sábado, 21 de maio de 2016

Adoção: os filhos que escolhemos ter

Mais de cinco mil crianças aguardam na fila de adoção

Adotar é um ato de amor


          Existe uma frase que diz: adotar um filho é fazer a opção consciente de que desejamos criar aquela vida. Essa decisão faz toda a diferença, segundo alguns. Diferença na vida de quem decidi adotar e, claro, na vida de uma criança que anseia por uma família.  Neste mês de maio, no dia 25, é comemorado o Dia Nacional da Adoção. Um ato de amor consciente de muitas famílias e que vem crescendo no Brasil, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.
          Este caminho passa pela mudança de comportamento por parte de quem deseja adotar um filho. Enquanto a imensa maioria das crianças que esperam por um lar têm mais de cinco anos, na outra ponta da fila, somente 11% das pessoas que desejam adotar aceitam filhos adotivos nessa faixa etária, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referentes a junho do ano passado. Mas graças ao trabalho de autoridades e instituições do setor, a situação começa a mudar.

Números
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em todo Brasil há 5.624 crianças aptas a serem adotadas. Para cada uma delas há seis adotantes (casais ou pessoas sozinhas) que poderiam ser seus pais (33.633), mas não são. E o motivo é que a maioria dos pais deseja adotar recém-nascidos de pele branca. Um comportamento que instituições e movimentos querem mudar.
Conforme o levantamento do CNJ apenas 6% das crianças aptas a serem adotadas têm menos de um ano de idade, enquanto 87,42% têm mais de cinco anos, faixa etária aceita por apenas 11% dos pretendentes. A questão racial também pesa: 67,8% das crianças não são brancas, mas 26,33% dos futuros pais adotivos só aceitam crianças brancas.
A preferência por crianças menores se explica, em parte, pelo desejo de o pai adotivo ter uma experiência considerada completa com a criança. O perfil das crianças na fila da adoção pode ser explicado por sua origem. A maior parte delas vem de setores vulneráveis da sociedade. Segundo especialistas, os principais motivos que levam famílias a perderem seus menores são a negligência, o abandono e a violência física e sexual.

Grupos
          Para ajudar e orientar os pais que desejam adotar, surgiram os grupos de apoio à adoção. Seu objetivo é trocar informações e experiências entre seus integrantes e servir como um elo de ligação entre todos os segmentos envolvidos no processo de adoção.
          A ação desses grupos, bem como a experiência de quem já adotou um filho, você lê na edição deste mês da revista Hadar (www.revistahadar.com.br). 

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