mesmo à distância: o estudante mora em Itapetininga e o escritório para o qual trabalha como projetista fica em Sorocaba.

            Entre os benefícios do home office, Gabriel Nogueira lista: “conforto de estar na sua casa, sem ter que pegar trânsito e outros problemas que surgem na ida e volta do trabalho”.

            Quanto às dificuldades que podem prejudicar o trabalhador, o estudante ressalta que “depende da área de atuação.

 

Perspectiva positiva

“Apesar de tudo, a perspectiva pós-quarentena, na construção civil é positiva. Porém, enxergo o mercado de trabalho se adequando às novas necessidades”, afirma Nogueira, sobre o futuro do mercado de trabalho.

Questionado se escolheria voltar ao modelo de trabalho tradicional, Nogueira afirmou que “depende do tipo de serviço. Em relação aos projetos, gostaria de manter em home office. Já no acompanhamento e execução de obra, é preciso que volte ao modelo tradicional, pois está diretamente relacionado a outros prestadores de serviço.” Veja matéria completa na edição deste mês da revista Hadar (www.revistahadar.com.br).

 

2018

Em 2018, bem antes da pandemia, o Marconews abordou o tema home office como tendência do mercado de trabalho, citando um estudo feito pela Universidade Cardiff, no País de Gales (Reino Unido), o qual demostrou que quem trabalha em casa ou em outro lugar que não seja o escritório da empresa, tende a relatar maiores níveis de satisfação e são mais propensos a dizer que os seus trabalhos são agradáveis e estimulantes do que aqueles que trabalham nos escritórios. De um modo geral, o estudo conclui que trabalhar em casa é vantajoso para os empregados e para os empregadores. Numa altura em que se fala tanto do fim dos escritórios, e se estimula o desapego pelo escritório, esta conclusão é benéfica nesta mudança de paradigma de trabalho.

O ambiente é também importante. Acontece que trabalhar sozinho aumenta a produtividade, uma vez que os trabalhadores não são interrompidos ou distraídos com tanta facilidade.

 

24 horas ligado

Um dos maiores perigos do home office é que ele pode fazer com que o trabalhador não se desligue do serviço. Segundo o estudo, 39% dos trabalhadores remotos dizem que trabalham fora do horário normal de trabalho e apenas 24% dos que trabalham no escritório dizem o mesmo. Isto faz com que tenham mais dificuldade em desligar do trabalho. E, neste caso, a diferença aumenta de 44% para 36%. Ou seja, quase metade dos profissionais que trabalham em casa dizem que não conseguem se desligar do trabalho. Os responsáveis pelo estudo indicam que é fundamental haver uma separação do local onde se trabalha do que é usado para lazer. Às vezes, uma mesma mesa serve para trabalhar e para comer. O conselho é que, quando vai servir de mesa de refeições, não haja qualquer sinal de trabalho.