quinta-feira, 28 de outubro de 2021

A imigrante sérvia que fugiu do Nazismo e veio para o Brasil

Livro conta a história de Nevenka Paunovic



            Uma jornada pela vida e pela liberdade. Assim pode ser definida a história da imigrante sérvia Nevenka Paumovic, que deixou sua terra para escapar dos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, e chegou ao Brasil, onde constituiu família e viveu em paz.

            Para contar a trajetória de Nevenka e relembraar os 80 anos da invasão nazista na Sérvia, o delegado aposentado Jorge Paumovic, filho de Nevenka, lança nesta quinta-feira, dia 28, às 19:30 no Teatro do SESI, o livro O Danúbio Vermelho.

            A obra também propõe uma reflexão sobre as raízes das famílias e os impactos da guerra em nossas vidas. Haverá ainda um debate com o autor, mediado pelos jornalistas Carla Monteiro, Fábio Arruda Miranda e Guto Nunes, bem como a exposição de objetos pessoais de Nevenka Paunovic durante seu período de refugiada. A entrada é gratuita e as vagas são limitadas.

 

Protocolos

Por conta da pandemia do COVID 19 serão seguidos todos os protocolos de segurança e será obrigatória a reserva prévia do ingresso para a entrada, bem como a utilização de máscara durante todo o evento. O teatro do SESI de Itapetininga está localizado na Avenida Padre Antônio Brunetti, 1.360.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Sesi recebe exposição de arte popular

 Mostra acontece no Sesi até 11 de dezembro

Esculturas da mostra


 

            A cultura popular brasileira e suas diferentes manifestações é o tema central de exposição que acontece na unidade do Sesi de Itapetininga. A mostra foi aberta oficialmente na sexta-feira, 22, e pode ser visitada até o dia 11 de dezembro. A entrada é gratuita.

            A exposição Criar, Fazer, Viver, tem por objetivo, segundo a curadora Vera Cardim, “mostrar um pequeno panorama da cultura brasileira e sua diversidade; o que a gente chama de cultura brasileira tem várias facetas, e o que nos une é também essa diversidade, estas facetas, esse contatos”, afirmou Vera. Ela destaca que muitos trabalhos mantêm “suas características de grupos distintos e muito específicos, e outros já apresentam aquela mistura; a intenção é mostrar como nós temos uma produção cultural dos povos indígenas, da arte e cultura cabocla e da cultura popular, que não fica devendo em nada ao mercado da arte”, comentou a curadora.

            Embora não haja nenhuma obra especifica da comunidade quilombola nesta mostra, a curadora afirma que “com certeza temos peças aqui ligadas à cultura quilombola”. Vera Cardim ressalta ainda que “quando você pensa em cultura popular, a mistura da matriz afro está muito presente”.

 

Transformação

            Vera Cardim afirma que “a cultura (popular) nunca desaparece como um todo; ela pode se transformar”. De acordo com a curadora, “a cultura pode ser preservada através de sua divulgação, como uma exposição, por exemplo”. Vera também afirma que existem manifestações de cultura popular também nas grandes cidades, com festas como a do Divino Espírito Santo. “Se você for em uma igreja de bairro, as festas estão lá acontecendo”.

            “As expressões populares estão sempre em um campo de disputa com os grandes meios de comunicação. E quando falamos nos grandes meios, pensamos no mercado, que impõe uma produção distante da cultura popular, mas eu acredito que ela (cultura popular) persiste e de tempos em tempos temos de promover este contato, principalmente para as crianças e jovens, para que conheçam a história que tem a ver com seus antepassados”, afirma Vera. Ela ainda se surpreendeu ao saber que que o folclorista e historiador Rossini Tavares de Lima, um dos criadores do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, vinculado ao Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e do Museu de Artes e Técnicas Populares Mário de Andrade, é nascido em Itapetininga. A curadora disse "ser possível que parte (das peças da mostra) tenha sido colhida diretamente por ele, Rossini, mas não tenho como afirmar".

 

Obras

            A exposição Criar, Fazer, Viver, traz para o Espaço Galeria, no Sesi, 53 obras de arte indígena, peças da cultura caipira e cabocla, e de tradições de matrizes africanas. A mostra é uma oportunidade de ampliar o acesso do público a` cultura popular e ao repertório visual tradicional de regiões distintas do país. Os bens culturais expostos – em tela, papel, barro ou madeira – documentam poéticas das mais variadas, confirmando a diversidade de referências e a potência instintiva do povo brasileiro”, ressalta a curadora Vera Cardim.

As criações selecionadas fazem parte do acervo do Museu das Culturas Brasileiras, pertencente ao Departamento de Museus da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, instituição referência em pesquisa e difusão do patrimônio cultural, material e imaterial, do povo brasileiro.

SERVIÇO: 
Exposição Criar, Fazer, Viver

LOCAL: Sesi Itapetininga – Av. Padre Antônio Brunetti, 1360 – V. Rio Branco

PERÍODO: de 22 de outubro a 11 de dezembro de 2021

HORÁRIO: terça a sábado, das 9h às 20h

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

INFORMAÇÕES: (15) 3275-7952

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Sorria! E viva mais e melhor!

 O ato de sorrir traz benefícios físicos e mentais



 

            Encarar a vida com um sorriso no rosto pode não resolver todos os seus problemas, mas certamente deixa a jornada mais leve. Afinal, quem não gosta de receber um sorriso, seja em um simples bom dia ou ao encontrar aquele velho amigo que há tempos não vê? Quem não sorri ao chegar em casa e ser recebido com todo amor por seu cachorro?

            Os cientistas já sabem que sorrir faz bem para o corpo, pois libera hormônios que ajudam na sensação de prazer. Então, realmente rir é o melhor remédio! E não precisa apreciar com moderação! Ao contrário: ria muito. Sua saúde agradecerá.

            O sorriso é algo tão importante que tem seu próprio dia para ser festejado: 1º de outubro é o Dia Mundial do Sorriso. Quando sorrimos, nosso cérebro recebe as informações e, de lá, manda reações motoras. Quando sorrimos, comunicamos ao nosso cérebro que estamos felizes. Nosso corpo reage com gestos mais leves.

Segundo Abilene Rodrigues, jornalista e especialista em Neurociência em Performance Humana, mesmo quando se está triste, ao emitir um sorriso “forçado”, comunicamos ao nosso cérebro que estamos bem. Esse sorriso foi estudado e defendido em meados do século XIX pelo neurologista Guillaume Duchenne, como um sorriso diferente.

Nada de ruim tem nele, tampouco falso. É um tipo de sorriso que se origina com a contração dos músculos zigomáticos maior e menor próximo à boca, que, por sua vez, elevam os cantos dos lábios. Quando você começa a praticá-lo, o cérebro entende que você está feliz e todo o seu corpo reage com emoções positivas. Ele libera dopamina e endorfina, responsáveis pela sensação do prazer ou de anestesiar os sofrimentos que estamos passando. Isto, por sua vez, reduz a liberação de cortisol, o hormônio do estresse. Lógico que é melhor estarmos felizes para sorrir, mas independente se ele for natural ou espontâneo, o sorriso oferece uma série de benefícios. Inclusive é um grande amortecedor. “Quando chegamos em um lugar e ninguém nos conhece, o sorriso é um grande amortecedor, pois passamos a sensação de otimismo, simpatia e leveza”, afirma a jornalista". Veja matéria completa na edição deste mês da revista Hadar (www.revistahadar.com.br)


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Tecidos antivirais para carros

 Tecnologia inovadora tem ação bactericida e antiviral

Os tecidos retém sujeira e vírus


             Um dos efeitos da pandemia do coronavírus na indústria automobilística é o aumento da preocupação das montadoras com a saúde das pessoas, principalmente em veículos de uso coletivo ou famílias grandes que usam o carro todo dia. Nesta linha de pensamento está o uso de materiais que combatem inimigos invisíveis, como bactérias, vírus e até gases nocivos, como os que saem do escapamento.

            Alguns veículos usam filtro de ar-condicionado com uma camada de carvão ativado, que segura o mau cheiro e parte da poeira, fungos e bactérias. Mas, por ser uma matéria-prima cara, o carvão ativado só é usado em veículos topo de linha. Mesmo assim, seu uso tem aumentado, devido à alta capacidade de absorção e desintoxicação. Essas caraterísticas fazem com que o carvão ativado seja usado em inúmeros produtos, incluindo pasta de dente e enxaguante bucal.

Por esta razão, os fabricantes estão buscando alternativas para o uso do material, como por exemplo, em tecidos e revestimentos de várias partes do veículo.



            Estudos estão sendo feitos para avaliar a eficácia do produto em revestimentos. Em alguns casos, a capa que recobre o tecido dos bancos do carro, feito em poliamida, conta com um fio de ação bactericida e antiviral, inclusive contra o coronavírus. Este fio possui poros onde é introduzida prata. Com isto o fio pode ser transformado em diferentes texturas e cores; até roupas já estão sendo fabricadas com esta tecnologia. Este tecido tem ação duradoura (mesmo após muitas lavadas) e as montadoras já estudam oferecer bancos feitos com este material. Também estão sendo desenvolvidos tecidos voltados para o transporte coletivo

 

Mais tecnologia

Em alguns veículos, sensores monitoram o nível de poluição das ruas por onde o automóvel está passando. Em caso de números altos, o sistema fecha automaticamente a entrada de ar e ativa a recirculação no interior do carro, impedindo a entrada de poluição e sujeira. Outra tecnologia que está sendo testada usa altas temperaturas para eliminar inimigos invisíveis que possam estar se escondendo no interior do seu carro. Tudo isso em nome da saúde das pessoas!

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Engenheiro florestal: especialista fundamental nos dias de hoje

 Profissional atua para promover produção sustentável


            Neste dia 12 de julho, é comemorado o dia do Engenheiro Florestal, profissional que promove o uso sustentável dos recursos naturais. Em tempos onde a questão ambiental e o crescimento econômico devem andar lado a lado para proporcionar um desenvolvimento sustentável, o papel do engenheiro florestal torna-se a cada dia mais importante.

            Profissional com larga experiência na área, Antônio Orlando da Luz Freire Neto trabalha no Instituto Florestal de Itapetininga, localizado no bairro do Barro Branco. Em entrevista ao Marconews, ele conta como é a profissão que exerce

“O engenheiro florestal é o profissional que promove o uso sustentável dos recursos naturais”, explica Orlando Freire.

Ele ressalta que “nesta época de aquecimento global e mudanças climáticas, (o engenheiro florestal) tem papel fundamental na captura de carbono emitido pela atividade humana, com o plantio e manutenção de áreas florestais naturais e florestas para fins econômicos”. Freire lembra que “as árvores, através de seu metabolismo, conseguem capturar o carbono emitido e presente na atmosfera e transformá-lo em madeira e produtos que não sejam madeira, de larga aplicação para benefício do homem”.

“Neste contexto, além de promoverem a conservação e a preservação de matas e florestas nativas, constroem e arquitetam maciços florestais com fins comerciais. Trabalham com o intuito de melhorar a produção e promover a produção sustentável de produtos florestais”, diz Orlando Freire sobre o papel do engenheiro florestal, acrescentando que estes profissionais “são responsáveis por estudar e interpretar ecossistemas florestais naturais, de modo a propor estratégias sustentáveis para a utilização racional destes recursos: produção de água, prospecção de fármacos, conservação de fauna e flora, turismo e lazer entre outras atividades”.

 

Pesquisas

Ainda de acordo com Freire, os engenheiros florestais “selecionam plantas potenciais, identificam e classificam espécies botânicas e analisam sua adaptação ao ambiente, promovendo sua multiplicação. Neste sentido, essencialmente, realizam pesquisas e experimentações, indo do melhoramento genético, formas de implantação e condução florestal; bem como seu uso sustentável”.

 

Papel importante

“Através das pesquisas florestais aliadas à legislação florestal, o Brasil tem importante papel no mercado internacional; é responsável por parte significativa da produção de celulose e papel de eucalipto. Recentemente, vem se formando como grande produtor de resina de pinus, ocupando a segunda posição no mercado mundial com tendências fortes de alcançar a primeira posição nesta matéria-prima; fonte de produtos utilizados largamente nas indústrias alimentícias, farmacêuticas, de tintas e solventes entre outras”, afirma Orlando Freire. Esta situação se deve, segundo ele “ao conhecimento, expertise das técnicas de produção e implantação florestal, bem como o fato das florestas serem plantadas. Tanto o eucalipto, como o pinus, têm papel de destaque no nosso município e região e isto alavanca o desenvolvimento regional. O pinus principalmente tem promovido significativas mudanças em municípios da nossa região: melhorando a qualidade de vida, arrecadação, geração de renda e postos de serviços e, principalmente fazendo surgir pequenos e microempresários voltados a exploração; isto significa melhoria dos Índices de desenvolvimento humano destas cidades”.

 

Mais atividades



Orlando Freire cita outras atividades inerentes ligadas à profissão de engenheiro florestal, com destaque para “a arborização de áreas urbanas, ruas, praças e jardins e avaliação dos impactos ambientais de atividades humanas”.

Na avaliação de Freire, “em função do trabalho deste profissional e dos objetivos e compromissos assumidos é possível conciliar a manutenção e aumento das áreas naturais bem como o desenvolvimento econômico como já discorremos. Mais que tudo, é possível assistir e presenciar o retorno de espécies da fauna regional como onças, tamanduás, lobos, aves e outras antes difíceis de serem notadas. É preciso também o comprometimento da sociedade para alcançar estes objetivos e aí outro papel que o engenheiro assume através da educação ambiental e programas específicos voltados principalmente aos escolares”.

 

Região

Freire aponta ainda a interação “com outras produções do agronegócio pelo consórcio com outras atividades: agricultura e pecuária. Nossa região é um importante polo na produção de mel, oriundos deste trabalho nas florestas de eucalipto e nas áreas naturais ao redor destes povoamentos”.

Finalizando. E danda uma dica para quem se interessar pela profissão, Orlando Freire explica que “as escolas de engenharia florestal estão distribuídas no país, especificamente próximo a Itapetininga podemos elencar a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz em Piracicaba; UNESP de Botucatu; UFSCar de Sorocaba e FAIT em Itapeva”.

Dia 12 de julho é destinado a comemoração do dia do engenheiro Florestal pois é dedicado a São João Gualberto que no início do século XI começou um trabalho de reflorestamento ao redor do mosteiro que dirigia.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Família homenageia pai e filho com expedição ecológica

 Filhos e netos de Venâncio Ayres Monteiro instalaram placa em trilha


Família Monteiro

            Filho de família tradicional de Itapetininga, o farmacêutico Venâncio Ayres Monteiro foi um dos profissionais mais conhecidos e queridos não apenas em Itapetininga, mas em várias cidades da Região, nas quais trabalhou e viveu. Ao longo da vida, teve aproximadamente 15 farmácias. Prático, fazia suas próprias fórmulas de remédio. Monteiro faleceu em 2013, aos 83 anos, vítima do Mal de Alzheimer.

            Carismático e dono de um grande coração, tratou e ajudou muita gente. Entre os anos 60, 70 e 80, muitos moradores de Itapetininga buscavam o auxílio com o seu Venâncio. E para quem tem dúvida: sim, ele é parente de Venâncio Ayres, patrono do centenário clube do mesmo nome. Republicano e abolicionista, Ayres deixou Itapetininga e se radicou no Rio Grande do Sul, onde hoje há a cidade de Venâncio Ayres, que recebeu este nome em homenagem ao advogado itapetiningano.

 

Homenagem

Venâncio Ayres Monteiro foi casado com Terezinha Silva Monteiro (atualmente com 92 anos) e teve cinco filhos: Elvira Aparecida Silva Monteiro, Benedito Henrique Monteiro Neto (Didi), Ana Elisa Monteiro, Marco Antonio Silva Monteiro e Antônio Cesar Silva Monteiro (Nenê).

            O patriarca era apaixonado pela natureza e passou essa paixão para os filhos. Há mais de 30 anos a família possui propriedade no Vale do Ribeira. Didi também compartilhava desse amor pela natureza e, até os anos 90, acompanhava o pai e os irmãos nos passeios pela mata. Ele faleceu em 2018, aos 64 anos, de enfarte. Desde então, a família vem planejando homenagear pai e filho, colocando uma placa na trilha que leva às terras da família. Devido à pandemia, o projeto foi adiado, mas, após um planejamento de três meses, finalmente foi realizado no último mês de junho. Saiba agora como foi essa aventura no relato de Marquinho Monteiro, filho de Venâncio e irmão de Didi.

 

Marconews - Como surgiu a ideia de uma expedição em família para homenagear seu pai e seu irmão?



Marco Monteiro - Logo após o falecimento do meu irmão Didi, meu irmão Nenê mandou fazer uma placa em inox para a homenagem, isso há mais de 2 anos, mas daí veio a pandemia e só agora conseguimos fazer a homenagem.



Marconews- Quantas pessoas participaram da expedição? Todas da família? Como foi o planejamento para esta aventura? Quantos dias durou a expedição?

Marco Monteiro

Marco Monteiro - Foram 4 participantes ao todo, se fosse toda família teria de ser um ônibus, foram eu e minha filha mais velha e meu irmão com sua filha mais velha, o planejamento estava sendo feito desde abril, quando decidimos e acertamos a data, após isso feito foram praticamente 3 meses acertando o que comprar e o que levar, mantimentos e equipamentos.

Marconews - Por que escolheram o Petar? No vídeo você aparece colocando uma placa em homenagem ao seu pai e irmão. Onde exatamente a placa foi colocada?

Marco Monteiro - Na Verdade não escolhemos o Petar, apenas faz parte de nosso caminho para chegar em nossas terras que temos há mais de 30 anos no sertão; por meu pai e irmão adorarem o local, onde muitos passeios fizemos juntos e no mesmo local, então foi lá que homenageamos os dois, a placa foi colocada no alto e no final da trilha, local onde acampamos e ficará como referência para próximas expedições.

Marconews - Fale um pouco de seu pai e de seu irmão. Seu pai foi figura de destaque em Itapetininga, mas as novas gerações não o conhecem. Quem foi Venâncio Ayres Monteiro?

Marco Monteiro - Meu pai foi um Farmacêutico muito conhecido em nossa cidade e região, era querido por muitos, ajudou muita gente, fazia suas próprias fórmulas de remédio, teve ao longo do tempo aproximadamente 15 farmácias: em Sete Barras, São Miguel, Gramadinho, Rechã e aqui em nossa cidade todas em épocas diferentes. Faleceu em julho de 2013 com 83 anos vítima do mal de Alzheimer.

Belas paisagens compõem a trilha


Meu irmão Didi foi o cara, amigo, irmão, companheiro, ajudava a todos mesmo sem poder, adorava estar com a gente nessas aventuras e fez muita falta nessa. Faleceu em setembro de 2018 com 64 anos, de enfarte

Marconews - Qual a sensação após realizar a expedição? Ela vai se tornar uma tradição?

Marco Monteiro - A sensação de missão cumprida, foi emocionante, isso porque tínhamos como missão atingir o lugar mais alto que conseguíssemos chegar, foram mais de 3 horas com bagagem pesando aproximadamente 25kg, caminhando sobre pedras e água, subindo a montanha no meio do sertão. Na verdade, essa expedição já é tradição em nossa família, pois a fazemos desde final dos anos 90 ainda com meu pai e o Didi, mas aproximadamente 5 anos atrás que resolvemos tornar frequente, pois além de gostarmos da aventura temos de cuidar do que é nosso.

Marconews - Agora fale um pouco de você

Meu nome é Marco Antônio Silva Monteiro, 58 anos, separado, 4 filhos, trabalho na área de segurança patrimonial, amante da vida, da paz, tento levar a vida dia a dia, sorrindo, feliz, agradeço a cada minuto vivido, sou simples e um amante da mãe natureza no qual tenho maior respeito e admiração. Aos interessados nessa aventura e informações entrar em contato comigo pelo cel15 99729-1706(Zap) agendamos grupos com 8 pessoas no máximo.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Projeto quer destinar celulares apreendidos para escolas públicas

 Iniciativa é de professora itapetiningana e foi encaminhada ao Senado


            Inspirada em uma notícia de que o governo de Minas Gerais iria doar para alunos carentes os celulares apreendidos nos presídios estaduais, a professora itapetiningana Luciana Abreu (foto) encaminhou ao Senado Federal proposta para tornar esta iniciativa em lei nacional. O projeto precisa ter pelo menos 20 mil assinaturas, até setembro, para entrar em discussão.

            Por esta razão, Luciana tem pedido nas redes sociais para que amigos acessem o projeto e apoiem a ideia. O link é: Ideia Legislativa - Doação de celulares apreendidos nos presídios para os alunos das escolas públicas :: Portal e-Cidadania - Senado Federal .

            Ao atingir o apoio de 20 mil pessoas, a ideia se torna uma sugestão legislativa e pode ser debatida pelos senadores. O prazo se encerra no dia 14 de setembro.

            Nesta entrevista exclusiva ao Marconews, Luciana Abreu conta como surgiu a ideia e afirma: “é importante ter novos olhares sobre antigos problemas, a sociedade tem o poder de transformar vidas. O futuro com igualdade, equidade e soberania só é possível através do cuidado que temos com nossas crianças e jovens. Gratidão, se não conseguir, espero que alguém tenha um olhar sobre o assunto e possa proporcionar essa mudança. E que todos os alunos possam ter as mesmas possibilidades”.

            Segundo a professora, a ideia de doar os celulares apreendidos nos presídios para as escolas públicas, auxiliando os alunos mais carentes a terem acesso à pesquisa e tecnologia, “surgiu de um artigo no jornal que abordava justamente isso: os celulares apreendidos nos presídios de Minas Gerais seriam doados para os alunos carentes. Há internet nas escolas, contudo, com o cenário da pandemia, os alunos estão acompanhando as aulas em casa através do app do centro de mídias, além das aulas disponibilizadas pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação), toda a escola está transmitindo as aulas dos nossos professores pelo CMSP (Centro de Mídias de São Paulo), mas para tanto, é preciso um celular ou notebook, e há alunos que não possuem celulares ou há apenas um celular disponível na família, geralmente o dos pais, e, desta forma os alunos só tem acesso após a chegada dos pais do trabalho, e foi pensando neste público que decidi  propor essa ideia de Lei. Em uma reportagem do g1 de 2018, falava-se de 10 mil celulares apreendidos em São Paulo”.

            Luciana afirma que não contatou pessoalmente nenhum senador. “Propus diretamente no site do Senado, sim, o tempo é muito curto, e nós é que somos os responsáveis por angariar as assinaturas, por isso, conto com a ajuda dos amigos para divulgação, e tentar dar visibilidade para os alunos que necessitam de aparelhos para a inclusão digital”.

 

Quem é a autora

            Filha de professores, Luciana Abreu é Engenheira Química de formação pela Universidade de Ribeirão Preto, com licenciatura em Química pela Universidade Católica de Brasília e pós-graduação no Ensino de Química pela UNESP, foi tutora presencial do curso de Engenharia Ambiental da UFSCAR- UAB, professora efetiva da Secretaria da Educação, trabalhou na Diretoria de Ensino como PCNP de Química e hoje atua como Coordenadora Geral no PEI.