sábado, 6 de julho de 2013

Grupo preserva história da cidade através de fotos

Criado há um ano, o Itapetininga Através das Lentes tem 700 integrantes





Neste dia 6 de julho, o grupo Itapetininga Através das Lentes completa um ano de existência. De um começo tímido, com cerca de 10 integrantes - e com a modesta proposta de distrair as pessoas – o grupo possui hoje 725 participantes e construiu um importante e belo acervo fotográfico de Itapetininga, que pode ser visto em sua página no Facebook. Para o futuro, o IAL pretende realizar um grande concurso com exposição de fotografias. Um trabalho que pode contribuir e muito para a preservação da memória e da história da cidade. Saiba um pouco mais sobre o grupo com esta entrevista exclusiva com o fotógrafo e publicitário Fábio Molina, fundador e administrador do Itapetininga Através das Lentes.
            Molina explica que “a ideia do grupo surgiu em 6 de julho de 2012. Eu estava passando por uma fase não muito boa, e por isso precisava de algo para distrair a cabeça além do trabalho”. O publicitário conta que percebeu, então, a importância que Itapetininga tinha (e ainda tem) para seus habitantes e que muitas pessoas tinha uma arma poderosa nas mãos: a máquina fotográfica. “Resolvi criar o grupo para poder fotografar e mostrar ao mundo as maravilhas que temos em nossa cidade. No principio foi criado apenas para distrair, um passatempo, comecei a postar as fotos que tirava durante a semana, convidei alguns amigos, eram 8 ou 9 e com o tempo muitas pessoas se interessaram em participar. atualmente temos 725 membros”, diz o fundador do grupo, revelando que, diariamente, entre cinco e sete pessoas pedem para entrar no grupo. “Qualquer pessoa pode participar, desde que cumpra com as poucas regras que são exigidas no grupo”, ressalta o publicitário e fotógrafo.
 
Foco e tema
            Molina afirma que o IAL possui um foco e seu objetivo é exibir somente fotos de Itapetininga. “Não pode conter foto que venha a ofender a imagem de nossa cidade ou de terceiros e não é permitido postagem de fotos de modelos no grupo, somente locais, abrimos exceção para algum acontecimento extraordinário”. É o caso, por exemplo, das recentes manifestações e protestos que aconteceram em várias cidades do País, incluindo Itapetininga.
Ele revela que o tema a ser fotografado é livre, “contando que envolva no plano principal da foto algum lugar de Itapetininga, arvore, paisagem, prédio histórico ou moderno atual, rua. Só não é permitido fazer propaganda de empresa dentro do grupo. Se for considerada propaganda (a foto) será excluída imediatamente e a pessoa será avisada sobre as regras, e se voltar a fazê-lo será banida do grupo”.
 
Acervo
Antigo casarão da família Antunes Alves
Com um acervo de cerca de 500 fotos, o material mostra que os integrantes têm talento e bons olhos para fotografar. Além de belas paisagens, há registros de importância histórica e urbanística, como o casarão da família Antunes Alves (já demolido) e mais recentemente o casarão da família Rezende na rua Quintino Bocaiúva. “Todas as fotos têm seu destaque particular; são feitas por amantes da fotografia que fazem pelo amor à arte”, diz Fábio Molina.
“O grupo tem apenas registro de locais e lugares, não foi registrado até o momento o cotidiano de pessoas, registramos apenas algum cidadão que é muito conhecido pela população, pessoas simples e normais, sem qualquer interesse político ou financeiro”, ressalta Molina.
 
Planos
            Para o futuro, o fundador do IAL pretende realizar vários eventos, entre eles:  1º Concurso Fotográfico “ITAPETININGA ATRAVÉS DAS LENTES”, 1ª Exposição fotográfica “ITAPETININGA ATRAVÉS DAS LENTES” (fotos que mais se destacarem no concurso) e o lançamento de um livro.
“Uma boa foto é feita através do olhar de que está fotografando, do sentimento, da paixão por aquilo que faz, não precisa ter um equipamento caríssimo para fazer fotos para o grupo Itapetininga Através das Lentes, pode ser pelo celular mesmo, basta apenas olhar sempre de um ângulo diferente, tem que enxergar arte, fotografia onde muitos vêem apenas galhos secos. O que faz uma boa fotografia é o amor pela fotografia”, finaliza Fábio Molina,
 
Texto: Marco Antonio
Fotos: Grupo IAL

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