sábado, 15 de junho de 2019

Luz acesa nas estradas: o que pode e o que não pode


Saiba a diferença entre farol baixo, DRL e luz de posição

Existem diferenças entre os sistemas de luz

Para andar tranquilo e dentro da lei pelas estradas brasileiras, os motoristas cada vez mais precisam estar inteirados das novidades tecnológicas e da legislação.
Lei determina que, desde 2016, o motorista é obrigado a andar com o farol baixo acesso em estradas e túneis, mas ainda há certa confusão com relação a este assunto, que inclusive pode gerar multa para o motorista. A confusão pode acontecer porque, atualmente, os veículos contam com três sistemas de iluminação na parte dianteira. São eles: DRL – Lanterna de Rodagem Diurna, luz de posição e farol baixo.

Quais as diferenças e em que situações são usadas
A intensidade da luz muda conforme a lanterna e a função que se destina. Por exemplo, no caso do farol baixo, a luz é mais forte e com projeção maior; sua função é ilumina a via sem ofuscar os outros motoristas; a DRL, ou luz de sinalização, é menos intensa, mas mais eficaz para o carro ser visto; a luz de posição,  mais fraca e difícil de visualizar com a luz do dia, serve para mostrar a localização do parado a noite na estrada.
Tecnicamente, o farol ilumina e a lanterna sinaliza. Neste caso, as lanternas, tanto de posição quanto DRL são muito parecidas, sendo projetadas na região frontal do veículo. A única diferença é que a DRL é um pouco mais fechada. Já o farol baixo direciona a maior parte da luz para baixo e para o acostamento.

Multas
Para evitar multas, é necessário algum cuidado. Ao virar a chave de ignição no primeiro estágio, com o carro ainda desligado, a primeira a ser acionada é a luz de posição, cujo objetivo é mostrar, sobretudo a noite, onde o carro parado está.
E o que a lei pede – e a polícia fiscaliza – é o uso do farol baixo, que é o segundo estágio da chave. Não se pode ligar o farol baixo e a DRL ao mesmo tempo. Em alguns automóveis, a DRL vira luz de posição quando o farol baixo é ligado.
A grande vantagem da DRL (feita em LED) é o consumo menor de energia e uma vida útil mais longa. A polícia orienta que a fiscalização é feita sempre olhando a dianteira do veículo e, com base nessa observação, pode ou não ser feita a multa.
Atualmente, o mercado já disponibiliza a instalação de DRL em carros que não dispõem do equipamento, mas os motoristas precisam tomar cuidado e verificar se o produto é homologado. Outra ideia que não dá muito certo é a colocação de fita de LED, pois ela não tem a intensidade de luz e o direcionamento adequados.  A partir de 2021, todos os lançamentos deverão vir com DRL e, em 2023, os fabricantes terão de adaptar o sistemas a todos os modelos zero km.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

O ser humano: a grande ameaça à vida no planeta?

Estudos afirmam que um milhão de espécies podem desaparecer

Ilha de lixo no Oceano Pacífico é maior do que Portugal

          O planeta Terra caminha para mais uma extinção em massa. Esta é a conclusão de estudo desenvolvido por profissionais de vários países. Ao contrário dos dinossauros, cujo desaparecimento foi provocado pela colisão de um asteroide gigante com a Terra há 65 milhões de anos, este novo processo de extinção tem a ação do homem como principal fator causador.
          Vida e morte fazem parte do ciclo da existência, mas a situação que o planeta vive atualmente é única: a ação de uma única espécie (o homem) impacta de tal forma o bioma que isto resulta na extinção de milhares de outras. E é a própria raça humana que pode achar a solução para o problema. A questão é se há tempo hábil de reverter o estrago feito. A humanidade também paga o preço por um modelo de existência que suga, de maneira irresponsável, os recursos do planeta, devolvendo em troca degradação e poluição ambiental. Milhões de pessoas morrem anualmente no mundo todo devido a doenças relacionadas à poluição.
Em seu blog no Portal G1, a colunista Amélia Gonzales, afirma que “o meio ambiente vive uma devastação sem precedentes na história”. Segundo um relatório da Plataforma Intergovernamental de Política Científica para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), das Nações Unidas, divulgado no começo de maio, o planeta caminha para a sexta extinção em massa em toda a sua história.
“O futuro será degradante. Concluiu-se que cerca de um milhão, das oito milhões de espécies de animais e vegetais existentes na Terra, estão ameaçadas de extinção. Muitas delas, inclusive, poderão desaparecer nas próximas décadas. Os dados, compilados nos últimos três anos por 145 especialistas de 50 países, fazem parte de um dos maiores estudos já feitos sobre o assunto, com 1,5 mil páginas. Dentre as espécies ameaçadas, 40% do número total de anfíbios pode sumir da face da Terra, assim como um terço do total de corais e um terço de todas as espécies de mamíferos marinhos”, afirma Amélia.
Segundo ela, “o aquecimento global está provocando um degelo mais acelerado da Antártica – uma velocidade seis vezes superior à registrada há 40 anos. Isso deve provocar uma maior elevação do nível do mar em todo o mundo, conforme anúncio feito por pesquisadores no começo do ano”, conta Amélia, citando estudo publicado na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS) o qual aponta que o derretimento do gelo antártico elevou o nível do mar em 1,4 centímetro entre 1979 e 2017.
“Eric Rignot, principal autor do trabalho, espera que o ritmo do degelo leve a um aumento maior do nível do mar do que o previsto para os próximos anos. O trabalho atual mostra a avaliação mais longa da história sobre as massas de gelo da Antártica – foram analisadas 18 regiões geográficas do continente. As informações foram obtidas por meio de fotos aéreas de alta resolução capturadas por aviões da Nasa e por satélites de diversas agências espaciais. Estudos anteriores preveem um crescimento de 1,8 metro no nível do mar até 2100. Várias cidades costeiras poderão ser inundadas, lugares onde vivem milhões de pessoas”, relata Amélia, acrescentando que “os cientistas concluíram que entre 1979 e 1990 a Antártica perdeu, em média, 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Entre 2009 e 2017, essa perda subiu para 252 bilhões de toneladas por ano. Segundo os pesquisadores, até certas zonas consideradas "estáveis e imunes à mudança climática" na Antártica Oriental sofrem com o degelo”.
Rignot disse que o aumento da temperatura dos oceanos acelerará o processo – outras pesquisas recentes mostraram que a temperatura das águas do planeta também está aumentando mais rápido que o previsto pela ciência e batendo recordes.

Ações desastrosas
A poluição estão matando nossos rios

Ainda segundo o blog de Amélia, o atual governo federal tem adotado vários cortes de gastos e medidas antipopulares, o que tem gerado protestos da população. A blogueira cita como exemplo a decisão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de abrir mão de sediar em Salvador a edição latino-americana e caribenha da Semana do Clima (Climate week), evento totalmente custeado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), uma reunião importante para o debate climático. “A atitude do ministro criou um imbróglio diplomático, político”, diz Amélia, acrescentando: a justificativa de que não quer estrangeiros aqui "para fazer turismo e comer acarajé" é populista. Com todos as letras”.
A repercussão negativa da decisão e das palavras do ministro acabaram fazendo o governo recuar dias depois, com o Ministério do Meio Ambiente divulgando a seguinte nota em seu site: O Ministério do Meio Ambiente, através de entendimentos mantidos nesses últimos dias com o Prefeito de Salvador, o Ministro das Relações Exteriores e o novo Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, decidiu formular proposta com ênfase na Agenda de Qualidade Ambiental Urbana e no Pagamento por Serviços Ambientais, através de instrumentos financeiros que visem dar efetividade econômica às atuais e futuras ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Brasil, a serem discutidas e apoiadas na Climate Week, em Salvador, bem como nos eventos subsequentes até a COP25, no Chile, os quais deverão contar com a participação deste Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Relações Exteriores.
Na prática, com esta nota, o ministério mudou de posição e decidiu, oficialmente, participar e apoiar o evento em Salvador. Ou seja, um recuo estratégico que poderia ter sido evitado se o ministro não tivesse feito declarações desastrosas.

História
Presente em praticamente todos os setores de nossa vida, o plástico sintético foi criado em 1907 pelo químico belga, naturalizado americano, Leo Baekeland (1863-1944). Ele o batizou de Bakelite, uma invenção muito bem-vinda no começo.
O plástico, que começou a ser usado freneticamente sobretudo depois da Revolução Industrial, é um dos materiais mais onipresentes da economia e "um dos poluentes mais difusos e persistentes do planeta", segundo uma pesquisa publicada em fevereiro deste ano e realizada por oito instituições mundiais.
Segundo Amélia, o estudo é intitulado "Plastic & Health" (Plástico e Saúde, na tradução), e apresenta um panorama completo dos impactos do plástico na saúde humana e aconselha que qualquer solução para a crise do plástico deve abordar todo o ciclo de vida do produto. Como se vê, não contente em causar mal a outras espécies, a humanidade também consegue fazer mal a si própria. "Em todas as fases do seu ciclo de vida, o plástico representa riscos distintos para a saúde humana, decorrentes tanto da exposição às próprias partículas de plástico como às substâncias químicas associadas. Pessoas em todo o mundo estão expostas em vários estágios deste ciclo de vida", conclui o relatório.
A compulsão ao plástico também ameaça as tentativas de cumprir o Acordo do Clima conseguido em Paris durante a COP-15, quando os líderes de países bateram o martelo no sentido de reconhecer que a humanidade precisa agir para conter o aquecimento global e mantê-lo a 1,5ºC até o fim do século. "A pesquisa mostra que até 2050 o plástico será responsável por cerca de 13% do total do 'orçamento de carbono' – o equivalente a 615 usinas a carvão", diz reportagem do jornal inglês "The Guardian", que aborda o estudo.
Os autores afirmam que o plástico descartável encontrado em embalagens e bens de consumo de alta velocidade constitui o maior segmento da economia do plástico. E pedem uma ação urgente para conter, não só a produção, como também o consumo do plástico descartável.
"As embalagens plásticas descartáveis respondem por 40% da demanda por plástico, impulsionando um boom na produção de dois milhões de toneladas na década de 1950 para 380 milhões de toneladas em 2015. Até o final de 2015, 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas - dois terços lançados no meio ambiente, que permanecem por lá", aponta o relatório.
Trazendo a informação para a nossa rotina, pode-se entender melhor. É mais ou menos assim: na lanchonete onde se pede um salgado e um refresco, por exemplo, certamente o lanche será servido num prato de plástico descartável. O cidadão leva cerca de cinco a dez minutos para comer, paga e vai embora, deixando o prato de plástico sobre o balcão. A vendedora segue seu trabalho, que será recolher aquele prato e jogá-lo no lixo. Dali, os profissionais da limpeza urbana vão levá-lo para o depósito, de lá para o aterro sanitário... e o prato de plástico, que nos serviu por cinco minutos, ainda sobreviverá por muitos e muitos anos, poluindo o nosso meio ambiente.
O pior será se ele cair em mãos irresponsáveis que o descartarão em qualquer lugar. O caminho entre este "qualquer lugar" e o mar é ligeiro e curto. O plástico é, hoje, um dos grandes vilões da poluição nos oceanos e põe em risco vidas marinhas.

Ilha de lixo
Em março do ano passado, a revista Scientific Reports revelou a ilha de lixo existente no Oceano Pacífico, com tamanho, na época, equivalente a 17 vezes o tamanho de Portugal. A ilha tem uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados e é formada por uma parcela das cerca dois milhões de toneladas de plástico que são jogadas anualmente nos oceanos. Localizada no norte do Pacífico, a Grande Porção de Lixo (como a ilh é chamada) está posicionada em um ponto onde as correntes marítimas se encontram, formando um grande redemoinho. É para lá que o lixo acaba sendo levado. A ilha foi descoberta na década de 70.

Mais plástico
Como se não bastasse haver uma ilha enorme de plástico e lixo no oceano, entre a Califórnia e o Havaí, o plástico também já é encontrado no fundo do oceano. E põe fundo nisso.
Em uma expedição recordista com submarino, que chegou à maior profundidade já alcançada, um americano encontrou no fundo do mar mais do que uma amostra intocada da natureza - ele se deparou com resíduos plásticos, como sacolas e embalagens de balas. Victor Vescovo chegou a quase 11 km da região mais profunda do oceano - a Fossa das Marianas, no Pacífico.
Ele ficou quatro horas explorando a base da fossa com um submersível, construído para suportar a imensa pressão nestas profundezas. Agora, materiais orgânicos e inorgânicos coletados ali serão estudados em laboratório - para detectar, por exemplo, a possível presença de microplásticos nas criaturas marinhas.

Fonte: G1

Itapetininga
          O blog entregou em contato com a Prefeitura de Itapetininga para saber quais iniciativas e ações estão sendo adotadas em questões como a coleta e destinação correta de lixo, reciclagem e outros temas relacionados ao meio ambiente.
          Em e-mail, a Secretaria de Comunicação da atual administração municipal informou que “Itapetininga tem implementado, desde 2017, diversas ações que têm como principal eixo, garantir uma melhor qualidade de vida à população com sustentabilidade, com destaque ao princípio dos três “R”: reduzir, reutilizar e reciclar”.
          Entre os projetos desenvolvidos estão: rograma “Pé no Mato, Pé na Mata”, em parceria com o Instituto Florestal do Estado. No local, com acompanhamento de monitores, crianças de escolas municipais, estaduais ou particulares podem agendar visitas às três trilhas ecológicas disponíveis no local, além, de receber orientação sobre os cuidados com a natureza e respeito com o Meio Ambiente.
          Além disso, ainda conforme a prefeitura, há o projeto Cada Gota Vale, que é uma parceria do município com o Instituto Ecomaná. “A proposta, já adotada nas escolas municipais e em outros pontos do município, consiste no recolhimento do óleo de cozinha, que seria descartado de forma incorreta, por meio de ecopontos instalados nas escolas e outros locais. Além de gerar sustentabilidade, o projeto gera renda que mantém as atividades educacionais do projeto”, afirma a nota encaminhada pela Secretaria de Comunicação.

Lixo ecológico e reciclagem
“Pela primeira vez, Itapetininga adotou o projeto Lixeira Ecológica. Utilizando pneus que eram descartados de forma incorreta na natureza, alunos de escolas municipais, supervisionados por professores e monitores, montaram as “Lixeiras Ecológicas”, a custo zero, com sustentabilidade e promovendo a consciência ambiental nos pequenos. Ao todo foram desenvolvidas, aproximadamente, 500 unidades que estão distribuídas por todo município”, diz ainda a nota.
Com relação a reciclagem de materiais, o município conta com a Cooperita – Cooperativa de Reciclagem de Itapetininga. Segundo a prefeitura, a cooperativa “ampliou suas atividades e o número de cooperados aumentou em quase 100%. Com o barracão, veículos, uniformes e infraestrutura fornecida pela Prefeitura, mais de 20 famílias são beneficiadas com geração de renda e, inclusive, com o 13º salário, recebido no fim do ano passado pela 1ª vez”.
Um dos principais focos dos projetos desenvolvidos no município é a reutilização de matérias descartados no Ecoponto ou encontrados nos depósitos das secretarias municipais. Esses produtos passam por triagem e beneficiamento para poderem ser utilizados nos mais diferentes programas, segundo informou a prefeitura.
“Foi assim com o Parque Linear do Central Parque 4 L, que revitalizou brinquedos e desenvolveu outros à base de materiais reciclados. Tudo 100% sustentável e seguro para as crianças; na Lagoa Regina Freire, mais conhecida como Lagoa da Chapadinha, a técnica foi a mesma. A abertura da Lagoa ao público, uma reivindicação de muitos anos, foi feita também utilizando, em parte de suas instalações, materiais reaproveitados. O local é hoje um dos principais pontos de lazer e visitação do município, com pista de caminhada, parquinho, quadra de área, área de recreação e posto com segurança da Guarda Civil Municipal 24 horas”, afirma a nota da prefeitura.

Pioneirismo
“Com base num projeto relativamente simples e com a parceria do professor de Biologia, Carlos Poranga, Itapetininga foi a primeira cidade da região a criar uma “Ecobarragem”, um sistema flutuante feito a partir de garrafas de 20 litros, unidas em forma de corrente que, colocada em pontos estratégicos de rios ou ribeirões, retêm materiais em suspensão na correnteza. Foram instaladas, até o momento, duas ecobarragens no município e, após triagem, todo material recolhido é destinado à Cooperativa de Reciclagem de Itapetininga”, informa a Secretaria de Comunicação.
Ainda segundo esta fonte, “Itapetininga avançou significativamente no Programa Estadual Verde Azul. Em 2015 o município ocupava a posição 516 no ranking com nota 11.14. Já no último levantamento, realizado no ano de 2018, Itapetininga já aparecia na posição 191, com nota 41.04, uma melhora em 325 posições.
No final de maio, ainda conforme a administração municipal, estava programado o lançamento do Programa Câmbio Verde, cuja principal proposta é trocar quatro quilos de materiais recicláveis por um quilo de alimento. A iniciativa é inédita na cidade, segundo a administração municipal. O bairro escolhido para o lançamento foi a Vila Sônia, “área que de acordo com levantamentos da Secretaria da Promoção Social, apresenta um dos maiores índices de situações de vulnerabilidade social”, diz a nota encaminha pela prefeitura. A reportagem apurou que serão trocados papeis, papelão, plásticos, garrafas PET e latinhas que os moradores do bairro tenham separado.
          O programa aceita latas de alumínio, embalagem de água sanitária, margarina e detergente, garrafas PET, mangueiras, plástico filme, PVC, sacolas, papéis do tipo papelão, jornais, livros, cadernos, papel branco e misto também são aceitos. Segundo a prefeitura, as regras para troca são simples: troque 4 kg de materiais recicláveis por 1 kg de alimento. A prefeitura pede à população que todos os materiais trocados estejam limpos e secos.

          Para o marceneiro e vereador (PMDB) Eduardo Prando, 46 anos, mais conhecido como Codorna, “é preocupante” a informação de cientistas, cujos estudos apontam que 1 milhão de espécies podem ser extintas pela ação do homem. “É a prova que nós, seres humanos, estamos esgotando o mundo”.
          Na avaliação do vereador, que é oposição à atual administração municipal, Itapetininga “tem andado para trás” na questão ambiental. “Projetos de reciclagem são paliativos, não incentivos para o descarte correto. Tenho um projeto de IPTU VERDE, Poupa Tempo Ambiental, mas como sou oposição ao executivo fica tudo engavetado”.
          Segundo Codorna, a preocupação com a preservação ambiental na cidade “está ruim, mas o ponto positivo, é que tem muitos jovens envolvidos com a causa”. Para ele, não há uma política de Educação Ambiental eficiente implementada no município.
          O vereador também fala sobre como o cidadão comum pode contribuir para preservar a natureza: “jogando o lixo no lixo. Não jogando óleo de cozinha no ralo, nem remédios. Descartar entulhos nos lugares corretos e podas (de árvores) também”.

sábado, 25 de maio de 2019

Mais de 9 mil crianças aguardam uma nova família

Número de adoções tem crescido desde 2015



          Há uma frase que diz: adotar é um ato de amor que escolhemos fazer. E este ato de amor tem crescido no Brasil desde 2015, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça. Neste sábado, dia 25, é comemorado o Dia Nacional da Adoção.
          Ainda conforme os dados oficiais, há 9.540 mil crianças e adolescentes e pouco mais de 46 mil pretendentes estão cadastrados no CNA, coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça desde 2008. Na última década, mais de 9 mil adoções foram realizadas. Em 2018, por exemplo, foram realizadas 2.184 adoções por meio do cadastro. A título de comparação, em 2015 foram 955.
          Segundo o CNJ, com o cadastro, as varas de infância de todo país passaram a se comunicar com facilidade, agilizando as adoções interestaduais. Até então, as adoções das crianças dependiam da busca manual realizada pelas varas de infância para conseguir uma família.
          Ainda segundo o relatório das crianças e adolescentes cadastrados, quase a metade (49,8%) são pardos e menos de um por cento, índios. Na outra ponta, os que desejam adotar, a grande maioria (92,48%) aceitam crianças brancas e, entre estes, cerca de 15% só querem crianças brancas. Já os interessados em adotar crianças negras não chegam a 1%.

Cadastro mais ágil e transparente
Quadro mostra as adoções no país até maio de 2018

Em 2018, uma nova versão do cadastro entrou em funcionamento para as varas de Infância e Juventude de todo o Brasil. O novo cadastro, de acordo com o CNJ, permite aos pretendentes à adoção uma busca mais rápida e ampla de crianças, é resultado de propostas aprovadas pela maioria dos servidores e magistrados que participaram de debates nas cinco regiões do País este ano, organizadas pela Corregedoria. Outra novidade foi a junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas, de forma a possibilitar a pesquisa sobre o histórico de acolhimento da criança, anexando informações como relatório psicológico e social, além de fotos, vídeos e cartas.

Adoção internacional
          Se por um lado a adoção vem aumentando no país (com a média de uma criança adotada a cada quatro horas), o número de adoções internacionais realizadas em 2018 é o menor dos últimos 20 anos no Brasil. Foram concretizadas no ano passado 67 adoções de crianças por pretendentes de fora do país. A informação é do portal G1.
“As pessoas no país têm começado a adotar crianças com doença ou deficiência. Também estão mais abertas a grupos de irmãos que antes. Há uma mudança de mentalidade progressiva”, afirmou ao G1 Paula Leal, responsável pelo núcleo de adoção internacional do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Isso tem tido um impacto.”
Mas também existem os efeitos da crise mundial de 2008. Entre os quatro principais parceiros que têm entidades credenciadas para adoção (EUA, França, Espanha e Itália), três ainda têm uma taxa de desemprego superior à de 2008. Ou seja, não houve uma recuperação. E a adoção internacional é um processo muito caro”, afirma Paula, que é especialista em políticas públicas e gestão governamental. Há três anos, os estrangeiros passaram a ser incluídos no cadastro. Ainda assim, existem atualmente apenas 287 pretendentes de fora do país cadastrados.
Segundo o G1, das 67 adoções internacionais feitas no ano passado, 35 foram de meninas e 32 de meninos. O Paraná é o estado com mais adoções feitas por estrangeiros (18) seguido por Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, ambos com nove adoções cada.

Sociedade civil
          A sociedade brasileira tem se mobilizado para reduzir a fila da adoção. Uma iniciativa que conta com o apoio do poder público é a criação de grupos de apoio à adoção, onde pais trocam experiências e informações, contando com a orientação de autoridades. Esta experiência tem gerado frutos em Itapetininga, através do GAADI (Grupo de Apoio à Adoção de Itapetininga) e em Tatuí, através do GAATA, que completa 17 anos em 2019.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Itapetininga faz recadastramento de mototaxistas

Profissionais devem comparecer à Secretaria de Trânsito até o dia 31



          Mototaxistas que atuam em Itapetininga têm até o final do mês para fazer o recadastramento junto à Secretaria de Trânsito e Cidadania do município. Os profissionais devem comparecer ao órgão a partir de segunda, 27, até o dia 31;
          Segundo nota da prefeitura, devem fazer o recadastramento “os Mototaxistas Autônomos portadores de Cartão Individual com prazo de validade vigente, cadastrados nas vagas dos Pontos 02 e 03 para realizar recadastramento conforme alteração no Decreto nº 1.498, 13 de maio de 2016”.
          Os pontos citados na convocação ficam nas ruas Júlio Prestes e Coronel Afonso, área central da cidade. De acordo com a prefeitura, “aqueles que tem intenção de mudar de ponto deverão protocolar a pretensão no Atende Fácil do Paço Municipal e da Vila Rio Branco entre os dias 27 a 31 de maio, com cópia do cartão individual com prazo de validade vigente, cópia da CNH e cópia da Certidão de Tributos Municipais. Eventuais vagas restantes deverão ser pleiteadas da mesma maneira, sendo o critério para a concessão o de maior tempo de inscrição municipal no ramo de mototaxista, conforme o Decreto nº 1.899, de 17 de maio de 2019”

Onde fica
          Para quem se interessar em mudar de ponto ou mesmo que procura vaga para atuar como mototaxista, o Atende Fácil Vila Rio Branco fica à Av. Pe. Antonio Brunetti, 501, e o Atende Fácil do Paço Municipal fica à Praça dos Três Poderes, 1000 – Jd. Marabá. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas.

Segurança Pública

          Representantes das forças de segurança que atuam no município foram recebidos na última semana pela prefeita Simone Marquetto para um café da manhã (foto).
          Segundo a prefeitura, “a ação conjunta dos grupamentos, associada ao trabalho preventivo realizado no município deram a Itapetininga a 8ª posição no ranking das cidades mais seguras do Estado em relação a crimes letais, segundo dados do Instituto Sou da Paz a partir de indicadores da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo”.
          Ainda de acordo com a administração municipal, “este número contribuiu para que Itapetininga subisse 60 postos na segurança no ano passado entre as 139 cidades paulistas acima de 50 mil habitantes, que deixou a 90ª colocação e subiu para o 30º lugar. A queda de 53,3% em 2018 nos índices se comparado com o ano anterior foi recebida com entusiasmo pela Chefe do Executivo e, de acordo com análise de especialistas da área, refletem a efetiva atuação conjunta das forças de segurança combinada a uma série de políticas públicas implementadas no município que contribuíram na expressiva redução.
“Esse é o resultado de um trabalho realizado em conjunto com as polícias militar, civil, ambiental, rodoviária, Corpo de Bombeiros e da nossa Guarda Municipal. Isto é muito importante porque atrai investimentos, turismo e mostra que as ações preventivas no município estão no caminho certo”, destacou Simone.
Balanço
O delegado Seccional de Itapetininga, Marcelo Murat, apresentou o balanço do 1º trimestre deste ano e Itapetininga registrou redução na criminalidade. Roubos tiveram redução de 46% (neste ano, foram 36 ocorrências, se comparado ao mesmo período do ano passado que registrou 67). Furtos mantiveram (em 2019, foram 329 e em 2018, foram 330), Roubo de Veículos teve redução de 33% nas ocorrências (foram 4 neste primeiro trimestre, já em 2018, foram 6) e Furto de Veículos a redução foi de 36% (27 neste primeiro trimestre, enquanto que em 2018, foram 42).
“Esse resultado é gratificante para nós, da polícia e principalmente, para a população, que se sente mais e mais segura com nossos homens a campo”, disse o delegado Murat. Para o Tenente Coronel, Benedito Tadeu Galende, comandante do 22º BPMI, o patrulhamento é feito incansavelmente em toda a cidade. “Temos oficiais capacitados e treinados para atuar nas mais diversas áreas de segurança de Itapetininga e graças a soma das polícias integradas, mantemos os índices baixos de criminalidade em nossa cidade”, enfatizou o Tenente Coronel Galende.

Defesa Civil
          Também na semana passada, profissionais da Defesa Civil que atuam no interior de São Paulo, estiveram reunidos em Itapetininga, em encontro com representantes de 38 municípios no Auditório Municipal “Alcides Rossi”, anexo ao Paço Municipal.
O encontro que foi a 11ª edição do Oficina Preparatória para Operação Estiagem e contou com a presença do subsecretário de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo, Major PM Ricardo Pereira. O objetivo do evento foi capacitar os municípios para atuarem preventivamente frente aos problemas típicos de verão, por meio de vários temas abordados pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, Instituto Geológico e Somar Meteorologia.
“Os participantes desta oficina serão os futuros divulgadores do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil em suas comunidades e contribuirão muito para a divulgação do tema Defesa Civil, na sociedade”, concluiu a prefeita Simone Marquetto.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Começa a campanha do Agasalho 2019 na cidade

Expectativa é arrecadar mais de 60 mil peças



          A prefeitura de Itapetininga lançou nesta quarta, 22, a Campanha de Inverno Aquece Coração, em prol à Campanha do Agasalho 2019;
 “A expectativa é superar a arrecadação do ano passado, que foi de 60 mil peças, e conseguir atender ainda mais famílias. Também arrecadamos dois mil cobertores. A população pode colaborar doando cobertores novos e em bom estado e agasalhos nos pontos de coleta que estão espalhados pela cidade”, complementou a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Sueli Esteves.
A Campanha de Inverno 2019 em Itapetininga conta com aproximadamente 140 pontos de coleta distribuídos em todo município. Comércios, indústrias, escolas, igrejas e áreas públicas estão com as caixas oficiais da campanha disponíveis para receber as doações de toda a população.
No ano passado, segundo a administração municipal, aproximadamente 1,4 mil famílias foram beneficiadas. A campanha seguirá durante todo o mês de junho. As doações arrecadadas durante a campanha serão revertidas às famílias cadastradas nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e, em áreas rurais; agentes de saúde farão uma triagem com as famílias para fazer a doação.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Comunidade realiza festa

Entre as atrações, pratos como bolinho de frango e pizza



          A comunidade Nossa Senhora do Sagrado Coração, no Jardim Fogaça (Itapetininga) realiza até o próximo domingo, 19, festividades em louvor da padroeira.
          A parte religiosa da festa conta com uma novena (iniciada dia 9) e missas nesta quarta, quinta e sexta-feira, a partir das 19h30. No sábado, 18, haverá procissão, a partir das 18 horas, e santa missa com a coroação de Nossa Senhora do Sagrado Coração. No domingo, um almoço beneficente a partir das 12 horas encerra a festa.
          Na parte recreativa, durante toda a semana haverá venda de bolinho de frango, pizzas, doces e refrigerantes. A comunidade de Nossa Senhora do Sagrado Coração fica à rua Professora Maria Diniz Vieira de Souza, 500, no Jardim Fogaça.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Autor volta com nova peça após intervalo de 10 anos

Rogério Sardela fala sobre sua nova montagem

Autor mostra texto da nova peça

          Após um intervalo de uma década, o ator, autor teatral e jornalista Rogério Sardela, de 45 anos, está de volta com uma nova montagem. A peça, cujo elenco foi definido recentemente, trata do cotidiano do trabalhador brasileiro. Uma realidade que Sardela conhece bem já que, por opção pessoal, não se limitou às atividades culturais e exerceu várias profissões em diferentes segmentos. Uma experiencia que ele garante ter sido enriquecedora e importante ajuda para escrever seus textos.
          Nesta montagem intitulada O Salvador da Casa, Sardela, além de ser o autor, também dirige e atua. A comédia deve estrear em setembro deste ano.
          Rogério Sardela falou com exclusividade para o Marconews sobre este novo projeto, sua paixão pelo teatro e sobre o desejo de viver de cultura em um país como o Brasil. Veja a seguir os principais trechos da entrevista.

Paixão

Marconews - O que é o teatro para você? Como surgiu essa paixão?

Rogério Sardela - O teatro - uma das mais antigas formas de expressão do ser humano, uma vez que tem como principal base o próprio corpo. Para mim o teatro é não ter pudores, a oportunidade de vivermos uma vida que não é da gente. No popular, o ator empresta seu corpo para a personagem, como se outro alguém se manifestasse através dele, não mesmo? Minha primeira experiência se deu por volta de 1990/1991, quando fiz figuração na Paixão de Cristo, dirigida pelo saudoso Antonio Balint (diretor de teatro itapetiningano já falecido), mas um pouco antes, havia assistido ‘As Desgraças de Uma Criança’, de Martins Pena, no Clube Recreativo Itapetiningano. De alguma forma aquilo ficou marcado.

Marconews - Há quanto tempo você escreve peças e participa de montagens?
Rogério Sardela - Oficialmente desde 1993 como ator. O lado escritor de peças a partir de 1996.
Marconews - Você disse recentemente que passou por várias experiências profissionais. Esta pluralidade de experiencias o ajuda no trabalho de escrever peças?
Rogério Sardela - Sim. O fato de ter trabalhado em diferentes áreas inspira na criação de personagens, seja de minha própria obra ou na composição de vidas escritas por outros escritores. Fatos do cotidiano, verídicos ou não, também podem servir de ponto de partida para algum momento do autor/ator.
 
Rogério com o filho, Fernando
Marconews - É possível viver da Cultura no Brasil? E no seu caso, viver do teatro?
Rogério Sardela - Pergunta muito difícil de ser respondida, pois o artista no Brasil, com exceção de cantores e atores midiáticos, muitas vezes trabalha por ‘amor à arte’, mas não se pode esquecer que por trás da personagem está o ator, que antes de estar no teatro, é cidadão comum, pai de família, solteiro, enfim, alguém que também batalha para o seu sustento e paga suas contas. O momento no palco pode ser mágico, mas ninguém vive só de aplausos. Gostaria de viver de teatro, mas sei que a realidade é outra. Não digo que seja impossível. Cada um tem seu ponto de vista.

Marconews - Depois de um intervalo de uma década, você voltou a escrever. Por que esse período tão grande de intervalo? E por que decidiu voltar agora?
Rogério Sardela - O último texto foi em 2009 – o monólogo ‘Revelações de Um Cinquentão’, encenado em 2010. De lá para cá fui fazer outras coisas. Nunca me limitei a ser apenas jornalista, ator ou escritor. Queria mais. Então neste intervalo passei no concurso para ser Conselheiro Tutelar (que durou até 2015, quando terminou o mandato). Mesmo enquanto estava como conselheiro, entre 2012 e 2013 me profissionalizei como Técnico em Segurança no Trabalho. Em 2016 fui assessor de imprensa do Clube Recreativo Itapetiningano, mesmo ano em que disputei as eleições para vereador. Havia iniciado algumas linhas de meu novo texto para o teatro, mas com a loucura das eleições, parei com o texto, já que o foco era outro. A falta de tempo me tirou o ‘tempo’ para o teatro. Não fiquei ausente porque quis. É curioso e ao mesmo tempo gratificante que mesmo estando tanto tempo fora dos palcos, em 2018 recebi vários convites para participar de peças, como do Paulinho Carriel, Angelo Ricchetti e Fábio Jurera.

Marconews - Do que trata a peça que está montando? Como está o trabalho de captação de recursos para a montagem? Já tem elenco escolhido? Quando é a estreia?
Rogério Sardela- A peça retrata o cotidiano do brasileiro, especialmente a classe trabalhadora. Neste caso, tudo acontece numa república, onde três homens sem qualquer parentesco expõem as dificuldades enfrentadas para ganhar o pão de cada dia. Um deles vive de bicos e do Bolsa-Família. O outro é professor em escola estadual e o terceiro vendedor em lojas de calçados, além de ser fã incondicional de Michael Jackson. É uma comédia, que cita inclusive coisas e pessoas de Itapetininga. O ponto alto da história será o final. Daí a justificativa para o título da peça ‘O Salvador da Casa’. O trabalho para captação de recursos vai começar, mas para isso é preciso programação, inclusive de estreia. Sim, já tenho o elenco. Além de mim, que estarei dirigindo e atuando, tem também a participação dos atores Magnus Machado, Sérvulo Santos e José Ferreira. O espetáculo deve estrear no máximo em Setembro.

Marconews - Se pudesse, o que faria para impulsionar/incentivar a cultura em Itapetininga e Região?
Rogério Sardela - Nossa cidade merece o seu tão sonhado teatro municipal. Como disse em outra ocasião, o que existem são espaços improvisados, não desmerecendo nenhum, e o teatro do Sesi, maravilhoso, mas privado. Balint dizia que lutaria com os grupos para que Itapetininga fosse conhecida como a ‘Terra do Teatro’, assim como Tatuí é a ‘Terra da Música’. Se pudesse lutaria para conseguir esse título (e é possível), levaria o teatro para a periferia, para todas as escolas. Como diz a canção, ‘o artista tem de ir aonde o povo está’, mas sozinho não se faz nada. É preciso parcerias, oferecer condições.

Marconews - Como avalia a política cultural em Itapetininga?
Rogério Sardela - Em termos de teatro os grupos estão trabalhando e levando Cultura para a população. Muito já foi feito para que o cidadão vá ao teatro, mas ainda existe uma certa resistência, aquela velha conversa: ‘não gosto de teatro’. Acho um absurdo, como se as telenovelas não fossem feitas por atores, só diferindo na forma de transmissão. As novelas são gravadas. O teatro é ao vivo.

Texto: Marco Antonio
Fotos: Arquivo pessoal