segunda-feira, 23 de abril de 2018

O Brasil que queremos (e precisamos)

Brasileiros revelam seus desejos em campanha



          Nos últimos dias, temos assistido vários vídeos de brasileiros nos quais pessoas de todas as regiões do país revelam seus desejos, reivindicações e até problemas enfrentados por suas comunidades.
          O projeto Brasil que eu quero é uma iniciativa da TV Globo e visa, neste ano de eleição, expor o que os brasileiros desejam para o futuro da nação. Uma iniciativa sem dúvida louvável, ainda que a emissora seja frequentemente criticada por alguns setores da sociedade.
          Os vídeos já exibidos mostram que os brasileiros estão cada vez mais conscientes da realidade do país e dispostos a realizar mudanças. Saúde, Educação, Segurança e honestidade dos homens públicos são os pontos comuns entre tantas reivindicações. O combate à corrupção e o bom uso do dinheiro público, sem desperdício, também estão entre os pedidos, assim como melhor distribuição de renda, mais empregos e oportunidades iguais para todos e a proteção ambiental.
          O problema é que a classe política parece desconectada da realidade brasileira. Quem se importa se não há saneamento básico, mas a conta no exterior está recheada de dinheiro? Recursos esses, aliás, na maioria das vezes desviados de obras públicas, como saneamento básico.
          Talvez por estarem confortavelmente instaladas no Planalto Central, praticamente isoladas da plebe, nossas lideranças se sintam como os antigos senhores feudais, que se refestelavam em seus castelos, cercados de abundância; fartura obtida através da exploração dos camponeses. Claro que os camponeses se revoltaram e deram um fim nesse sistema tão injusto.
          A história está repleta de exemplos de governantes que subestimaram a vontade do povo. Último monarca absoluto da França, Luís XVI, pagou caro por representar um regime que oprimia o povo. Foi executado na guilhotina após a Revolução Francesa de 1792.
          Claro que não é o caso do Brasil. Tudo o que queremos são lideranças e governos que respeitem o cidadão e tratem com um mínimo de respeito o dinheiro dos impostos, investindo onde realmente precisa.
          O Brasil que queremos (e precisamos) é um país onde haja paz, respeito e seriedade. Um país onde as leis sejam para todos. Um país onde o famoso jeitinho brasileiro seja sinônimo da nossa criatividade e não de malandragem e gambiarra.
          Certamente já está na hora do Brasil crescer, passar pela puberdade e amadurecer. Porque não adianta criticar os políticos, o sistema como um todo, se muitas vezes também agimos pensando somente nos nossos interesses. É como furar a fila da lotérica para pagar uma conta ou mesmo estacionar indevidamente em vaga de idoso ou deficiente. Resumindo: todos nós precisamos fazer a nossa parte.
          E fazer a nossa parte significa um comprometimento com questões como o combate à corrupção, em fiscalizar e cobrar o trabalho de vereadores, deputados e outras lideranças, em se preocupar com o bem da comunidade, do seu vizinho, dos animais. Chega de querer levar vantagem (a famosa Lei de Gérson) e está mais do que na hora do Brasil se tornar um país melhor. Só depende de nós. Por último, vale lembrar que essa Lei de Gerson (de levar vantagem em tudo) é uma injustiça com o famoso jogador. A fase é de um comercial de cigarros dos anos 70, onde Gérson aparecia dizendo que quem fumasse determinada marca de cigarro estaria levando vantagem, pois o cigarro em questão era mais longo do que os de outras marcas e que por isto proporcionava prazer por mais tempo. O comercial encerrava com Gérson afirmando: “leve vantagem você também”. Tirada de seu contexto, a frase virou sinônimo de maracutaia.

Texto: Marco Antonio Vieira de Moraes

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pedestres e ciclistas podem ser multados por infrações de trânsito

Ficar no meio da rua e atravessar fora da faixa podem gerar multa



          O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou para março do ano que vem a entrada em vigor de resolução que define as regras de multas para pedestres e ciclistas que andarem fora das áreas permitidas. As multas podem chegar a mais de R$ 40 para pedestres e R$ 130 para ciclistas. As punições já estavam previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, mas nunca foram praticadas porque não havia regulamentação de como seriam feitas.
          A Previsão era de começar no final de abril, mas o Contran adiou para março de 2019 para que os órgãos de trânsito possam se preparar melhor. A multa para o pedestre que ficar no meio da rua ou atravessar fora da faixa, da passarela ou passagem subterrânea será de R$ 44,19 - o equivalente a metade do valor da infração leve atual. A mesma autuação vale para quem utilizar as vias sem autorização para festas, práticas esportivas, desfiles ou atividades que prejudiquem o trânsito.


Bicicletas

          Quem já não foi surpreendido por uma bicicleta na contramão? Ou andando na calçada? Bem, a partir do ano que vem, infrações cometidas por ciclistas poderão resultar em multa de R$ 130,16. Entre as infrações estão: andar na calçada quando não há sinalização permitindo, andar de maneira agressiva, andar em vias de trânsito rápido, que não têm cruzamento, pedalar sem as mãos, andar na contramão na pista dos carros.
De acordo com a resolução, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, o ciclista deve andar na lateral da pista, no mesmo sentido dos carros. Ainda segundo as novas normas, o auto de infração será elaborado com nome completo, documento de identificação (RG) CPF e endereço do infrator. Além disso, a bicicleta poderá ser removida.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ginásio Mário Carlos continua abandonado

Prefeitura anuncia nova licitação no segundo semestre

Frente do ginásio está tomada pelo mato


          A prefeitura de Itapetininga anunciou na última semana a realização de uma nova licitação para a retomada das obras de reforma do Ginásio Mário Carlos Martins, no centro da cidade. A informação é do jornal Correio de Itapetininga. As obras estão paradas há mais de cinco anos. Também na última semana, a administração municipal anunciou que irá assumir a gestão do Recinto Acácio de Moraes Terra (o Carrito) e a realização da edição deste ano da Expo-Agro, maior evento do setor agropecuário da Região, com uma média de público estimada em 300 mil pessoas durante os 10 dias do evento. Ainda não há data marcada para a realização da feira, mas o anúncio da prefeitura gerou polêmica na cidade.

Mário Carlos
Segundo o jornal Correio de Itapetininga, a expectativa da prefeitura é de que o processo licitatório seja aberto no segundo semestre deste ano. As obras ainda não têm data para começarem. A administração municipal informou que devem ser investidos R$ 1 milhão na conclusão da reforma e que o projeto já foi aprovado pela Caixa Econômica Federal. O valor anunciado agora é igual ao montante investido em 2015 nas obras do Mário Carlos e do Ginásio Ayrton Senna, na Vila Barth, segundo informou na época o então secretário de Esportes, Osmar Thibes Júnior (veja histórico abaixo).
Ainda segundo o jornal Correio, a reforma foi suspensa em dezembro de 2012, porque a empresa contratada rescindiu o contrato alegando que os recursos financeiros liberados estavam defasados. A ampliação do ginásio estava orçada em mais de R$ 1 milhão. Naquele ano, a prefeitura utilizou o dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para reformar o ginásio e comprar placares eletrônicos para escolas municipais. Para utilizar o recurso, o prédio do ginásio foi repassado para uma escola municipal.

Situação só piora

Quase um ano depois que o Marconews abordou pela última vez a questão das obras do ginásio Mário Carlos Martins (foto), na área central da cidade, paradas desde 2012, a degradação do imóvel só aumentou.
Na tarde desta segunda, 22, a reportagem esteve no local e constatou que o mato tomou praticamente toda a frente do imóvel, que agora também serve de estacionamento. O mato, aliás, está presente não apenas na frente do ginásio, mas nas esquinas e ruas próximas, como no cruzamento da rua Expedicionários Itapetininganos, com São Vicente de Paula. Existe mato alto também em trechos da Expedicionários e da rua Capitão José Leme. Nesta última, quase não se pode andar pela calçada em determinado ponto da rua.

Histórico
Mato e lixo se acumulam nas
proximidades do ginásio

Iniciadas na administração de Roberto Ramalho, as obras foram paralisadas em 2012 porque, de acordo com o ex-secretário de Esportes, Osmar Thibes Júnior, a empresa vencedora da licitação abandonou a obra “e a segunda colocada não quis fazer pelo mesmo valor”, contou o ex-secretário, que esteve à frente da pasta desde julho de 2014 até dezembro de 2016, já na administração Hiram Jr. Durante a última campanha para prefeito, a Prefeitura chegou a realizar a limpeza na frente do prédio, mas o trabalho parou nisso.
          Em janeiro de 2015, Thibes esteve visitando o ginásio acompanhado do então prefeito Luiz Di Fiori (PSDB). Na ocasião, o secretário garantiu que as obras do Mário Carlos e do ginásio Ayrton Senna (Vila Barth) seriam concluídas ainda no primeiro semestre daquele ano, com investimento de R$ 1 milhão.
          Dois anos depois, o Ayrton Senna passou por uma reforma para adequá-lo às normas de segurança do Corpo de Bombeiros, além de atender exigências da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e de instituições como a Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol) e Confederação Brasileira de Futsal. O ginásio, inclusive, já sediou jogos da Supercopa de vôlei e da Liga Paulista de Futsal, com a presença do jogador Falcão. Já o Mário Carlos continua esquecido.


Expo-Agro
O recinto recebe outros eventos além da Expo-Agro

          Também na última semana, a prefeitura anunciou, em nota, que estava assumindo a gestão do Recinto Acácio de Moraes Terra e a realização da exposição. Veja a íntegra da nota.
“Pela 1ª vez, o Sindicato Rural de Itapetininga definiu que deixará de administrar o Recinto de Exposições “Acácio de Moraes Terra”, imóvel de propriedade do Governo do Estado de São Paulo, destinado ao desenvolvimento de atividades e exposições específicas do setor agropecuário, com permissão por tempo indeterminado.
O Sindicato Rural, em entendimento com a Prefeita Simone Marquetto, procurou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo para que a cessão de uso do recinto passe à Prefeitura de Itapetininga”, afirma a nota enviada pela prefeitura.
          Ainda segundo o documento, “o Sindicato Rural se comprometeu a oferecer o apoio técnico às atividades realizadas no local. A prefeitura aguarda a assinatura de um decreto do governador Geraldo Alckmin para oficializar a cessão de uso. Enquanto isso, a prefeita Simone Marquetto solicitou ao secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, a cessão de uso do espaço temporário para a realização da Expoagro 2018, que neste ano teve a definição da Prefeita para que os dias de eventos solidários sejam voltados para a saúde. O pedido foi autorizado e a partir de agora, a Prefeitura passa a desenvolver a edição da mais tradicional festa agropecuária da região. Nos próximos dias, a Prefeitura de Itapetininga irá organizar toda a realização do evento”.

Perguntas sem respostas
          O Marconews enviou perguntas à assessoria de imprensa da prefeitura de Itapetininga, solicitando mais informações a respeito desta iniciativa, mas a assessoria limitou-se a responder o seguinte: “A Prefeitura de Itapetininga informa que essa é a nota oficial sobre o assunto. Outras informações serão divulgadas posteriormente”.
          Veja agora as perguntas encaminhadas e não respondidas: Por que a Prefeitura decidiu assumir o recinto? Além da Expo Agro, outros eventos poderão ser realizados no local? Quais? Há recursos no orçamento municipal para investimentos no recinto? Como vai ser a parceria com o Sindicato Rural? Com relação à Expo Agro, os ingressos continuarão sendo cobrados? Quem bancará os cachês dos shows artísticos? Já está definida a data para a realização da exposição?


Repercussão
          A decisão da administração municipal em assumir o recinto e a organização da Expo-Agro repercutiu nas redes sociais, com muitos comentários a favor e contra a realização da feira.
          “Eu acho que foi uma decisão precipitada da administração municipal”, afirmou o jornalista e autor teatral Rogério Sardela, de 43 anos. Ele lembra que “até hoje, em quase cinco décadas da exposição, nenhuma prefeitura esteve sozinha à frente do evento. De onde sairá o cachê dos shows, considerando que a Cultura é a pasta com menos verba? Tem a questão da segurança e a cobrança de ingressos. No Abílio Victor, por exemplo, não podemos cobrar”, afirma Sardela, referindo-se ao auditório municipal Abílio Victor. Para ele, “haverá muita cobrança com relação a qualidade do evento e críticas virão”.

Risco
          O vereador Eduardo Vinícius Venturelli de Almeida Prando (PMDB). 44 anos, mais conhecido como Eduardo Codorna, afirma, por sua vez, que o recinto Acácio de Moraes Terra é um dos bens que pode estar na lista dos imóveis que o Estado de São Paulo pretende leiloar. “O Recinto pertence ao Estado e o Estado vai leiloar vários “BENS DOMINICAIS”. Se o município não requerer a Cessão de Uso, corremos o risco de perder. Com isso pode o município utilizar o recinto para outras atividades”. Ainda segundo o parlamentar, no caso de requerer a cessão de uso, não há a necessidade de aprovação por parte do Legislativo. “E no caso de assumir a Expo-Agro, só se tiver que remanejar verba do orçamento”.
          Eduardo Codorna afirma ainda que “a intenção de requerer a cessão de uso é justamente pra isso (a realização de vários eventos no local). E os eventos ficam à critério do executivo e suas secretarias”. Ele não acredita que a prefeitura tenha se precipitado ao tomar a decisão de assumir o recinto.

Parceria
          O vereador ressaltou que não há a necessidade de investimento público na iniciativa. “Temos uma lei aprovada que torna possível as parcerias público-privada”, disse Codorna, referindo-se a uma provável parceria entre a administração municipal e o setor privado para a gestão do recinto e a realização da exposição.
          O vereador afirmou ainda que “provavelmente” os ingressos para a Expo-Agro continuarão a serem cobrados. “Se (a exposição) for realizada pela prefeitura com dinheiro público, a entrada deve ser gratuita; se for uma PPP, não”. Ele ressalta ainda que, se a festa for realizada por uma empresa, o cachê dos shows artísticos “vai ser pago com o caixa da bilheteria, como sempre” 
“Quanto ao intuito de direcionar a renda da Expo-Agro para comprar aparelhos para a saúde, me lembro daquela festa que fizeram pra arrumar o TOMOGRAFO…Até hoje ninguém viu tomógrafo e também o dinheiro. É um assunto muito sério. Como vereador tenho por obrigação estar em cima das proposituras”, alertou Codorna.

Fotos ginásio: Marco Antônio
Foto recinto: Facebook

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Fotografia: a arte de captar a luz e registrar a história

Fotógrafos profissionais falam sobre a profissão
A foto do beijo na Times Square é o símbolo do fim da II Guerra Mundial


          Mais do que apertar um botão e registrar a imagem desejada, a fotografia é uma profissão e uma arte que tem entre seus pilares a sensibilidade e o olhar diferenciado do fotógrafo profissional. Mesmo com todo o avanço tecnológico dos dias atuais, o talento continuar sendo essencial na hora de produzir não apenas uma foto, mas sim uma obra de arte de luz e sombra, que registra para sempre um momento na vida de uma pessoa, uma cidade ou mesmo um país.
          Uma das fotos mais marcantes do fim da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, foi feita quase por acaso por Alfred Eisenstaedt, então um desconhecido auxiliar de dentista que depois fotografaria personagens como Einstein, John Kennedy e Marilyn Monroe.
          Eisenstaedt estava trabalhando no dia 14 de agosto de 1945 quando ouviu a notícia do fim da guerra. Desconfiado, ele foi até a Times Square, no coração de Manhattan, e viu a alegrai toda: todo mundo comemorava a rendição do Japão. Foi nesse momento e nesse clima que o fotógrafo registrou um beijo que entraria para a história. O que a enfermeira Greta Zimmer Friedman e o marinheiro George Mendonsa, segundo o próprio relato dela, deram naquele 14 de agosto, em Nova York, sem se conhecer nem dizer seus nomes. Um encontro nascido para o esquecimento, mas que, sem que eles soubessem, foi imortalizado por Alfred Eisenstaedt e tornou-se um ícone que passados mais de 70 anos, e apesar de a polêmica sobre a verdadeira identidade do casal nunca ter acabado, está destinado a sobreviver mesmo após a morte de seus protagonistas. Eisenstaedt, morreu em 1995. Greta Zimmer  morreu aos 92 anos, em setembro de 2016, no Estado norte-americano da Virginia. Apenas Mendonsa, um pescador aposentado de 93 anos, continua vivo.
          Neste dia 8 de janeiro, é comemorado o dia do fotógrafo. Nesta matéria, através do depoimento de profissionais da área, a revista Hadar e o blog Marconews prestam homenagem a todos que amam a fotografia.

Privilégio

“Me sinto privilegiado em poder registrar parte da história através das minhas imagens. Tenho a oportunidade de conhecer lugares e pessoas incríveis com suas histórias de vida. Como fotógrafo aprendi a olhar para o mundo de uma forma diferente, pois ao fazer um registro, estou não só captando a imagem, mas também eternizando um momento das nossas vidas”. A frase é de Mike Adas (foto), 38 anos, fotógrafo profissional em Itapetininga desde os 22 nos.
Mike sempre se interessou pela área de comunicação e imagem. “Comecei como cinegrafista aos 12 anos e como fotógrafo e repórter fotográfico desde 2002. Por influência do meu pai, que gostava de filmagem, comecei a fazer trabalhos como cinegrafista, mas ao entrar na faculdade de comunicação, durante as aulas de fotografia, acabei atraído pelo desafio de ter que contar um fato com uma imagem”.
Com 16 anos de profissão, ele afirma que “quando comecei na fotografia já estava acontecendo a transição dos filmes para o digital, a adaptação não foi muito difícil, pois a base técnica de medição da fotografia continuou praticamente a mesma. Hoje a maiores diferenças são a tecnologia de captação, a quantidade de plataformas que podemos atender e também a quantidade de profissionais ou amadores avançados no mercado”.

Avanço tecnológico e mercado de trabalho
Apesar de toda a evolução tecnológica, como na qualidade das fotos dos celulares por exemplo, o diferencial ainda é a sensibilidade e a criatividade do fotógrafo, pois é perceptível a diferença de uma mesma imagem batida por um profissional para a de um amador”, avalia Mike Adas sobre o avanço tecnológico na sua profissão.

Foto marcante

Sobre sua carreira, o fotógrafo afirma que “são muitos fatos que marcaram, mas um que tenho como exemplo do puro fotojornalismo, é uma reportagem que eu e o jornalista Marco Antonio fizemos com uma mãe e seus três filhos pequenos que estavam há 6 meses sem energia elétrica na casa. Tínhamos 30 minutos para fazer a matéria, fomos na casa, entrevistamos a mulher e para a foto, já no escuro da noite, tive que pedir para ela segurar uma vela acesa junto com as crianças que estavam jantando. Com todo o contexto, o resultado ficou impactante e foi capa do jornal. Depois da matéria a luz foi paga por desconhecidos”.
Mike também avalia que pode considerar várias de suas fotos como históricas, “uma é a da matéria a qual descrevi da mãe e as crianças sem luz há 6 meses e posso citar uma do meio político, que foi a visita do então presidente Lula em Tatuí. Das muitas fotos que fiz no evento de entrega de ambulância do Samu, a imagem de capa acabou sendo a caminhada do Presidente, junto com o prefeito Gonzaga e a então ministra Dilma Roussef”.

Meio século de profissão

Prestes a completar meio século de profissão (no próximo dia 25 de janeiro), José Trindade Xavier, 65 anos, pode dizer que herdou a paixão pela fotografia dos pais e avós que, segundo ele, viviam tirando fotos. “Já com meus cinco anos andava com uma câmera fotográfica tipo caixão da marca "Big Box" fabricada na época (Anos 50) pela empresa carioca "Exacta".  Sempre estava com a câmera arriscando uns clicks até que no final do ano de 1967, adquiri minha primeira câmera profissional uma "Ashai Pentax" e ao 25 de janeiro de 1968 fiz o meu primeiro trabalho. Logo após adquiri uma câmera profissional estilo caixão da marca Yashica (tenho até hoje ambas as câmeras)”.

Diferenças
Trindade afirma que ser fotógrafo hoje “é completamente diferente” de quando começou. “Naquele tempo, para ser fotógrafo realmente, você tinha que dominar os três pilares da fotografia: ISO (sensibilidade à luz), abertura e velocidade, além de precisar ter conhecimento técnico do funcionamento das câmeras”.
Para ele, “a tecnologia sempre é bem-vinda porque facilita em muito o desempenho em qualquer área. No caso da fotografia realmente hoje é fácil ser fotógrafo pois as câmeras no modo automático entregam a foto pronta. Mas mesmo assim ainda tem lugar para o verdadeiro profissional que tem o seu "olhar" diferenciado sempre procurando buscar ângulos inusitados e usando da criatividade que só se adquire com muita prática. Por isso cada fotógrafo é um artista que tem seu estilo próprio, sua marca que o difere dos demais”.

Concurso internacional
          Um fato marcante em sua carreira, segundo Trindade, foi a conquista do segundo lugar em um concurso internacional promovido pela Fujifilm, em 1979, com a foto intitulada Tempestade em copo d’água.
          O fotógrafo afirma ainda que ‘na minha concepção de fotografia eu considero que todas as fotos são históricas pois elas registram um momento único que não se repetirá. É difícil especificar uma em especial ao longo desses quase 50 anos de carreira onde registrei várias inaugurações, posse de dois presidentes (Sarney e Collor), enfim não consigo realmente definir uma apenas entre tantas”.
          José Trindade também foi pioneiro ao montar, em 1972, o primeiro laboratório de fotografia a cores do Estado de São Paulo. Em 1982 produziu um filme em Super 8 com três horas de duração para o município de São Miguel Arcanjo. “Este foi um fato inusitado na época, e recebi diploma de reconhecimento das mãos do então governador, José Maria Marin”. Ele também realizou workshop de fotografia na Fundação Karnig Bazarian. Na década de 90 ganhou cinco troféus Jacob Bazarian de Imprensa, na categoria fotojornalismo, promovido pela Ajori (Associação dos Jornalistas e radialistas de Itapetininga); também foi colunista de vários veículos de imprensa e editor da revista Visual por 10 anos. Trindade também é professor de violino e maestro.

Texto: Marco Antonio Vieira de Moraes
Fotos: Alfred Eisenstaedt, Mike Adas, José Trindade

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Pedreiro: o profissional que constrói um mundo melhor

Saiba um pouco da história desta nobre profissão



          Poucos homens podem dizer que constroem, literalmente, uma vida melhor para as pessoas. O pedreiro, uma das profissões mais antigas do mundo, é um desses homens. Com suor, trabalho, habilidade e técnica, ele transforma sonhos em realidade concreta, erguendo alicerces, paredes, casas, edifícios.
          As próprias cidades em que vivemos só existem porque foram construídas. Estradas, ruas, pontes. Praticamente todas as estruturas que conhecemos foram erguidas por pedreiros. Homens valorosos, cujas mãos calejadas podem conta a história não apenas de uma vida, mas de uma cidade e até de um país, neste dia 13 de dezembro, é comemorado o Dia do Pedreiro.
          E não pensem que os pedreiros eram profissionais de menor importância no passado. Eles são dos operários mais antigos da história do mundo. A profissão surgiu quando o homem saiu das cavernas e passou a construir sua própria casa. Esse operário rudimentar evoluiu, se especializou e se profissionalizou fazendo do uso de pedras e tijolos uma arte para construções físicas das cidades. O próprio Jesus era conhecido como um carpinteiro ou operário da construção civil, segundo o Evangelho de Marcos. Já o livro dos Atos dos Apóstolos conta que Paulo sabia fabricar tendas (casas) e que trabalhou nessa atividade em Corinto, junto com o casal Áquila e Priscila.
          Já na Idade Média, os pedreiros-livres (free masons) foram muito requisitados para construir igrejas. Como eram poucos profissionais habilitados na época, criaram um código próprio – escrevendo os símbolos no chão – para que apenas outros pedreiros entendessem. Nascia aí a maçonaria, que tornou-se uma sociedade secreta muito poderosa, com influência até os dias de hoje

Brasil
Essa profissão chegou oficialmente ao Brasil em 1549, junto com o governador geral Thomé de Souza que desembarcou na Bahia trazendo na sua comitiva um grupo de pedreiros portugueses, com a missão de construírem uma fortaleza de pedra e cal, por ordem do rei de Portugal. No Rio de Janeiro, o mais antigo profissional foi o pedreiro João Ribeiro, como mostra um documento de 1573.
A cidade de Brasília, foi construída em quarenta e um meses. Na inauguração em 1961, o presidente Juscelino Kubitsckek de Oliveira determinou que fosse erguido um monumento aos reais executores do projeto da nova capital brasileira, os pedreiros.
O pedreiro é um profissional contratado ou avulso que atua nas áreas ligadas à construção civil de obras públicas ou privadas. Faz parte de sua função executar alvenarias exteriores e interiores em casas e edifícios; edificar a estrutura de edifícios; revestir maciços de alvenaria, de pedra, tijolo ou outros materiais através da utilização de diversas argamassas.
O pedreiro precisa conhecer a técnica da preparação de argamassas e a utilização das ferramentas apropriadas, como: colher de pedreiro, régua, fio-de-prumo etc. Com o avanço no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, o pedreiro precisa se atualizar quanto o uso adequado evitando o desperdício de materiais.
Atualmente, o pedreiro é vinculado ao Sindicato dos operários da mão-de-obra da Construção civil, onde o objetivo é melhorar as condições de trabalho à categoria, referente à sua segurança física e para que seus direitos trabalhistas legais sejam respeitados pelos patrões.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

AIDS: cresce número de casos novos no Brasil

A boa notícia é que acesso ao tratamento cresce em todo o mundo e mortes caem

Cartaz da campanha do UNAIDS


          O número de casos novos de Aids no Brasil cresceu 3% entre 2010 e 2016, segundo relatório da UNAIDS, órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) criado para lidar com a epidemia, que atinge quase 37 milhões de pessoas no mundo todo, sendo 2,1 milhões crianças com menos de 15 anos. Ainda de acordo com o relatório, o número global de novos casos da síndrome caiu 11%. Criado em 1988, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial de Luta contra a Aids é comemorado em 1º de dezembro e tem por objetivo conscientizar a população do planeta sobre a pandemia (epidemia que se espalha por toda a Terra) da Aids.
          Aqui no Brasil, o presidente Michel Temer sancionou no dia 8 de novembro a lei que instituiu o Dezembro Vermelho, campanha que visa conscientizar e prevenir sobre o perigo da Aids e outas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

América Latina e Brasil
De acordo com o UNAIDS, a elevação dos casos no Brasil pode ser considerada pequena, passando de 47 mil novos casos em 2010 para 48 mil em 2016. Para o Ministério da Saúde, a grande população causa distorções na análise e teria sido melhor utilizar taxas de detecção da infecção, obtidas pela divisão do número de casos pelo número de habitantes. Assim, os dados epidemiológicos do Brasil indicariam a estabilização da epidemia, com viés de queda.
O número de mortes relacionadas com a Aids na América Latina diminuiu, em 12% entre os anos 2000 e 2016, apesar dos dados "preocupantes" em países como a Bolívia, Guatemala, Paraguai e Uruguai.  No ano 2000 morreram na região cerca de 43 mil pessoas. Já em 2016 esse número caiu para 36 mil, um declínio a partir do aumento da disponibilidade de tratamentos antirretrovirais, segundo o último relatório apresentado em Paris (França) pelo órgão.
O UNAIDS revelou que a quantidade de soropositivos com acesso a tratamentos antirretrovirais deu um salto em seis anos (58%), passando de 511.700 pessoas em 2010 para 1 milhão em 2016, o que coloca a região acima da meia mundial (53%).
O HIV, classificado como ameaça para a saúde pública pela ONU, afeta um total de 36,7 milhões de mulheres e homens em todo o planeta, e desde a sua descoberta, em 1981, provocou 36 milhões de mortes.

Mortes
No ano passado, cerca de um milhão de pessoas morreram por complicações relacionadas à Aids, mas o número, apesar de alto, representa uma “virada decisiva” no combate à doença, anunciou a Organização das Nações Unidas. Há pouco mais de uma década, em 2005, o HIV provocou a morte de 1,9 milhão de pessoas.

Expectativa de vida
E com acesso a tratamentos, os pacientes estão vivendo mais e melhor. Em países do leste europeu e do sul da África, por exemplo, a expectativa média de vida cresceu em quase dez anos entre 2006 e 2016.
O relatório alerta, entretanto, que os bons resultados não são compartilhados por todas as regiões. No Oriente Médio e no Norte da África, e na Europa Oriental e Ásia Central, as mortes relacionadas com a Aids aumentaram 48% e 38% respectivamente, principalmente pela falta de acesso a tratamentos.

Relatório
O relatório do UNAIDS Acabando com a AIDS: progresso rumo às metas 90–90–90 mostra que, pela primeira vez, o jogo virou: mais da metade de todas as pessoas que vivem com HIV no mundo (53%) agora têm acesso ao tratamento do HIV. Além disso, as mortes relacionadas à AIDS caíram quase pela metade desde 2005
O relatório fornece também uma análise detalhada dos avanços e desafios para alcançar as metas de tratamento 90–90– 90. Os objetivos foram lançados em 2014 para acelerar o progresso na resposta ao HIV, de modo que, até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV conheçam seu estado sorológico positivo para o vírus, 90% de todas essas pessoas diagnosticadas com HIV tenham acesso ao tratamento antirretroviral, e que 90% de todas as pessoas em tratamento tenham carga viral indetectável.

Epidemia entre jovens
Os riscos de HIV entre adolescentes e jovens são maiores quando a transição de idade ocorre em ambientes desafiadores, com acesso insuficiente a alimentos, educação e moradia e com altas taxas de violência. “Percepções de baixo risco de infecção, uso insuficiente do preservativo e baixas taxas de testagem de HIV persistem entre os jovens”, afirma o relatório.
Apesar das taxas de informação sobre o HIV terem aumentado, apenas 36% de homens jovens e 30% de mulheres jovens (entre 15-24 anos) tinha um conhecimento abrangente e correto sobre como prevenir o HIV nos 37 países com dados disponíveis para o período de 2011 e 2016.
Das 4.500 novas infecções por HIV em adultos em 2016, 35% ocorreram entre jovens de 15 a 24 anos.

Campanha
O UNAIDS lançou no dia 6 de novembro sua campanha global para a mobilização da sociedade em torno do Dia Mundial contra a AIDS, celebrado em 1º de dezembro. A campanha, Minha saúde, meu direito busca explorar os desafios que as pessoas em todo o mundo enfrentam no exercício de seus direitos.
“Todas as pessoas, independentemente de idade, gênero, de onde vivem ou de quem amam têm direito à saúde”, disse Michel Sidibé, Diretor-Executivo da UNAIDS. “Não importa quais são suas necessidades de saúde, todos precisam de soluções de saúde disponíveis e acessíveis, de boa qualidade e sem discriminação”. O direito à saúde está consagrado no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 como o direito de todos ao gozo do mais alto padrão possível de saúde física e mental. Isso inclui o direito de todos à prevenção e ao tratamento da saúde debilitada, à tomada de decisões sobre a própria saúde e ao tratamento com respeito e dignidade.
A campanha lembra as pessoas que o direito à saúde é muito mais do que o acesso a serviços de saúde e medicamentos de qualidade, que também depende de uma série de garantias importantes, incluindo saneamento e habitação adequados, condições de trabalho saudáveis, ambiente limpo e acesso à justiça.
Se o direito da pessoa à saúde é comprometido, muitas vezes, ela não consegue efetivamente prevenir doenças, incluindo o HIV, ou ter acesso ao tratamento e aos cuidados. As pessoas mais marginalizadas da sociedade, incluindo profissionais do sexo, travestis e pessoas trans, pessoas que usam drogas injetáveis, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas nas prisões e migrantes, geralmente são menos capazes de acessar seu direito à saúde; eles também são os mais vulneráveis ​​ao HIV.
A maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está vinculada, de alguma forma, à saúde. Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo o fim da epidemia de AIDS como ameaça para a saúde pública até 2030, dependerá fortemente de garantir o direito à saúde para todos.
Minha saúde, meu direito incentiva as pessoas a compartilhar seus pontos de vista e preocupações em torno da garantia de seu próprio direito à saúde e da criação de um movimento que destaque a importância de se acabar com as desigualdades na saúde.

Governo institui Dezembro Vermelho
A lei que institui a campanha nacional de prevenção ao HIV/aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, denominada Dezembro Vermelho, foi sancionada pelo Governo Federal e publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de novembro.
De acordo com a lei, a campanha terá foco na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/aids e será constituída de um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento da doença. As atividades e mobilizações da campanha serão desenvolvidas de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde(SUS), de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais.
Entre outras ações, estão previstas a iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha, promoção de palestras e atividades educativas, realização de eventos que tratem do tema e veiculação de campanhas na mídia.
Veja matéria completa na edição de dezembro da revista Hadar

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Black Friday deve bater recorde de vendas

Promoção também sente efeitos da crise

Site oficial da Black Friday


          Em sua oitava edição, que começou à meia-noite desta sexta-feira e vai até a meia-noite de sábado, a Black Friday 2017 espera vender entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bi somente no comércio eletrônico, via internet. Um aumento que pode chegar a 18% em relação à 2016.
          Apesar do salto, especialistas afirmam que é cedo para falar que a promoção superou a crise econômica. Além disso, muitas empresas aproveitam a ocasião para desovar estoques. Mas mesmo com a atual situação financeira do país, os organizadores esperam mais de três milhões de pedidos somente no E-commerce. A expectativa é que muitos consumidores aproveitem para antecipar as compras de natal.
          A Black Friday no Brasil acontece sempre na última sexta-feira de novembro. Este grande evento atingiu R$ 1.9 bilhões em vendas em 2016 no Brasil e a cada ano o número só aumenta! Se você quer conferir as empresas participantes, pode acessar o site oficial: www.blackfriday.com.br/

Cuidados
          Mas é importante que você tome alguns cuidados na hora de comprar. Dessa forma, evitará problemas e dissabores que podem transformar a oportunidade de comprar com desconto em uma grande dor de cabeça.
          Se você já tem em mente os produtos que deseja adquirir em descontos, é fundamental conhecer bem os preços desses produtos no mercado. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, é importante pesquisar os preços ainda que você deseje fazer suas compras em lojas físicas. O motivo dessa “medida de precaução” existe devido ao fato de muitas lojas aumentarem os valores dos produtos próximo a data do black friday, para no dia realizarem um “desconto” falso.
Procure em sites de comparação de preços e adquira suas informações apenas de fontes confiáveis e atualizadas. Dessa forma, você pode se certificar de que não estará comprando um produto de R$ 800, quando o valor real, na verdade, é de 400,00 reais.
Certifique-se da segurança do site em que fará suas compras Verifique sempre se o site em questão possui endereço físico, formas de contato (de preferência com telefones), políticas de privacidade e termos de uso.
Realize uma busca online a respeito dos sites e procure por informações que possam te dizer um pouco mais sobre a confiança do site. Acrescente os termos “reclamações” ou “problemas” juntamente ao nome do site, para afunilar melhor suas buscas. Sites de reclamação online, como o site Reclame Aqui, também podem ajudar com a prevenção. Prefira sites mais conhecidos e populares, pois estes costumam ser mais garantidos quanto à segurança de que você realmente irá receber seu produto.

Confiabilidade
Outra dica importante é verificar se a loja é confiável para disponibilizar trocas. Em muitas liquidações, é comum que os comerciantes deixem claro com antecedência que não realizam trocas de produtos comprados em promoções.
De acordo com o Procon, um fornecedor é obrigado a trocar um produto que tenha sido vendido com defeito. Entretanto, em compras realizadas pela internet, o comerciante deve trocar produtos mesmo que não tenham sido vendidos com defeito.
Também é preciso ficar atento às fraudes, embora, claro, nenhuma loja ou site admita que comete fraudes. Apesar disso, na Black Friday, é comum aparecerem links na tela do seu computador, oferecendo produtos que – a primeira vista – parecem verdadeiros. E-mails contendo links também podem ser uma forma de enviar vírus ao seu computador, roubando dados e causando diversos problemas. Então lembre-se: Não, você não ganhou um IPhone de graça em um sorteio. Nem clique no link.
Por fim, exija notas fiscais. A nota fiscal é essencial para se certificar da pessoa que realizou a venda e de quem comprou o produto. Além disso, as notas fiscais também comprovam a garantia do item comprado, informando seu respectivo modelo, marca de número de série. Com esses dados, você pode, inclusive, garantir seus direitos em caso de desejar realizar reclamações – juntamente aos órgãos de defesa.

Fonte: Site Beleza e Moda